Joaquim Rodrigues
O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
"O Amar"
Joaquim Rodrigues
O amor tem os seus valores
o amor é amar, e ser amado
é receber sem esperar um elogio
é sentir desejo e ser desejado
amar é olhar o horizonte e sentir só amor
é sempre dar, sem pedir atenção
é se declarar, e nunca se cansar de o fazer
amar é deixar falar sozinho o coração
amar é ter sempre
atitudes bonitas
sempre com um sorriso no rosto
abraçar o sorriso, sorrindo também.
amar é sempre surpreender com gosto
Amar é estar ao lado de quem desejamos
dar abraços, não exigir nada, e nada cobrar
é segurar forte tudo, sem nunca sentir o peso
amar é muito fácil, quando se quer amar.
“03/09/2016”
(Joaquim Rodrigues)"Dispostas ou Disponiveis"
Existe uma grande diferença entre pessoas dispostas e
pessoas disponíveis. Olhando rápido você pode até achar que elas são parecidas,
mas não se engane. Eu explico:
A diferença entre elas é grande e a diferença que elas
fazem na sua vida também é. Uma pessoa disposta pode significar tudo. Uma
pessoa disponível sempre significa nada. Pessoas disponíveis se baseiam na
conveniência. Só vão se for fácil chegar. Só pagam se for barato pagar. Só
aceitam se não tem nada melhor. Só se lembram quando você faz lembrar. São
pessoas que são levadas pelo mais fácil, pelo atalho, por onde não há risco. E
nem recompensa.
Elas estão sempre sondando por aí atrás de um plano A, B,
C e D. E não se comprometem com nenhum deles porque sempre tem a chance de
aparecer um novo plano A. Tudo depende do factor conveniência. Porque são
pessoas disponíveis, sim, mas quando isso favorece a elas. E curiosamente
esperam que você sempre esteja disponível, faz parte do joguinho. Ninguém fica
onde não existe reciprocidade.
Eu sinto desprezo por esses joguinhos onde ganha quem
demonstra querer menos. É uma covardia com as pessoas. Mas mais ainda, é uma
covardia consigo mesmo. Covardia de assumir sentimentos, assumir compromissos,
assumir o que quer. Falta maturidade emocional nessa gente. Sinceramente?
Eu gosto mesmo de quem não tem medo de sentir e não tem
medo de dizer o que sente. Eu gosto de quem liga, quem manda mensagem do nada.
Quem diz que tá com saudade, quem fala que quer ver, quem vem ver. Quem não
fica de “vamos marcar” e já chega com “tô indo te encontrar”. Gosto de quem
fica feliz só por estar junto, só pela companhia. Gosto de quem se entrega e se
joga. Amor é Timing.
Pessoa disposta é aquela que não te deixa na insegurança.
Te deixar na insegurança e na dúvida é o trunfo de quem não quer nada. Não é o
“sim” e nem o “não”, você é cozinhado num “talvez” constante. E se não for pra
ser um “SIM!” em caixa alta e exclamação, seja um “adeus” pra essa pessoa…vai e
não voltes mais.
Não fique pechinchando um “sim” que deveria vir naturalmente.
Não aceite migalhas. Se você quer algo sério, queira alguém disposto. Perder
tempo com gente apenas disponível é desperdício. Você não vai mudar as pessoas,
sério. Não vá na esperança de “mas ele ou ela vai mudar!” porque não vai.
Alguém só muda por si mesmo, por mais ninguém, não o
queira levar onde você quer, sem primeiro perguntar se é isso mesmo o que ele
quer, o que o faz feliz, de todo não tente mudar nada. Queira alguém que mereça
receber o seu melhor. Queira alguém tão disposto quanto você.
Sem jogos, sem desculpas, sem amarras. Eu nunca quis um
amor-perfeito. Porque, afinal
Quem quer dá um jeito, quem não quer dá um desculpa. O
amor vem para os dispostos, não para os disponíveis.
(Autor: Hudson Baroni)
Vs: (Joaquim Rodrigues)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
"Verdade"
Joaquim Rodrigues
Felicidade não tem código de barras,
Nem os sonhos têm preço,
nem desejo tem amarras.
Os poetas não se vendem em plástico,
Nem um mundo sem prazer será fantástico.
Os deuses não se fazem de esmola,
Liberdade não se aprende só na escola,
Uma alma sem sexo não existe
Como um louco sem loucura não resiste,
Futuro não é chá de caridade,
Só o teu amor, por ser amor, é de verdade.
Um muro por mais alto não separa
Os que têm fome dos que têm a seara.
A cidade virou hipermercado,
Se é da favela, não é gente, é malcriado.
O dono do mundo sentiu-se mal,
Não o deixam destruir a selva tropical.
Vendem-se meninos nas escadas do metrô,
Fome é prisão, humilhação de quem roubou,
O dinheiro transformou-se na vontade,
Só o teu amor, por ser amor, é de verdade.
O crucifixo é da cor do cinescópio,
Heroína, cocaína, odor de ópio.
A vizinha estreou-se na TV,
Matou o marido sem saber porquê.
A dor já se vende em videocassete,
Beatas masturbam-se por Internet,
Sexo compra-se pelos jornais,
Videntes criam novos pecados mortais,
Quarenta índios morreram hoje ao fim da tarde,
Só o teu amor, por ser amor, é de verdade.
Pedro Abrunhosa
”
In:
Joaquim Rodrigues:
sábado, 20 de agosto de 2016
"SAUDADE"
Joaquim Rodrigues
Saudade minha se cansou, de muito tempo esperar, de ti saudades eu estou, vem saudade podes voltar, a saudade disse-me adeus, até a vida já me voa, nos lugares que foram meus
de saudade passeio à toa, or onde passo cheiro o aroma, da
saudade que que trago no peito
esta saudade que em mim soma, muito tempo saudade sem jeito,
já não consigo encontrar saída, os meus dias são um embaraço, troca-me as
voltas a Vida, e eu à vida vou trocando o passo, mas tu saudade se voltares, e
me aceitar como eu sou, o meu coração vai ter um lugar
Para a saudade que o abandonou.
(14/07/2016)
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
"Procura-me"
Joaquim Rodrigues
Hoje eu pergunto-me, aonde está você?
porque hoje já me certifiquei de que você
não está mais aqui comigo.
desculpa-me por ter dito um dia,
que já não me importava mais com você
porque não quero que você sinta culpa de nada
O meu amor é grande de mais para te deixar partir.
eu quero e peço que me procures
e segures forte
com teus braços
enquanto eu tento fugir, eu sempre quero fugir
daquilo que cresce tanto e fica enorme em mim.
juntos rimos sem parar porque tudo nos fica bem.
não fujas então sem mim, eu preciso de teu sorriso!
“12/07/2016”
(Joaquim Rodrigues)
sábado, 6 de agosto de 2016
"Como se Ama"
Joaquim Rodrigues
Todos nós sonhamos ser feliz um dia, e ter alguém que nos ame. Mas
para ter essa felicidade temos que saber um segredo. É dentro de nós que mora o ADN que nos pode levar há felicidade, o amor. Só devemos amar então quem nos ama, quem nos assume com o seu amor, quem sempre está presente, quem nos compreenda, mesmo que os momentos sejam naqueles de nossa maior loucura.
Amar e ser feliz é ter alguém que seja capaz de nos ajudar, de nos guiar. Alguém que nos apoie, que torne o nosso sonho num sonho verdadeiro. amar é ser capaz de nos dizer " eu amo-te muito meu amor" com atitude, e não só com palavras.
(03/08/2016)
Joaquim Rodrigues
domingo, 24 de julho de 2016
"O Amor não tem Idade"
Joaquim Rodrigues
Quando se conheceram foi uma surpresa, tiveram um breve romance apaixonado, andavam na rua de mãos dadas como dois adolescentes, falavam ao telefone amiúde, combinavam encontros imprevistos a meio do dia e ela pensava.
- “A felicidade é isto!”
Levava um sorriso inconsciente no rosto se alguém lhe perguntava qual era o segredo da sua alegria. Não era mistério nenhum, era só o entusiasmo do amor que a fazia reviver como já não lhe acontecia há muito tempo, como pensara que não lhe voltaria acontecer. O sonho dela foi assim, sempre sonhou ser assim, como estava acontecer.
Foram três meses intensos. Ora ficavam e dormiam em casa dela, ora então faziam uma mala ligeira e partiam de carro para um fim-de-semana sem destino prévio, (o sonho tinha tudo do mais belo, e ela nunca desejou acordar deste sonho) dormindo numa terra qualquer onde o acaso os levasse. Depois, subitamente, ele desinteressou-se sem nenhum motivo aparente, deixou de telefonar, inventou desculpas para as ausências, saiu da vida dela tão depressa como surgiu, como um furacão que deixa para trás uma devastação de sentimentos.
E ela sentiu-se enganada, entristeceu, ficou doente de amor, pensando nele obsessivamente, sempre procurando explicações razoáveis para o seu comportamento insensato. Perguntava-se.
- “Porque ele me disse que me amava, se não era verdade?”
E assim a paixão de há pouco tornou-se rapidamente em frustração, raiva, e rancor. Com o passar do tempo a tempestade acalma e a revolta passa a indiferença. Ela retrai os sentimentos, contém as emoções, determinada a não ser novamente apanhada desprevenida por um amor que a magoe.
Tem os dois filhos de um casamento falhado, anda ocupada com o trabalho e decide que está bem assim.
- “Não quero mais ninguém, nunca mais! Os homens são todos iguais, e na minha idade, foi um erro pensar que podia voltar a amar”. Pensou, como se o amor tivesse idade, ou prazo de validade.
Três anos passados depois de estar sozinha a festejar o seu aniversário num restaurante, é surpreendida no intervalo de um concerto de música clássica, que estava assistir, por um desconhecido sentado a seu lado, que lhe pergunta.
- Desculpe-me a menina costuma assistir sozinha aos espectáculos?
Encolhe os ombros com graça, e responde.
- Sim!
Ele percebe na sua resposta a fatalidade da solidão e declara que é viúvo, reformado e doido por música. Tomam um café juntos depois do concerto. Ela acha-o encantadora-mente trapalhão e aceita o seu convite para irem juntos ao próximo concerto. Vão a muitos mais e, embora não sinta a paixão avassaladora da última vez, também não se sente ameaçada pelo receio de ser magoada. Têm uma relação feliz e serena, confia nele e admite que, afinal, o seu erro foi pensar que os homens são todos iguais.
"10/07/2016"
(Joaquim Rodrigues)
"Tormento de Amor"
Joaquim Rodrigues
Nada, me importa agora
tudo morreu para mim
não tenho dia nem hora
só uma tristeza sem-fim
Meu amor por ti morreu
só agora é que vejo
como te amava Deus meu
era amor era desejo
Não me quiseste lamento
tinha tanto para te dar
e só recordo um tormento
tormento que já passou
mas que ainda me faz chorar
porque em mim nada ficou
"18/10/2012"
(Joaquim Rodrigues)
sexta-feira, 22 de julho de 2016
"Conversa de amigas"
Joaquim Rodrigues
Olá, minha querida, faz tempo que não te via.
é verdade querida Eli.., mas tenho passado muito mal
então porquê Lu...? O que te aconteceu agora
meu amor saiu de casa, e não voltou mais
A ultima vez que o vi, ele vestia jeans azul, e blusa preta
levava com ele só o que eu deixei levar, mais nada
uma mala já muito velha, com roupas já muito usadas
entre isso, um blusão cinzento já muito, mas muito coçado
Que eu saiba não me parece ter levado nada meu
embora ele tenha-me confessado guardar no peito o meu amor
amiga, assim tipo militar, como fosse possível levar o que é meu
que eu saiba, só levou umas botas cinzentas, que lhe ofereci
Quanto a recordação, deixou-me pouca coisa, muito pouca mesmo
uma manta azul, um radio que nem noticias dele me dá
o cheiro dele na cama, que quanto mais tempo passa o sinto menos
e uma nostálgica recordação de uma aliança que a devolvi a tempo
Uma triste história minha amiga, como todas aquelas que você conhece
estivesse eu quietinha, e não te fazia perder tempo agora a ouvir isto
mas minha amiga, deixa eu te confessar, por favor, gostava de ter noticias
porque espero o pior, o pior ainda é que eu, amo-o muito ! Muito mesmo.
“22/07/2016”
(Joaquim Rodrigues)
"O Amor e o Tempo"
Joaquim Rodrigues
Pela montanha alcantilada
todos quatro em alegre companhia
o Amor, O Tempo, a minha Amada
e eu subia-mos um dia…
Da minha amada no gentil semblante
já se viam indícios de cansaço
o amor passava-nos adiante
e o tempo acelerava-nos o passo
- Amor, amor! Mais devagar!
não corras tanto assim, que tão ligeira
não pode com certeza caminhar
a minha, doce companheira!
De súbito o amor e o tempo, combinados
abrem as asas trémulas ao vento
por que voais assim tão apressados?
onde vos dirigis? Nesse momento?
Volta-se o amor e diz com azedume
tende paciência, amigos, meus!
eu sempre tive este costume
de fugir com o tempo
Adeus, adeus!
"01/01/2012"
(Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 20 de julho de 2016
"Se tudo fosse Permitido"
Joaquim Rodrigues
Se tudo fosse permitido os dois teríamos um dia lindo
faríamos as nuvens mais belas, muito mais claras
caminhava-mos de mãos dadas no parque da cidade
e tomávamos café no pequeno bar que lá existe
e ao recolher do Sol, íamos em murmúrios de amor, juntinhos, para casa
se tudo fosse permitido, só apenas um dia contigo
sentávamos os dois na relva do jardim perto do lago
e tu atiravas aos pássaros o pão que eu guardei no bolso do meu casaco
soltávamos risadas divertidas pela disputa que tu tinhas com as aves
e eu, por ter passado o dia contigo, seria um homem muito feliz
se tudo fosse permitido, ajudávamos a limpar as nossas cabeças, um ao outro
e assim, o nosso mundo seria muito mais feliz, muito mais perfeito
eu segurava o teu corpo com os meus braços, olhava-te fundo dos teus olhos
e perto dos teus lábios da tua boca, eu corrigia todo tempo perdido todo desejo
tudo o que tu pedes há muito por ser profundo deixava-me perder no teu beijo
se tudo fosse permitido, os dois num só dia transformávamos lágrimas em sorrisos
tristezas em alegrias, e num só dia construíamos a felicidade que o mundo mais precisa
mesmo que o tempo fosse pouco atirávamos para o ar muito amor e carinho
e fazíamos ao redor do nosso mundo a felicidade de olhares de admiração
se tudo fosse permitido, dávamos ao mundo uma lição
“20/07/2016”
(Joaquim Rodrigues
"ALMA GEMEA"
O que fica a restar depois de tudo o que fizemos e dissemos? A gente pode traí-la contrariá-la, mesmo sabendo, que nunca podemos conhecê-la. Só a podemos conhecer através duma alma gémea mas como é que conseguimos falar com ela? Mas como faze-lo se as almas gémeas quase nunca se encontram?
Mas na verdade quando as almas gémeas se encontram, elas abraçam-se beijam-se, e tornam esses momentos muito especiais, momentos em que alguém nos diz algo que nunca ouvimos dizer antes, que reconhecemos sem saber de onde, que nos faz mergulhar num infinito sem querer, é como se estivéssemos a visitar uma verdade que desconfiávamos existir, que nunca pensamos vir a ter.
Ficamos com o coração aos pulos, aos saltos dentro do peito, e aí, a alma sente o coração a soluçar como um doido, que nos chega a chatear.
A alma é uma nuvem branca onde estão riscados todos os sinais indecifráveis da nossa existência, a alma não muda, não se mostra, não se dá a conhecer, o coração ama, mas é na alma que o amor mora todos os amores de toda a nossa vida. A alma solta o coração, deixa-o à solta, porque ela sabe que o coração é tonto, não se preocupa com ele, sai do corpo, porque tem mais que fazer.
E o que faz então a alma? Manda escondidamente na parte da nossa vida que não tem expressão material ou física. A alma não tem desejo, não tem saudades, não sofre nem ri, a alma decide o que o coração e a razão decidir.
A alma não é uma essência ou um espírito, é a fonte, o repositório, a configuração interior. A alma é aquilo, de que não se pode falar. A não ser que se encontre uma alma gémea. Gémea não é ser igual, é parecida, não é um espelho, é uma janela, não é um reflexo, é uma refracção. Como é que se reconhece uma alma gémea? Reconhece-se num abraço, o coração pára de bater, a existência é interrompida, no abraço do irmão, do amigo, da amante, há sensação, do corpo, do tempo, do coração. Há sempre a noção dum gesto posterior, no abraço de duas almas gémeas, mesmo quando se amam, o abraço parece o fim. Uma pessoa sente-se, ao mesmo tempo, protegida e protectora. E a paz é inteira, nenhum outro gesto, nenhuma outra palavra, é precisa para a completar, pode passar a vida toda, não importa.
Quando duas almas gémeas se abraçam, sente-se um alívio imenso de não ter de viver, não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença.
(20/07/2016)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 19 de julho de 2016
"Imaginação"
Joaquim Rodrigues
Para mim, o amor é uma coisa
outra coisa é a relação
eu não sei, é se
quando duas pessoas estão na cama
não estarão de facto quatro
as duas que já lá estão
mais as outras duas
que um e outro, imaginam.
Quando isso acontecer
o melhor é fazer um caminho novo
Interrompemos esse amor
dessa queda seguramo-nos bem
construímos passos de dança
e vamos deixar de ter medo
viramos a página já muito gasta
e escura do nosso livro
vamos ter coragem de subir as escadas
que nunca quisemos subir juntos
e escolher em liberdade a melhor cama
o novo amor
construímos um sonho novo
uma ponte melhor
seguimos a escolha em frente e feliz
nova página, novo livro
ter sonhos mais verdadeiros
mais sinceros
a vida só nos agradecerá !
"19/07/2016"
(Joaquim rodrigues)
sábado, 16 de julho de 2016
quinta-feira, 14 de julho de 2016
terça-feira, 12 de julho de 2016
"A CRIANÇA"
Joaquim Rodrigues
Desde criança eu penso
encontrar um dia o amor
mas quando encontrei o amor
quando o tive nos meus braços
fui uma pessoa muito feliz.
Nunca tive foi a força necessária
de o segurar no momento preciso
sempre faltou-me a força
e trai o meu sentimento de criança.
de o segurar no momento preciso
sempre faltou-me a força
e trai o meu sentimento de criança.
Enquanto o amor esteve a meu lado
ele era lindo, era doce, mas fugiu de mim
esse sentimento que tantas forças me dava.
Agora como já não tenho
o que sempre desejei na minha vida
vou vivendo sem alegrias
e não sei o que será de mim?
ele era lindo, era doce, mas fugiu de mim
esse sentimento que tantas forças me dava.
Agora como já não tenho
o que sempre desejei na minha vida
vou vivendo sem alegrias
e não sei o que será de mim?
Só sei quem tu és amor
tu és beijo, és abraço, tu és carinho
e sei que essa tua fuga tirou-me tudo
e fez de mim uma pessoa de sonhos e tristes.
tu és beijo, és abraço, tu és carinho
e sei que essa tua fuga tirou-me tudo
e fez de mim uma pessoa de sonhos e tristes.
"12/07/2016"
(Joaquim Rodrigues)
segunda-feira, 11 de julho de 2016
"RELACIONAMENTOS"
Joaquim Rodrigues
Será que todos nós devemos mesmo mentir a quem juramos
amar? Esta é a clássica pergunta que todos temos o direito de fazer à pessoa que
amamos. Quantas pessoas amas-te tu durante a tua vida? Quantas pessoas na tua
vida já tiveste? Não precisas necessariamente de responder, todas as pessoas
que lidam contigo percebem que tiveste muitos amores, que passas teu tempo
procurando amores diferentes, que te sentes bem assim a mentir ao amor. Nem
todas as perguntas precisam de resposta necessariamente pelo menos da resposta
que ele está à espera, quando isso acontece e não te apetece falar no assunto,
diga só, que não te apetece falar no assunto, ele perceberá, e que a tua vida
agora não é mais com ele. Claro que ele vai ficar a pensar que tiveste muitos
namorados que já foste mais feliz com alguém do que és feliz com ele, com
pessoas que já foram teus maridos pessoas antes dele, mas também é saudável
manter a dignidade sem mistérios, claro que este tema é um tema em que a
tentação é grande mas não compensa.
Nunca mintas sobre isto, claro que não tens logo de
anunciar mas não minta ao amor. Podes não saber nem fazer uma pequena ideia da
fortuna que custa estes momentos, se ele te perguntar, não mintas. Se estás a
pensar fazer alguma troca fale sobre o assunto com ele e cheguem a um acordo.
Afinal, era o que tu gostarias que ele fizesse contigo.
Quanto ao sexo, se com ele não foi fantástico, nem nada
que se pareça, não lhe vai dizer isto, coitado, ou vai? Claro que a ideia não é
mentir, mas pode resolver o problema sem lhe atirar à cara que já viu bem
melhor do que aquilo. Vá dando indicações subtis, cuidado que subtis, não
significa ordens, e também não convém nada ligar o GPS mesmo que ele ache
sensual aquela voz que diz, na próxima curva, vire à esquerda, mas também que não
sejam demasiado subtis para que ele não perceba.
Não existe nada mais devastador para um relacionamento do
que a perda da confiança. A pessoa que mente, que esconde tudo do seu parceiro (com
o seu parceiro nunca use a tecnologia moderna escondendo com quem comunica)
isso acaba com as chances de o amor dar certo. E com isso a relação nunca mais
será a mesma.
Hoje ter um telemóvel é ter companhia no bolso, estar ligado
numa rede social é ter centenas de amigos, e conhecer novos namorados “este não
me serve, aquele é um carinho” vou neste,
como se isso fosse possível, escolher por quem, quando, e
onde se enlevar de amor verdadeiro, cometemos tantos equívocos!
Depois escolhemos um cristo e nele despejamos todas as nossas
carências de uma só vez, sem perceber, que nos tornamos incapazes de olhar a
cara do outro e dizer, você está me amando pouco! Assim eu não quero! Prefiro
ficar só, eu e Deus.
A pior coisa que existe é uma pessoa descobrir que está a
ser enganada. Por isso, mesmo que a verdade seja dolorosa, é melhor optar por
ela, assuma o seu erro o mais rápido possível. É mais fácil perdoar uma
fraqueza momentânea quando se é verdadeiro, que o outro descobrir uma mentira,
mentir pode causar danos irreversíveis numa relação, e em algumas pessoas
também, pois o amor saudável se baseia principalmente, na confiança, sem
confiança, não há tranquilidade, e o amor não amadurece.
Quando um parceiro perde a confiança no outro, o
relacionamento acaba. A sensação de sentir-se traído provoca muita dor e rompe
com a parceria amorosa. O mentiroso jamais é perdoado, e aquele que foi
enganado passa a desconhecer o outro, a questionar quem ele é verdadeiramente.
Diante da descoberta da traição, a pessoa passa a acreditar que o seu
relacionamento foi uma grande mentira.
(11/07/2016)
Joaquim Rodriguesterça-feira, 5 de julho de 2016
"TRINTA DIAS,TRINTA ANOS"
Joaquim Rodrigues
Conhecem-se no comboio, algures entre Portugal e França. Ela
vai para Paris, ele para Berlim. Têm ambos vinte e poucos anos e viajam
sozinhos. Vêem-se pela primeira vez quando se sentam frente a frente numa
carruagem de passagem por Espanha.
Ele surpreende-a a espreitar por cima do livro que tem nas
mãos, interessada na capa do livro que ele lê. Sorri-lhe.
- Já leste este? Pergunta-lhe.
- Não, responde ela, é bom?
- Para dizer a verdade, não estou a adorar.
- E o teu? Ela encolhe os ombros.
- Eh ! Já li melhor.
E é o início de uma longa conversa que lhes permite
conhecerem-se melhor. Vão assim, por aquelas horas todas, na companhia um do
outro, sempre a falar, sem darem pelo tempo a passar.
Chegados a Paris, despedem-se com a sensação de terem uma
ligação, como se se conhecessem há muito mais do que aquelas escassas horas no
comboio. Mas antes, ele propõe-lhe trocarem de livros.
- Lês o meu e eu leio o teu, depois digo-te o que achei, e
tu fazes o mesmo.
- Combinado, - concorda ela.
Ele lê o livro dela durante o resto da viagem. Ela faz o
mesmo em Paris. Em breve estão de novo em contacto, a propósito dos livros, ou
tendo estes como desculpa para voltarem a falar, pois ficou-lhes uma enorme
vontade de se juntarem outra vez. Atravessam a semana seguinte em permanente
contacto, falando ao telefone, dizendo onde estão, o que fazem, o que pensam
das coisas que vêem ou experimentam. Por fim, não resistindo à distância que os
separa, acabam por combinar um encontro em Estrasburgo, a meio caminho entre
Paris e Berlim. Cada um deverá tomar o seu comboio em direção à cidade
francesa, junto à fronteira com a Alemanha.
Passaram-se trinta anos. Ele está na estação em Estrasburgo
quando ela chega. Abraçam-se. Falam em inglês, porque ela não sabe alemão e ele
não sabe francês. Ela repara que ele agora tem o cabelo todo branco, mas de
resto continua o mesmo. Também ela tem umas rugas mais, mas reconhece-lhe o
mesmo sorriso juvenil de antigamente.
Já lá vão tantos anos e hoje deixaram as suas famílias por
vinte e quatro horas, para se reverem. Recentemente, descobriram-se por sorte
no Facebook e mantiveram o contacto, agora sentam-se num café, abanam a cabeça
com um sorriso desconcertado e pensam como poderiam ter sido diferentes as suas
vidas se tivessem chegado a reencontrar-se naquela época.
Tinham combinado regressar a Estrasburgo trinta dias mais
tarde, mas afinal, por motivos distantes que hoje lhes parecem menores, embora
determinantes na altura, só o fizeram trinta anos depois.
***********************
(05/10/2012:in:05/07/2016)
Joaquim Rodriguessegunda-feira, 4 de julho de 2016
"UM DIA DE CHUVA"
Joaquim Rodrigues
A mensagem dela entra no computador através do Facebook
quando ele está a trabalhar. Não a lê logo. Pensa que talvez já seja altura de
a esquecer definitivamente. Afinal de contas, não se encontra com ela há mais
de um ano. Mas é um amor que ficou, apesar de tudo, uma recordação que persiste
num perfume errante que o faz virar a cabeça ao cruzar-se acidentalmente com
alguém que tem o cheiro dela, que poderia ser ela, mas não é; que persiste nos
lugares por onde passa e o deixam preso a olhar com perplexidade, recordando os
momentos em que lá estiveram os dois; é um amor que ficou para trás mas que
teima em regressar com muitos pretextos indesejados que lhe traem a
determinação. Mas, enfim, é só isso, um assunto antigo, resolvido, uma
recordação dissolvida em duas vidas separadas por caminhos divergentes.
Lê a mensagem duas horas mais tarde. É um comentário
banal, para meter conversa, parece-lhe. Responde-lhe com palavras curtas, com a
informalidade de velhos amigos. Ela, porém, insiste, de modo que os comentários
prosseguem no chat, para cá e para lá, pelos dias seguintes.
A pastelaria é como um abrigo caloroso numa rua
movimentada de Inverno. Senhoras idosas entram a sacudir os guarda-chuvas,
refugiam-se à volta de um chá quente a desabafar as suas queixas. Eles os dois
estão sentados a uma mesa junto à janela. Uma velha solitária vem acomodar-se a
uma mesa quase colada à deles. Demora-se a despir uma gabardina donde pingam
restos de chuva, a organizar um acervo de sacos, a encostar à cadeira um
guarda-chuva que teima em escorregar para o chão. A mulher senta-se finalmente,
olha para eles, interrompe-os.
- Estejam à vontade, diz, conversem o que quiserem que eu
cá sou surda. Eles aquescem, abafam o riso, retomam a conversa. Ali estão os
dois, depois de tanto tempo sem se verem. A conversa no chat trouxe-os ali,
àquela pastelaria anónima, onde combinaram um pequeno-almoço tardio para se
verem e actualizarem as vidas distantes que levam hoje em dia. O empregado
traz-lhes café e um pão emborrachado que os faz rir da insipiência que grassa
nesta pastelaria de bairro. Mas nada daquilo lhes importa, senão eles próprios.
Lá fora, o vento forte arrasta gotas grossas de chuva que
deslizam pela vitrina. Dentro, eles falam dos seus dias, como costumavam fazer
noutra vida, e, não obstante tudo o que os separou, descobrem que se entendem
com a mesma facilidade e a mesma alegria de outrora. É uma revelação para os
dois, ainda com interrogações, mas, quando saem da pastelaria, vão rua fora
debaixo de um guarda-chuva, enfrentando juntos a saraivada de chuva e a
pensarem que já sobreviveram a outras tempestades muito piores, e ainda ali
estão.
*****
19/02/2013: in :04/07/2016)
Joaquim Rodriguesterça-feira, 28 de junho de 2016
"RELACIONAMENTO POR INTERESSE"
Joaquim Rodrigues
Quando nos apaixonamos por alguém que não conhecemos seus
hábitos, nem o seu passado, é como entrar num estado semelhante de intoxicação,
deixamos nosso cérebro controlar tudo sem julgamento crítico, sem emoções negativas,
até sentires a sensação dolorosa da rejeição.
Mas existem perguntas para isso, então porque geralmente a
intensidade apaixonada do amor não dura?
- Porque todas as pessoas
têm pensamentos diferentes de amar, e porque todo o amor baseado no interesse acaba
com a causa que o fez nascer, só o amor desinteressado dura para sempre. Então é
caso para perguntar, porque então geralmente duas pessoas podem permanecer muito
tempo apaixonadas se esse dito amor é por interesse, e ainda por cima muitos chegam
aprofundar um relacionamento duradoiro que até dá em casamento, essa relação
nunca vai permanecer tão intensa quanto é durante o começo da relação, nada
dará certo.
Sendo assim, não é verdade que não há nada que alguma pessoa
não possa fazer por si, para parar de amar essa pessoa que não o ama e sim os
seus próprios interesses. É um erro pensar que não há nada que uma pessoa não possa
fazer para se desapaixonar quando damos de cara com alguém interessada, da
mesma forma que não há nada que uma pessoa bêbada não possa fazer para ficar
sóbria. Basta pensar até na famosa frase “O amor é cego” e nada de negativo vê,
mas nem tudo está perdido.
Eu acho que é possível aliviares teu cérebro desse amor
covarde e de mentira, que só te quis usar teus sentimentos, “essa pessoa não te
merece”, e que se um dia isso te acontecer, lembra-te que quando não o puderes
alimentar seus interesses, vai sempre usar o desamor como desculpa. Então, se te
vês preso ao fardo de estar apaixonado pela pessoa errada larga a corda, sai
dessa hipocrisia, tu podes encontrar algum consolo relativamente num dia
qualquer, num futuro próximo, e te sentirás livre. Deseja felicidades ao lado
errado que seja muito feliz, para tu seres feliz também.
E para ajudares o teu cérebro pelo acontecido na tua vida,
levanta a cabeça, nada de álcool ou remédios lembra-te do teu fígado é um órgão
tão importante como teu coração, seja saudável para isso, faça bastante
exercício físico para libertar hormônios como a dopamina desse sentimento. E
abrace muito seus amigos, e quem te quer bem, o toque é uma maneira de circular
ocitocina em teu sistema, hormônio que poderá ajudá-lo a sentir-se muito mais
calmo, melhora teu aspecto e lembra-te sempre que o amor está em todo lado.
(01/07/2012)
Joaquim Rodrigues
"QUEM AMA, LOGO EXISTE"
Joaquim Rodrigues
Existem duas dores de amor, a primeira é quando a relação
termina e a gente ama e é obrigado a seguir seu caminho amando vai
ter de se acostumar com a ausência do outro com a sensação de
perda de rejeição, e com a falta de perspectiva, já que ainda
estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do
túnel. A segunda dor é quando começamos a ver a luz no fim do
túnel
a mais dilacerante é a dor física da falta dos beijos e
abraços e essa dor não ser importante para o ser amado, mas, quando esta dor
passa…se passar…
Começamos outro ritual de despedida a dor de abandonar o
amor que sentíamos, a dor de esvaziar o coração, de remover a
saudade de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa
é isso também dói, também doí!
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto tempo quanto à pessoa que o gerou, existem sempre razões e
culpas nessas pessoas sabendo que há quem reclame não conseguir se desprender
de alguém
Mas acontece que sem darem conta, não querem se
desprender. Esse amor mesmo não retribuído, tornou-se a maior lembrança de
belos momentos de uma época bonita, que foi vivida entre eles e daí
passou a ser um bem de valor inestimável uma sensação à
qual não a conseguimos largar faz parte de nós.
O que sentimos é o querer, voltar a ser alegres e disponíveis mas para isso é preciso a gente fazer algo que nos foi
caro por muito tempo e que de certa maneira se entranhou na gente e que só com
muito amor que sentido pelos dois é possível mas para tudo isso acontecer seria
muito importante o amor ser sentido de igual pelos dois.
É uma dor mais amena, quase imperceptível, talvez, por
isso, costuma durar mais. É uma dor que nos confunde, que nos envergonha por não
termos sido capaz de a evitar parece ser a mesma dor, mas não, já é outra. A pessoa que nos deixou até podia já não nos interessar
mais mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor
que nos justificava como seres humanos que nos colocava dentro das estatísticas.
“Eu amo, logo existo” Quando nos despedimos de um amor é despedir-se de si
mesmo é apagar uma
história e tudo isso, é tão difícil. Eu sei que não é externamente, da nossa concordância mas
é preciso que saia de dentro da gente, e será possível a gente voltar amar,
de novo?..
(27/06/2016)
Joaquim Rodrigues
( RECORDAÇÕES )
Joaquim Rodrigues
Recordo os teus lábios, a nossa loucura
a água que deixavas na minha boca
Matavas-me a sede infinita, com a tua fonte
molhavas a minha garganta seca
Recordo essa tua nascente pura, que na sombra
apagava o fogo, que eu sentia no meu peito
Recordo esse tempo, e a forma de me olhares
hoje o silêncio queimar-me, sou um cego secreto
Recordo quando te deitavas carinhosa a meu lado
anda, trás tua fonte, vem apagar o fogo que eu sinto
Vem Iluminar a minha alma precisa
e encosta novamente teus lábios nos meus.
(28/06/2016)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 23 de junho de 2016
O EGOISMO
Joaquim Rodrigues
Por causa do egoísmo os homens punem-se uns aos outros, o
homem torna-se lobo do homem.
O egoísmo é um defeito de carácter, é o maior vício
generalizado na humanidade terrena. É o agente que mais provoca sofrimentos, e
o mais infeliz para o ser humano.
Ser egoísta, é ter egoísmo, egoísta, egocentrismos,
egotismo, que designam aquele que tem o “eu só o eu nele” como ideologia,
aquele que concentra sobre si seus próprios pensamentos e actividades.
O contrário do egoísmo é o altruísmo a doutrina que
considera o devotamento ao outro como a regra ideal, da moralidade.
A pessoa altruísta deseja que o outro seja feliz e tudo
faz para que esse desejo se realize, sem esperar nada em troca. A pessoa
egoísta não faz nada com desinteresse, está sempre buscando alguma satisfação
pessoal. O egoísta só fala de si sem cessar, só faz referências de si mesmo se
elogia a si próprio constantemente sem cessar, tem preferência, no falar sem
deixar falar os outros, e no pensar, pelos termos…agora falo eu, é meu, são
meus, são minhas. Preocupa-se apenas com os seus interesses, com os seus
próprios prazeres, em detrimento ou desprezo pelos dos outros. Valoriza
exageradamente o que é seu, as suas ideias, as suas opiniões, os seus gostos, os
seus desgostos, etc.
Alguns vícios morais provocados pelo egoísmo, é a ganância,
avareza, a corrupção, o ódio, a injustiça, o despeito, o cinismo, a violência, a
hipocrisia, o despotismo, a covardia, as vaidades, o desprezo, os ciúmes, a inveja,
a cólera, o isolamento, o desamor, a impaciência, a indiferença, a ingratidão,
o apego, a extorsão, etc. … tudo isso até, contra quem a ama…
Todos esses efeitos produzidos pelo egoísmo sobre um
indivíduo podem ser percebidos também em grupos, egoísmo de uma classe, de um
grupo religioso, de um partido qualquer. O mesmo ocorre com os efeitos do
altruísmo.
O altruísmo é sinónimo de caridade, no entanto, a palavra
caridade tem uma acepção mais extensa e mais profunda, por isso ela é a virtude
contrária ao egoísmo.
Há caridade em pensamentos, em palavras, em actos, mas que
na prática quase sempre o egoísta não a pratica, a caridade não é somente
esmola. O homem é caridoso em pensamentos sendo indulgente para com as faltas
do próximo. A caridade em forma de palavra, nada diz que possa prejudicar o
outro. A caridade em acções assiste ao próximo na medida de suas forças.
Reparemos que o pobre que partilha seu pedaço de pão com
alguém mais carente do que ele é mais caridoso, tem muito mais mérito aos olhos
de Deus do que o rico que dá do seu supérfluo sem de nada se privar. Quem
alimenta contra o seu próximo sentimentos de ira, de animosidade, de ciúme, de
rancor, tem falta de caridade.
O egoísmo é a exaltação da personalidade. A caridade é a
sublimação da personalidade. A caridade diz, para você em primeiro lugar, para
mim depois, o egoísmo grita, para mim antes, para você se sobrar.
Fazer pelos outros o que quereríamos que os outros
fizessem por nós, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos
os deveres do homem para com o próximo.
Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito,
para tomar como padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós
desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais
indulgência, mais benevolência e devotamento para connosco, do que os temos
para com eles?
O egoísmo faz com que o interesse pessoal prevaleça acima
de tudo, cada pessoa arrebata o que pode para si, o seu semelhante é visto
apenas como um antagonista, um rival que pode se intrometer no seu caminho, que
o pode explorar. Sendo assim, a vitória pertencerá sempre ao mais sagaz nesta sociedade,
coisa triste de dizer, consagra comumente essa vitória, o que faz com que ela
se divida em duas áreas principais, os explorados e os exploradores.
Isso só resulta um antagonismo perpétuo, que faz da vida
um tormento, um verdadeiro inferno. Mas se substituirmos o egoísmo pela
caridade, tudo será diferente. Ninguém procurará fazer mal ao seu vizinho, as
iras e os ciúmes se extinguirão por falta do que os alimente, e os homens
viverão em paz e amor, se auxiliarão uns aos outros, ao invés de se despedaçarem
mutuamente. Se a caridade substituir o egoísmo, até todas as instituições
sociais passarão a ter como alicerce o princípio da solidariedade e da
reciprocidade, o forte protegerá o fraco, ao invés de o explorar.
Sendo assim, o egoísmo e o orgulho, que andando de mãos
dadas, a vida será sempre muito mais triste sem compressão com o próximo que
nos ama, e sem amor vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se
calcarão aos pés, as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços
da família serão respeitados.
(23/06/2016)
Joaquim Rodrigues"CONDUTA"
Se você procura ser admirado/a, tenha uma boa conduta, seja
humilde quanto basta, nunca pense que basta ser o que você quer ser, para
pensar que todos o vão entender. Como pode alguém pensar que o mundo está
obrigado a gostar de tudo o que você gosta, de tudo o que você escreve? No mínimo
você está colocando-se no patamar do ridículo, o homem é um ser inteligente
pensa com a sua própria cabeça, tentar mudar isso nos outros então você vai ter
de mudar a sua maneira de pensar também sobre os outros, deixa de ter esse
trabalho que tens de todos os dias tentares mudar a maneira de pensar dos
outros.
Ter boa conduta, é ser honesta de personalidade íntegra. Nunca
conduza nem deixe alguém conduzir por influências alheias…Logo aqui, não está a
ser humilde… Nem queira cair na doce tentação de se passar por alguém maior.
Seja fiel aos seus alicerces, aos seus princípios. Quando se decide fazer seja
o que for, tenha sempre sinceridade no seu proceder. Nunca finja nem dissimule
um sentimento. Dá aos olhos do teu interlocutor a arquitectura verdadeira da tua
imagem. E expressa por palavras de forma que transpareça lisura no tom da tua
voz.
Enfrenta os obstáculos com a verdade sem opinião de
outros, mesmo que não os transmitas, não minta quando o momento é de verdade, a
mentira não prospera e você cai em descrédito.
É digno ter carácter, respeito, sempre com boa conduta. São
estes os principais requisitos que não devem ser corrompidos jamais. É essa a tua
maior riqueza, essa é, a riqueza interior que te vai permitir alcançar as
maiores riquezas exteriores!
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
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