Joaquim Rodrigues
O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quinta-feira, 14 de julho de 2016
terça-feira, 12 de julho de 2016
"A CRIANÇA"
Joaquim Rodrigues
Desde criança eu penso
encontrar um dia o amor
mas quando encontrei o amor
quando o tive nos meus braços
fui uma pessoa muito feliz.
Nunca tive foi a força necessária
de o segurar no momento preciso
sempre faltou-me a força
e trai o meu sentimento de criança.
de o segurar no momento preciso
sempre faltou-me a força
e trai o meu sentimento de criança.
Enquanto o amor esteve a meu lado
ele era lindo, era doce, mas fugiu de mim
esse sentimento que tantas forças me dava.
Agora como já não tenho
o que sempre desejei na minha vida
vou vivendo sem alegrias
e não sei o que será de mim?
ele era lindo, era doce, mas fugiu de mim
esse sentimento que tantas forças me dava.
Agora como já não tenho
o que sempre desejei na minha vida
vou vivendo sem alegrias
e não sei o que será de mim?
Só sei quem tu és amor
tu és beijo, és abraço, tu és carinho
e sei que essa tua fuga tirou-me tudo
e fez de mim uma pessoa de sonhos e tristes.
tu és beijo, és abraço, tu és carinho
e sei que essa tua fuga tirou-me tudo
e fez de mim uma pessoa de sonhos e tristes.
"12/07/2016"
(Joaquim Rodrigues)
segunda-feira, 11 de julho de 2016
"RELACIONAMENTOS"
Joaquim Rodrigues
Será que todos nós devemos mesmo mentir a quem juramos
amar? Esta é a clássica pergunta que todos temos o direito de fazer à pessoa que
amamos. Quantas pessoas amas-te tu durante a tua vida? Quantas pessoas na tua
vida já tiveste? Não precisas necessariamente de responder, todas as pessoas
que lidam contigo percebem que tiveste muitos amores, que passas teu tempo
procurando amores diferentes, que te sentes bem assim a mentir ao amor. Nem
todas as perguntas precisam de resposta necessariamente pelo menos da resposta
que ele está à espera, quando isso acontece e não te apetece falar no assunto,
diga só, que não te apetece falar no assunto, ele perceberá, e que a tua vida
agora não é mais com ele. Claro que ele vai ficar a pensar que tiveste muitos
namorados que já foste mais feliz com alguém do que és feliz com ele, com
pessoas que já foram teus maridos pessoas antes dele, mas também é saudável
manter a dignidade sem mistérios, claro que este tema é um tema em que a
tentação é grande mas não compensa.
Nunca mintas sobre isto, claro que não tens logo de
anunciar mas não minta ao amor. Podes não saber nem fazer uma pequena ideia da
fortuna que custa estes momentos, se ele te perguntar, não mintas. Se estás a
pensar fazer alguma troca fale sobre o assunto com ele e cheguem a um acordo.
Afinal, era o que tu gostarias que ele fizesse contigo.
Quanto ao sexo, se com ele não foi fantástico, nem nada
que se pareça, não lhe vai dizer isto, coitado, ou vai? Claro que a ideia não é
mentir, mas pode resolver o problema sem lhe atirar à cara que já viu bem
melhor do que aquilo. Vá dando indicações subtis, cuidado que subtis, não
significa ordens, e também não convém nada ligar o GPS mesmo que ele ache
sensual aquela voz que diz, na próxima curva, vire à esquerda, mas também que não
sejam demasiado subtis para que ele não perceba.
Não existe nada mais devastador para um relacionamento do
que a perda da confiança. A pessoa que mente, que esconde tudo do seu parceiro (com
o seu parceiro nunca use a tecnologia moderna escondendo com quem comunica)
isso acaba com as chances de o amor dar certo. E com isso a relação nunca mais
será a mesma.
Hoje ter um telemóvel é ter companhia no bolso, estar ligado
numa rede social é ter centenas de amigos, e conhecer novos namorados “este não
me serve, aquele é um carinho” vou neste,
como se isso fosse possível, escolher por quem, quando, e
onde se enlevar de amor verdadeiro, cometemos tantos equívocos!
Depois escolhemos um cristo e nele despejamos todas as nossas
carências de uma só vez, sem perceber, que nos tornamos incapazes de olhar a
cara do outro e dizer, você está me amando pouco! Assim eu não quero! Prefiro
ficar só, eu e Deus.
A pior coisa que existe é uma pessoa descobrir que está a
ser enganada. Por isso, mesmo que a verdade seja dolorosa, é melhor optar por
ela, assuma o seu erro o mais rápido possível. É mais fácil perdoar uma
fraqueza momentânea quando se é verdadeiro, que o outro descobrir uma mentira,
mentir pode causar danos irreversíveis numa relação, e em algumas pessoas
também, pois o amor saudável se baseia principalmente, na confiança, sem
confiança, não há tranquilidade, e o amor não amadurece.
Quando um parceiro perde a confiança no outro, o
relacionamento acaba. A sensação de sentir-se traído provoca muita dor e rompe
com a parceria amorosa. O mentiroso jamais é perdoado, e aquele que foi
enganado passa a desconhecer o outro, a questionar quem ele é verdadeiramente.
Diante da descoberta da traição, a pessoa passa a acreditar que o seu
relacionamento foi uma grande mentira.
(11/07/2016)
Joaquim Rodriguesterça-feira, 5 de julho de 2016
"TRINTA DIAS,TRINTA ANOS"
Joaquim Rodrigues
Conhecem-se no comboio, algures entre Portugal e França. Ela
vai para Paris, ele para Berlim. Têm ambos vinte e poucos anos e viajam
sozinhos. Vêem-se pela primeira vez quando se sentam frente a frente numa
carruagem de passagem por Espanha.
Ele surpreende-a a espreitar por cima do livro que tem nas
mãos, interessada na capa do livro que ele lê. Sorri-lhe.
- Já leste este? Pergunta-lhe.
- Não, responde ela, é bom?
- Para dizer a verdade, não estou a adorar.
- E o teu? Ela encolhe os ombros.
- Eh ! Já li melhor.
E é o início de uma longa conversa que lhes permite
conhecerem-se melhor. Vão assim, por aquelas horas todas, na companhia um do
outro, sempre a falar, sem darem pelo tempo a passar.
Chegados a Paris, despedem-se com a sensação de terem uma
ligação, como se se conhecessem há muito mais do que aquelas escassas horas no
comboio. Mas antes, ele propõe-lhe trocarem de livros.
- Lês o meu e eu leio o teu, depois digo-te o que achei, e
tu fazes o mesmo.
- Combinado, - concorda ela.
Ele lê o livro dela durante o resto da viagem. Ela faz o
mesmo em Paris. Em breve estão de novo em contacto, a propósito dos livros, ou
tendo estes como desculpa para voltarem a falar, pois ficou-lhes uma enorme
vontade de se juntarem outra vez. Atravessam a semana seguinte em permanente
contacto, falando ao telefone, dizendo onde estão, o que fazem, o que pensam
das coisas que vêem ou experimentam. Por fim, não resistindo à distância que os
separa, acabam por combinar um encontro em Estrasburgo, a meio caminho entre
Paris e Berlim. Cada um deverá tomar o seu comboio em direção à cidade
francesa, junto à fronteira com a Alemanha.
Passaram-se trinta anos. Ele está na estação em Estrasburgo
quando ela chega. Abraçam-se. Falam em inglês, porque ela não sabe alemão e ele
não sabe francês. Ela repara que ele agora tem o cabelo todo branco, mas de
resto continua o mesmo. Também ela tem umas rugas mais, mas reconhece-lhe o
mesmo sorriso juvenil de antigamente.
Já lá vão tantos anos e hoje deixaram as suas famílias por
vinte e quatro horas, para se reverem. Recentemente, descobriram-se por sorte
no Facebook e mantiveram o contacto, agora sentam-se num café, abanam a cabeça
com um sorriso desconcertado e pensam como poderiam ter sido diferentes as suas
vidas se tivessem chegado a reencontrar-se naquela época.
Tinham combinado regressar a Estrasburgo trinta dias mais
tarde, mas afinal, por motivos distantes que hoje lhes parecem menores, embora
determinantes na altura, só o fizeram trinta anos depois.
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(05/10/2012:in:05/07/2016)
Joaquim Rodriguessegunda-feira, 4 de julho de 2016
"UM DIA DE CHUVA"
Joaquim Rodrigues
A mensagem dela entra no computador através do Facebook
quando ele está a trabalhar. Não a lê logo. Pensa que talvez já seja altura de
a esquecer definitivamente. Afinal de contas, não se encontra com ela há mais
de um ano. Mas é um amor que ficou, apesar de tudo, uma recordação que persiste
num perfume errante que o faz virar a cabeça ao cruzar-se acidentalmente com
alguém que tem o cheiro dela, que poderia ser ela, mas não é; que persiste nos
lugares por onde passa e o deixam preso a olhar com perplexidade, recordando os
momentos em que lá estiveram os dois; é um amor que ficou para trás mas que
teima em regressar com muitos pretextos indesejados que lhe traem a
determinação. Mas, enfim, é só isso, um assunto antigo, resolvido, uma
recordação dissolvida em duas vidas separadas por caminhos divergentes.
Lê a mensagem duas horas mais tarde. É um comentário
banal, para meter conversa, parece-lhe. Responde-lhe com palavras curtas, com a
informalidade de velhos amigos. Ela, porém, insiste, de modo que os comentários
prosseguem no chat, para cá e para lá, pelos dias seguintes.
A pastelaria é como um abrigo caloroso numa rua
movimentada de Inverno. Senhoras idosas entram a sacudir os guarda-chuvas,
refugiam-se à volta de um chá quente a desabafar as suas queixas. Eles os dois
estão sentados a uma mesa junto à janela. Uma velha solitária vem acomodar-se a
uma mesa quase colada à deles. Demora-se a despir uma gabardina donde pingam
restos de chuva, a organizar um acervo de sacos, a encostar à cadeira um
guarda-chuva que teima em escorregar para o chão. A mulher senta-se finalmente,
olha para eles, interrompe-os.
- Estejam à vontade, diz, conversem o que quiserem que eu
cá sou surda. Eles aquescem, abafam o riso, retomam a conversa. Ali estão os
dois, depois de tanto tempo sem se verem. A conversa no chat trouxe-os ali,
àquela pastelaria anónima, onde combinaram um pequeno-almoço tardio para se
verem e actualizarem as vidas distantes que levam hoje em dia. O empregado
traz-lhes café e um pão emborrachado que os faz rir da insipiência que grassa
nesta pastelaria de bairro. Mas nada daquilo lhes importa, senão eles próprios.
Lá fora, o vento forte arrasta gotas grossas de chuva que
deslizam pela vitrina. Dentro, eles falam dos seus dias, como costumavam fazer
noutra vida, e, não obstante tudo o que os separou, descobrem que se entendem
com a mesma facilidade e a mesma alegria de outrora. É uma revelação para os
dois, ainda com interrogações, mas, quando saem da pastelaria, vão rua fora
debaixo de um guarda-chuva, enfrentando juntos a saraivada de chuva e a
pensarem que já sobreviveram a outras tempestades muito piores, e ainda ali
estão.
*****
19/02/2013: in :04/07/2016)
Joaquim Rodriguesterça-feira, 28 de junho de 2016
"RELACIONAMENTO POR INTERESSE"
Joaquim Rodrigues
Quando nos apaixonamos por alguém que não conhecemos seus
hábitos, nem o seu passado, é como entrar num estado semelhante de intoxicação,
deixamos nosso cérebro controlar tudo sem julgamento crítico, sem emoções negativas,
até sentires a sensação dolorosa da rejeição.
Mas existem perguntas para isso, então porque geralmente a
intensidade apaixonada do amor não dura?
- Porque todas as pessoas
têm pensamentos diferentes de amar, e porque todo o amor baseado no interesse acaba
com a causa que o fez nascer, só o amor desinteressado dura para sempre. Então é
caso para perguntar, porque então geralmente duas pessoas podem permanecer muito
tempo apaixonadas se esse dito amor é por interesse, e ainda por cima muitos chegam
aprofundar um relacionamento duradoiro que até dá em casamento, essa relação
nunca vai permanecer tão intensa quanto é durante o começo da relação, nada
dará certo.
Sendo assim, não é verdade que não há nada que alguma pessoa
não possa fazer por si, para parar de amar essa pessoa que não o ama e sim os
seus próprios interesses. É um erro pensar que não há nada que uma pessoa não possa
fazer para se desapaixonar quando damos de cara com alguém interessada, da
mesma forma que não há nada que uma pessoa bêbada não possa fazer para ficar
sóbria. Basta pensar até na famosa frase “O amor é cego” e nada de negativo vê,
mas nem tudo está perdido.
Eu acho que é possível aliviares teu cérebro desse amor
covarde e de mentira, que só te quis usar teus sentimentos, “essa pessoa não te
merece”, e que se um dia isso te acontecer, lembra-te que quando não o puderes
alimentar seus interesses, vai sempre usar o desamor como desculpa. Então, se te
vês preso ao fardo de estar apaixonado pela pessoa errada larga a corda, sai
dessa hipocrisia, tu podes encontrar algum consolo relativamente num dia
qualquer, num futuro próximo, e te sentirás livre. Deseja felicidades ao lado
errado que seja muito feliz, para tu seres feliz também.
E para ajudares o teu cérebro pelo acontecido na tua vida,
levanta a cabeça, nada de álcool ou remédios lembra-te do teu fígado é um órgão
tão importante como teu coração, seja saudável para isso, faça bastante
exercício físico para libertar hormônios como a dopamina desse sentimento. E
abrace muito seus amigos, e quem te quer bem, o toque é uma maneira de circular
ocitocina em teu sistema, hormônio que poderá ajudá-lo a sentir-se muito mais
calmo, melhora teu aspecto e lembra-te sempre que o amor está em todo lado.
(01/07/2012)
Joaquim Rodrigues
"QUEM AMA, LOGO EXISTE"
Joaquim Rodrigues
Existem duas dores de amor, a primeira é quando a relação
termina e a gente ama e é obrigado a seguir seu caminho amando vai
ter de se acostumar com a ausência do outro com a sensação de
perda de rejeição, e com a falta de perspectiva, já que ainda
estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do
túnel. A segunda dor é quando começamos a ver a luz no fim do
túnel
a mais dilacerante é a dor física da falta dos beijos e
abraços e essa dor não ser importante para o ser amado, mas, quando esta dor
passa…se passar…
Começamos outro ritual de despedida a dor de abandonar o
amor que sentíamos, a dor de esvaziar o coração, de remover a
saudade de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa
é isso também dói, também doí!
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto tempo quanto à pessoa que o gerou, existem sempre razões e
culpas nessas pessoas sabendo que há quem reclame não conseguir se desprender
de alguém
Mas acontece que sem darem conta, não querem se
desprender. Esse amor mesmo não retribuído, tornou-se a maior lembrança de
belos momentos de uma época bonita, que foi vivida entre eles e daí
passou a ser um bem de valor inestimável uma sensação à
qual não a conseguimos largar faz parte de nós.
O que sentimos é o querer, voltar a ser alegres e disponíveis mas para isso é preciso a gente fazer algo que nos foi
caro por muito tempo e que de certa maneira se entranhou na gente e que só com
muito amor que sentido pelos dois é possível mas para tudo isso acontecer seria
muito importante o amor ser sentido de igual pelos dois.
É uma dor mais amena, quase imperceptível, talvez, por
isso, costuma durar mais. É uma dor que nos confunde, que nos envergonha por não
termos sido capaz de a evitar parece ser a mesma dor, mas não, já é outra. A pessoa que nos deixou até podia já não nos interessar
mais mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor
que nos justificava como seres humanos que nos colocava dentro das estatísticas.
“Eu amo, logo existo” Quando nos despedimos de um amor é despedir-se de si
mesmo é apagar uma
história e tudo isso, é tão difícil. Eu sei que não é externamente, da nossa concordância mas
é preciso que saia de dentro da gente, e será possível a gente voltar amar,
de novo?..
(27/06/2016)
Joaquim Rodrigues
( RECORDAÇÕES )
Joaquim Rodrigues
Recordo os teus lábios, a nossa loucura
a água que deixavas na minha boca
Matavas-me a sede infinita, com a tua fonte
molhavas a minha garganta seca
Recordo essa tua nascente pura, que na sombra
apagava o fogo, que eu sentia no meu peito
Recordo esse tempo, e a forma de me olhares
hoje o silêncio queimar-me, sou um cego secreto
Recordo quando te deitavas carinhosa a meu lado
anda, trás tua fonte, vem apagar o fogo que eu sinto
Vem Iluminar a minha alma precisa
e encosta novamente teus lábios nos meus.
(28/06/2016)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 23 de junho de 2016
O EGOISMO
Joaquim Rodrigues
Por causa do egoísmo os homens punem-se uns aos outros, o
homem torna-se lobo do homem.
O egoísmo é um defeito de carácter, é o maior vício
generalizado na humanidade terrena. É o agente que mais provoca sofrimentos, e
o mais infeliz para o ser humano.
Ser egoísta, é ter egoísmo, egoísta, egocentrismos,
egotismo, que designam aquele que tem o “eu só o eu nele” como ideologia,
aquele que concentra sobre si seus próprios pensamentos e actividades.
O contrário do egoísmo é o altruísmo a doutrina que
considera o devotamento ao outro como a regra ideal, da moralidade.
A pessoa altruísta deseja que o outro seja feliz e tudo
faz para que esse desejo se realize, sem esperar nada em troca. A pessoa
egoísta não faz nada com desinteresse, está sempre buscando alguma satisfação
pessoal. O egoísta só fala de si sem cessar, só faz referências de si mesmo se
elogia a si próprio constantemente sem cessar, tem preferência, no falar sem
deixar falar os outros, e no pensar, pelos termos…agora falo eu, é meu, são
meus, são minhas. Preocupa-se apenas com os seus interesses, com os seus
próprios prazeres, em detrimento ou desprezo pelos dos outros. Valoriza
exageradamente o que é seu, as suas ideias, as suas opiniões, os seus gostos, os
seus desgostos, etc.
Alguns vícios morais provocados pelo egoísmo, é a ganância,
avareza, a corrupção, o ódio, a injustiça, o despeito, o cinismo, a violência, a
hipocrisia, o despotismo, a covardia, as vaidades, o desprezo, os ciúmes, a inveja,
a cólera, o isolamento, o desamor, a impaciência, a indiferença, a ingratidão,
o apego, a extorsão, etc. … tudo isso até, contra quem a ama…
Todos esses efeitos produzidos pelo egoísmo sobre um
indivíduo podem ser percebidos também em grupos, egoísmo de uma classe, de um
grupo religioso, de um partido qualquer. O mesmo ocorre com os efeitos do
altruísmo.
O altruísmo é sinónimo de caridade, no entanto, a palavra
caridade tem uma acepção mais extensa e mais profunda, por isso ela é a virtude
contrária ao egoísmo.
Há caridade em pensamentos, em palavras, em actos, mas que
na prática quase sempre o egoísta não a pratica, a caridade não é somente
esmola. O homem é caridoso em pensamentos sendo indulgente para com as faltas
do próximo. A caridade em forma de palavra, nada diz que possa prejudicar o
outro. A caridade em acções assiste ao próximo na medida de suas forças.
Reparemos que o pobre que partilha seu pedaço de pão com
alguém mais carente do que ele é mais caridoso, tem muito mais mérito aos olhos
de Deus do que o rico que dá do seu supérfluo sem de nada se privar. Quem
alimenta contra o seu próximo sentimentos de ira, de animosidade, de ciúme, de
rancor, tem falta de caridade.
O egoísmo é a exaltação da personalidade. A caridade é a
sublimação da personalidade. A caridade diz, para você em primeiro lugar, para
mim depois, o egoísmo grita, para mim antes, para você se sobrar.
Fazer pelos outros o que quereríamos que os outros
fizessem por nós, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos
os deveres do homem para com o próximo.
Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito,
para tomar como padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós
desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais
indulgência, mais benevolência e devotamento para connosco, do que os temos
para com eles?
O egoísmo faz com que o interesse pessoal prevaleça acima
de tudo, cada pessoa arrebata o que pode para si, o seu semelhante é visto
apenas como um antagonista, um rival que pode se intrometer no seu caminho, que
o pode explorar. Sendo assim, a vitória pertencerá sempre ao mais sagaz nesta sociedade,
coisa triste de dizer, consagra comumente essa vitória, o que faz com que ela
se divida em duas áreas principais, os explorados e os exploradores.
Isso só resulta um antagonismo perpétuo, que faz da vida
um tormento, um verdadeiro inferno. Mas se substituirmos o egoísmo pela
caridade, tudo será diferente. Ninguém procurará fazer mal ao seu vizinho, as
iras e os ciúmes se extinguirão por falta do que os alimente, e os homens
viverão em paz e amor, se auxiliarão uns aos outros, ao invés de se despedaçarem
mutuamente. Se a caridade substituir o egoísmo, até todas as instituições
sociais passarão a ter como alicerce o princípio da solidariedade e da
reciprocidade, o forte protegerá o fraco, ao invés de o explorar.
Sendo assim, o egoísmo e o orgulho, que andando de mãos
dadas, a vida será sempre muito mais triste sem compressão com o próximo que
nos ama, e sem amor vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se
calcarão aos pés, as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços
da família serão respeitados.
(23/06/2016)
Joaquim Rodrigues"CONDUTA"
Se você procura ser admirado/a, tenha uma boa conduta, seja
humilde quanto basta, nunca pense que basta ser o que você quer ser, para
pensar que todos o vão entender. Como pode alguém pensar que o mundo está
obrigado a gostar de tudo o que você gosta, de tudo o que você escreve? No mínimo
você está colocando-se no patamar do ridículo, o homem é um ser inteligente
pensa com a sua própria cabeça, tentar mudar isso nos outros então você vai ter
de mudar a sua maneira de pensar também sobre os outros, deixa de ter esse
trabalho que tens de todos os dias tentares mudar a maneira de pensar dos
outros.
Ter boa conduta, é ser honesta de personalidade íntegra. Nunca
conduza nem deixe alguém conduzir por influências alheias…Logo aqui, não está a
ser humilde… Nem queira cair na doce tentação de se passar por alguém maior.
Seja fiel aos seus alicerces, aos seus princípios. Quando se decide fazer seja
o que for, tenha sempre sinceridade no seu proceder. Nunca finja nem dissimule
um sentimento. Dá aos olhos do teu interlocutor a arquitectura verdadeira da tua
imagem. E expressa por palavras de forma que transpareça lisura no tom da tua
voz.
Enfrenta os obstáculos com a verdade sem opinião de
outros, mesmo que não os transmitas, não minta quando o momento é de verdade, a
mentira não prospera e você cai em descrédito.
É digno ter carácter, respeito, sempre com boa conduta. São
estes os principais requisitos que não devem ser corrompidos jamais. É essa a tua
maior riqueza, essa é, a riqueza interior que te vai permitir alcançar as
maiores riquezas exteriores!
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 13 de junho de 2016
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