Joaquim Rodrigues
O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
terça-feira, 16 de maio de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
"AMOR NO PARQUE"
Joaquim Rodrigues
Pode parecer cruel mas era no meu muro, que tinhas o teu ponto de equilíbrio, e eu amava ver o meu amor respeitado como tem que ser. Os passeios contigo eram sempre como entrar num belo e anestesiante paraíso que eu não conhecia. Então já lá no jardim dos amores-perfeitos, eras só tu que contavas malmequeres.
Quando tudo mudou, quando era mais forte do que alguma
vez fora e, desde aquele dia, tenso como nunca mais. Perdia-me sempre nos teus
passos quando te encostava a um lugar que tu conhecias, assim como no muro, ou
me pedias para sentar num banco do jardim para poderes ficar ali a olhar nos
meus olhos, e me fazias sentir que não existia, que não estava exactamente
atrás de ti a fazer-te subir nas pontas dos pés até aos olhos vítreos, na parede
do louvor à pressão.
Pode não parecer, mas saiamos do jardim do parque-da-cidade
onde me levavas, muito antes que as portas fechassem, e perto da nossa hora
limite, a fazer fé no martírio que desatou a apossar-se de nós os dois, quando
nos começávamos a sentir já infelizes, desconfiado um do outro e de tudo, e
muito antes do após abandono. Nesse dia, o que deixamos de consumir ardeu a sós
e ardeu para sempre.
Ainda me lembro, à medida que nos aproximávamos das árvores,
era o cimento da cidade que começava a aparecer mais líquido. Desorientava-se
da formação matriculando-se no tronco, nunca mais calçada, e muito menos cinza,
uma antecipação de subida rubra.
Sei como nos perdíamos com o olhar pela copa daquelas árvores
lá no parque, e como lá em cima, sendo perto, parecia tao mais longe do que o
lado oposto do lago que lá existia. E como toda aquela paisagem imensa
oferecida aos meus olhos me fazia tão bem, aos meus olhos, porque tu já
conhecias, e eu só com meu olhar te agradecia.
Desabotoávamos o olhar do plano geral para chegar à
geografia das folhas, à circunferência da copa das árvores, a poucos metros
altos. Mas quando me pedias que eu subisse, ou me levantasse, fazia questão de
te dizer que nunca recolhi folhas que não se inscrevessem poesia no chão,
“Nesse tempo tudo era poesia, aquela poesia que ficou gravada do meu peito
aquela que aqui eu escrevo”. Quando afinal comecei a perceber da minha
fragilidade, me senti muito só, era como desejar o que nunca fui capaz de ter.
Só em lembrar já pode ser cruel, porque passou a ser com
medo que frequentei aqueles lugares. Não me sentia capaz de reconhecer quem eu
era, e com quem eu andava. Era eu e um ritmo tonto que eu não conseguia
controlar, uma falta de confiança por nunca conseguir, te sentir completamente
comigo, completamente a meu lado, por nunca saber o que estava a chegar de
novo, ou um olhar de querer que o tempo passasse que me deixava completamente desconfortável.
Mas deambulava sem heroísmo a teu lado, e sentia no teu olhar
uma falta de confiança em mim até chegar a coragem de confesso, que afinal
nunca tinha existido, e que a comoção estava gasta, e que todas as agitações só
apareciam em pequenas porções relâmpago, sempre por lugares onde tu me levavas,
lugares que me fazia esquecer tudo, até folhas secas, que com o tempo foram
perdendo as vísceras. Eu quis sempre esvaziar-te em mim, encher-me por dentro
com as cordas do baloiço, entregar-te ao meu suporte, cada caminhada a teu lado
parecia um infinito.
Mas passou a ser amargo o tempo, porque tu assim o
querias, trocavas o meu tudo que era só teu, por todos os avisos que vinham de
fora de nós, e assim fazias de um lugar só nosso controlado por o outros
indesejáveis seres que nada nos acrescentava, mas que nunca deixaram de andar
ao nosso lado. Até no lago do parque que para mim fazia parte do meu paraíso,
não nos deixavam em paz.
E sem perceberes, tornavas o lugar não só escolhido para
nós os dois, mas sim para muitos outros, e tu nunca te preocupaste para que eu
não percebesse. Fazias do lindo passeio do parque algo que já lá não tinha chão
onde pudesse apanhar folhas secas.
Bem antes dos portões se fecharem, eu olhava para a copa
do muro que desfilava em cimento entre árvores, e sem ponto de passagem e sem
plano geral, obrigavas-me a dizer mil vezes o que faço eu aqui.
(15/05/2017)
Joaquim Rodriguessegunda-feira, 6 de março de 2017
"Difinição de Amor"
Joaquim rodrigues
Um velhinho entrou num consultório
médico para fazer um curativo, pois numa tarefa de casa tinha-se magoado numa mão na qual havia um profundo corte. Muito apressado o velhinho pediu
urgência no seu atendimento, pois tinha um compromisso muito sério a fazer.
O médico que o atendia levantou os olhos na sua direcção e muito curioso perguntou.
- O que tem você a fazer de tão urgente, para ser mais importante que o corte de sua mão? - perguntou o médico.
O simpático velhinho logo respondeu.
- Todas as manhãs eu tenho de visitar a minha esposa que está em tratamento numa outra clínica com o mal de Alzheimer e em fase já muito avançada.
O médico, preocupado com o atraso do atendimento, voltou a perguntar ao velhote.
- O que tem você a fazer de tão urgente, para ser mais importante que o corte de sua mão? - perguntou o médico.
O simpático velhinho logo respondeu.
- Todas as manhãs eu tenho de visitar a minha esposa que está em tratamento numa outra clínica com o mal de Alzheimer e em fase já muito avançada.
O médico, preocupado com o atraso do atendimento, voltou a perguntar ao velhote.
– Então? Mas hoje ela vai ficar muito preocupada com sua
demora?
O velhinho respondeu.
– Não, ela já não me conhece já não sabe quem eu sou, já vai para quase cinco anos que ela não me reconhece.
O médico então questionou o velhote.
– Mas então para que tanta pressa em vê-la todas as
manhãs, se ela já não o reconhece?
O velhinho então deu um sorriso e, batendo de leve no
ombro do médico, respondeu.
– Ela não me reconhece é verdade, não sabe quem eu sou
isso é tudo verdade Doutor, mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve que aguentar forte para não deixar cair as
lágrimas que sentia querer cair pelo seu rosto, enquanto pensava.
“ O verdadeiro Amor
é isto! Não se resume ao físico, nem ao romantismo, o verdadeiro Amor é a aceitação
de tudo que o outro é. De tudo que foi um dia, do que será amanhã, e do que já não
é mais!
(05/03/2017)
"Nostalgia - I"
Joaquim Rodrigues
No crepúsculo do bar cheio a uma hora tardia, os focos de
luz caem sobre a banda que atua no palco ao fundo da sala. Sentado a uma mesa
num canto discreto, ele fuma um cigarro e observa a sala, satisfeito com o
resultado de um longo trabalho. Abriu o bar há quase cinco anos e agora é um
sucesso, mas o pensamento foge-lhe para uma recordação melancólica, como lhe
acontece recorrentemente. Lembra-se dela, parece que a está a ver ali à frente
a cantar, com a sala caída num silêncio rendido ao fôlego suspenso numa emoção,
as almas enlevadas, prestes a rebentar em palmas e gritos de entusiasmada
aprovação ao extinguir-se o último som que lhe sai do coração.
Recorda-a a servir às mesas e atrás do bar. É bonita, tem
um sorriso tímido, faz o seu trabalho sem se fazer notar, mas sem uma falha.
Lembra-se de entrar no restaurante durante a tarde, a uma hora em que está
fechado ao público, e surpreendê-la sozinha no palco, sentada num banco alto a
tocar a guitarra e a cantar de olhos fechados para a sala vazia. Ele fica ali
parado de pé, espantado, a pensar que nunca ouviu uma voz assim. A música
acaba, ela abre os olhos e fica embaraçada ao perceber que ele estava a ouvi-la
sem que tivesse dado pela sua presença, nem a sua chegada.
Convence-a a cantar em público, procura músicos para a
acompanharem, ajuda-a a começar a nova carreira, apaixona-se. Ela diz que o
ama, que ele é tudo para si. Enche a sala todas as semanas, com a sua voz, com
gente que vem de longe para a ouvir. Grava um disco, passa na rádio, dá
concertos. Parte em digressão pelo país e telefona-lhe um dia – ele lembra-se
desse telefonema como se fosse hoje, com a mesma angústia.
- Desculpa-me mas
não volto mais, diz-lhe que já não volta para ele.
Soube que ela vivia com um dos músicos da banda. Ela
escreve-lhe uns emails dispersos, sempre que chega a uma terra nova. E ele
nunca lhe responde, e os emails são cada vez mais espaçados no tempo, até
findarem definitivamente.
Ao fim da noite, depois de terem saído todos os clientes
do bar restaurante, só lhe resta fechar a porta e ir para casa. Mas fica ainda
um pouco a acabar a bebida, a fumar mais um cigarro, sentado no crepúsculo, à
mesa do canto. À sua esquerda, a luz da rua entra pelos vidros da porta. Ela
está ali parada a olhar para ele, meio rosto iluminado pela claridade de fora.
- Estava a pensar
em ti, diz ele, sem se preocupar em fingir que não quer saber dela.
- O quê?
- A pensar se
voltarias um dia.
- Nunca me fui
embora, responde ela, na minha cabeça estive sempre aqui.
Passa por ele um sorriso fugaz, e pergunta-lhe.
- Queres sentar-te?
Ela tira o casaco
enquanto ele lhe serve uma bebida da garrafa em cima da mesa, então diz.
- Conta lá! Por
onde tens andado?
(16/12/2016)
Joaquim Rodriguesdomingo, 27 de novembro de 2016
“SONHO”
Joaquim Rodrigues
”O amor nos faz sonhar, não é mesmo? Mas o sonho a mim não me
faz dormir. Quero encostar o meu corpo no teu, mas sem ter nuvens.
Quero seguir com obediência o papel da minha mente, e fazer
seguir o teu corpo nos meus passos, sentir nas minhas costas os teus braços,
num calor um ferver abençoado, entre desejos e paixão como dois amantes entre
lenções.
Ter os teus lábios recitando poros da alma nesta união
serena, e ver que tu és um alvo moldado, um recital carnal de palavras muda.
Sentir teus suspiros como o som da música que dançamos de
rostos colados sentindo o amor. Seja de olhos bem abertos ou fechados, sempre
num ambiente perfumado como uma flor."
(27/11/2016)
“Joaquim Rodrigues
domingo, 23 de outubro de 2016
"O casamento hoje"
Joaquim Rodrigues
Afinal os tempos de hoje não estão em mudança, os tempos de hoje mudaram há muito. Já passaram muitos anos que não vimos famílias como antigamente, já não se vê pessoas como no tempo dos nossos pais. Eram tempos em que um casamento tinha um juramento sincero de longevidade, e as pessoas eram felizes, muito mais felizes do que o são hoje. Constituíam um lar, uma família, e era saudável de ver. Nunca se queixavam de nada, eram muito mais felizes, e assumiam como eram, e a que classe social pertencia nada os proibia de serem feliz, nada era mais importante do que a felicidade da família, nada tinha obstáculo, como parece ter as famílias de hoje.
Hoje as pessoas não sabem viver como no antigamente, hoje as pessoas parece estar mais interessadas em correr atrás de interesses pessoais e misturarem juras de amor e fidelidade eterna, mas que afinal nunca chegam a cumprir essas juras prometidas.
Então porque será que as pessoas de hoje querem casar, e assinar um contrato, um código de conduta para sempre? Não se estará a viver uma falsa ilusão de que o casamento fará ter um parceiro para todas actividades no amor. Ou o casamento é uma troca de interesses, como a prostituição, que se casa em troca de algo, e aceita-se muitas situações porque se ganha com isso, e viver assim com alguma coisa, é melhor que não ter nada.
Na idade madura o casamento parece ser muito mais sério que quando somos jovens, pela simples razão, que já não existe muito tempo a perder, já não vivem naquela época do cego e do mudo ou do retardado. Hoje vivemos de paixões e necessidades sexuais, e passamos o tempo a confundir isso com o amor. Isso, dura durante 2 a 3 anos, não mais, e logo passam a cair na realidade, o sangue deixa de correr nas veias da paixão, os problemas sobem ao nível do nosso olhar, e o conceito de prostituição no casamento se faz presente.
E agora temos um casamento que passa a existir como uma troca de favores, de um lado está o marido, com a função de financiar a família do outro, a esposa que administra a casa, cuida dos filhos e comparece à noite, para sexo.
Existem também casamentos que são concretizados por interesse explícito, ou pelo dinheiro ou pela posição de vida que a pessoa pode gerar, em ambos os casos é prostituição no casamento. Não existe uma mulher casada que não tenha se prostituído no casamento, porque ela teve momentos no casamento que praticou sexo sem vontade, apenas para agradar ao marido que passou um mau dia no trabalho e estava querendo aliviar as suas tensões.
Pode parecer algo estupido, mas se analisarmos vamos chegar a uma conclusão de que no fundo o casamento não é nada mais que uma troca de interesses, que na maioria das vezes é representado pelo amor. As pessoas têm uma necessidade de amar e ser amadas, mas esquecem-se que no concreto não ficam firmes sem que se misture vários componentes, ou seja, é necessário mais que amor para estruturar um casamento.
Na verdade, principal alicerce dos casamentos de hoje é o conformismo, porque financeiramente, se sentem bem, pela companhia do parceiro ou até mesmo pelo que a sociedade definiu como regra. Todos ou quase todos são obrigados a casar. Como se percebe as colagens dos casamentos são muitas, mas nem sempre são eficaz e quase sempre são escondidas ou camufladas.
Pensar nas possibilidades do casamento é pensar no futuro ou no que os outros pensam, ideologias é viver na ilusão do amor e nada mais.
O meu pensamento pode até ser contra mim mesmo, mas para mim, os casamentos não passam de uma tentativa, escusada, para qualquer ser humano fugir à solidão, porque se isso para muitos parece o fim. Então, pergunto eu, se não conseguem conviver consigo mesmo, como vão poder conviver em conjunto?
(23/10/2016)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
"Um não à despedida" HD
Joaquim Rodrigues
************
Sendo assim, prometo então que quando tiver de acontecer eu
encosto a porta, e tudo bem amor, só preciso é de tomar coragem para o fazer.
Antes, eu queria ficar um pouquinho a ver-te dormir, para
que eu sinta o teu respirar leve e eu aprenda a respirar também, longe daquela
agitação que sinto durante o dia!
(Joaquim Rodrigues)
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
O silêncio da dança
Joaquim Rodrigues
Faz um silêncio dentro de ti, e ouve a música, vem, cá dança comigo? Pega na minha mão, e passa as tuas pela minha cintura, abraça-me forte. Assim mesmo, encosta o teu rosto no meu, deixa-me conduzir-te neste passo de dança, assim de passo leve Eu levo-te comigo ao som da música, vamos viajar no nosso interior não tem ninguém lá, só eu e tu. O momento é tão belo, é como olhar o céu e ver as estrelas brilhar, e tu e eu hoje somos duas estrelas, tudo brilha ao nosso redor, tudo nos ilumina, isto é como a luz da lua, e tu não pára de me encantar, de encantar o olhar de quem nos vê. Olho agora o teu rosto, e o vejo sorrir, e a tua boca linda, e está aqui tão pertinho da minha, que lábios sedosos combinando um beijo, e o meu coração bate forte. Aí que lindo compasso, que nós demos agora, tens o teu coração encostado no meu, eu o sinto, têm a mesma pulsação. Eu estou tão feliz, tu me deixas tão feliz, Será Amor? Se for amor eu Amo-te, como seria bom tu agora sussurrar baixinho no meu ouvido - meu amor. É o meu sonho de vida, sempre sonhei um dia dançar com alguém assim como tu, e que me falasse no ouvido. Não pares de dançar meu amor, só beijar-me, mas fecha os teus olhos, e viaja no nosso amor ao som da Música.
(20/10/2016)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
"Relacionamentos"
Joaquim Rodrigues
Será que todos nós devemos mesmo mentir a quem juramos amar? Esta é a clássica pergunta que todos temos o direito de fazer à pessoa que amamos.
“Quantas pessoas
amas-te tu durante toda a tua vida?” Quantas pessoas na tua vida, tu já tiveste?”
Não precisas necessariamente de responder, porque todas as pessoas que lidam
contigo percebem que tiveste muitos amores,” que passas o teu tempo procurando amores
diferentes,” que te sentes bem assim a mentir ao amor”.
Nem todas as perguntas precisam de ter resposta
necessariamente, pelo menos da resposta que ele está à espera de ouvir, quando
isso acontece e não te apetece falar no assunto, diga apenas e só, que não te
apetece falar no assunto. Ele logo perceberá que a tua vida agora não é mais com
ele.
Claro que ele vai ficar a pensar que tiveste muitos
namorados que já foste mais feliz com outro alguém, do que és feliz com ele. Mas
pensará também que outros foram pessoas com quem tu vives-te, com quem tu
dividiste a tua cama, os teus espaços íntimos, que já foram teus maridos teus amantes
pessoas que tu amaste antes dele. Mas também é saudável manter a dignidade sem
mistérios, claro que este tema é um tema em que a tentação de não responder é grande
até a tentação de mentir é enorme, mas não compensa, mentir nunca compensa.
O melhor a fazer é nunca mentir sobre isto, claro que não
tens logo de anunciar mas não minta ao amor. Podes não saber, nem fazes uma
pequena ideia, da fortuna que custa sempre estes momentos, se ele te perguntar,
não mintas, o melhor é falar verdade. Se estás a pensar fazer alguma troca fale
sobre o assunto com ele e chegue a um acordo. Afinal, era o que tu gostarias
que ele fizesse contigo.
Quanto ao sexo, se com ele não foi fantástico, nem nada
que pareça, não lhe vai dizer isto, ou vai? Coitado, serás tu capaz de o fazer?
Lembra-te quantas vezes te podiam ofender e nunca o fizeram? Por isso tu sempre
ficaste admirada, tu nunca te sentiste ofendida, porque será?
Claro que a ideia não é mentir, mas pode resolver o
problema sem lhe atirar à cara que já viu bem melhor do que aquilo.
O melhor é ires dando indicações subtis, mas cuidado que
subtis, não significa ordens, e também não convém nada ligar o GPS, mesmo que
ele ache sensual aquela voz que diz, na próxima curva, vire à esquerda, mas também
que não sejam demasiado subtis para que ele não perceba.
Não existe nada mais devastador para um relacionamento do
que a perda da confiança. Não é preciso ficar o tempo todo a perguntar o que
ele fez, o que ele está a fazer, onde foi, e com quem esteve a falar.
A pessoa que mente, que esconde tudo do seu parceiro (nunca
use a tecnologia moderna escondendo do seu parceiro com quem comunica) isso acaba
com todas as chances de o amor dar certo. E com isso a relação nunca mais será
a mesma.
Hoje ter um telemóvel é ter companhia no bolso, estar ligado
numa rede social é ter centenas de amigos, é ter muitas condições de conhecer
novos namorados “este não me serve, aquele é um carinho” vou neste. Como se isso
fosse possível, escolher por quem, quando, e onde se enlevar de amor
verdadeiro, cometemos tantos equívocos!
Depois escolhemos um cristo e nele despejamos todas as nossas
carências de uma só vez, sem perceber, que nos tornamos incapazes de olhar a
cara do outro e dizer, você está me amando pouco! Assim eu não quero! Prefiro
ficar só, eu e Deus.
A pior coisa que existe é uma pessoa descobrir que está a
ser enganada. Por isso, mesmo que a verdade seja dolorosa, é melhor optar por
ela, assuma o seu erro o mais rápido possível, nunca minta. É mais fácil
perdoar uma fraqueza momentânea quando se é verdadeiro, que o outro descobrir
uma mentira. Mentir pode causar danos irreversíveis numa relação, e em algumas
pessoas psicologicamente também, pois o amor saudável se baseia principalmente,
na confiança, sem confiança, não há tranquilidade, e o amor não amadurece. “não
vasta dizer que ama, tem de mostrar em actos que ama”.
Quando um parceiro perde a confiança no outro, o
relacionamento acaba. A sensação de sentir-se traído provoca muita dor e rompe
com a parceria amorosa. O mentiroso jamais é perdoado, e aquele que foi
enganado passa a desconhecer o outro, a questionar quem ele é verdadeiramente.
Diante da descoberta da traição, a pessoa passa a acreditar que o seu
relacionamento foi uma grande mentira.
(11/07/2016)
Joaquim Rodrigues
domingo, 25 de setembro de 2016
"Conheci um amor"
Joaquim Rodrigues
Amar, é um desafio à autoridade dos pessimistas, de todos
os mal-amados, dos donos da verdade, dos descrentes da felicidade, dos vigias
da vida alheia, e todos que estão contra. Quem ama desobedece à lógica de um
contra o outro, à fórmula do cada um por si, ao vício odioso do confronto, mas
o amor ainda tem os seus valores.
Conheço um casal que namoravam há cerca de três anos, e
recentemente terminaram, essa relação, na verdade confesso que até a mim doeu essa
separação. Tanto tempo junto, jurando amor, combinando tantas coisas para o
futuro que adivinhava ser como um conto de fadas, e de repente cada um para o
seu lado, cada um sem um destino marcado.
Pois é, quando a gente vive por fora conseguimos ver o
que é mais difícil ver por dentro, conseguimos reflectir melhor, de fora a
história é mais fácil de entender, é como no cinema, os personagens são outros,
não somos nós entendemos melhor, e a gente só sente montanhas de desejo em ser
o actor, ou actriz, o desejo para abraçar para beijar forte como eles o fazem no
final da cena, mas isso é só no cinema, na vida real, o ser humano é muito pequeno
para encarar a eternidade, e grande demais para se acostumar com a rotina. Foi
só pensar sobre os relacionamentos de hoje, e logo começamos a entender que talvez
seja por esse motivo que hoje não duram muito, sei lá!
Talvez eles precisem desse adeus, pensei, talvez fosse
porque o ano novo entrou, talvez tenham os dois, novos planos, mas se assim
for, talvez então andassem os dois a mentir um ao outro, com beijinhos e
abraços gastando três anos de amor impossível, não sei.
Agora tenho olhado melhor para eles, ele continua no seu
trabalho, viaja e depois se junta aos amigos contando suas histórias que na sua
vida vai tendo, histórias incríveis. E ela ficou mais desligada, muito mais
independente mas também mais bonita.
Notei também que os dois têm novas amizades, novas
paixões, novas emoções, o tempo vai passando e quase já não se lembram mais um
do outro, e do que os dois juntos passaram.
Ele foi viver para uma outra cidade, e ela continuou a
viver na mesma cidade.
A semana passada fomos todos chamados para uma festa
todos os amigos, era uma festa anual serve para todos os amigos se unirem, na
altura não sei porquê levantou-me a curiosidade de quem iria aparecer na festa,
e os dois estavam lá. É verdade depois de alguns anos eles se terem separado, estavam
os dois na festa, era ali o primeiro reencontro.
Ela estava linda demais, penteado novo de corpo esbelto
enfiado num vestido sensual, capaz de fazer inveja a qualquer outra mulher que
lá se encontrava.
De repente eu não pude deixar de reparar a troca de
olhares constante dos dois. Foram se juntando e conversaram a noite toda, e vi
ela sorrir, e ele muito interessado em lhe dar a máxima atenção, e até passar a
mão no rosto dela, nunca mais distância alguma existiu. E durante todo o tempo
que a festa durou, nunca mais eles se distanciaram um do outro.
No dia seguinte ele contou-me que a tinha convidado para
jantarem os dois no próximo fim-de-semana e, desde então, eles nunca mais se
separaram. Encontrei-a no shopping um dia destes, e com um sorriso no rosto, ela
me disse
- Conheci um novo
amor - eu fiquei de rosto sério esperando entender melhor.
- Conheci um novo
amor, e amo muito, e continua a ser, a mesma pessoa.
Então comecei a entender que o amor é um senhor teimoso
de braços cruzados, vai andando até conseguir o que quer, todos podemos
atravessar o mundo de um lado a outro, virar tudo do avesso, mudar nossos
gostos, nossos planos, podemos até casar novamente, ter filhos e mudar de
cidade, mas o que tiver que ser teu, sempre será.
Não adianta discutir com o amor, ele não nos ouve, ele
até nos pode dar um tempo, mas quando ele escolhe duas vidas, duas almas elas tornam-se
bússola uma da outra. Não se perdem nem nunca se largam.
“25/09/2016”
(Joaquim Rodrigues)sexta-feira, 16 de setembro de 2016
"Quem Ama"
Joaquim Rodrigues
Quem ama
É quem tem alguém guardado no seu peito, e só lhe quer
bem.
Quem ama
Nunca é capaz ou tem a coragem, de fazer mal ao seu amor.
Quem ama
Quer só o bem à pessoa amada, guarda-a dentro da alma é o
melhor da sua vida, o bom, lembrando-se que só dessa maneira faz o seu mundo
feliz.
Quem ama
Sonha acordada, vive suspensa pela sua própria vida, e
tem um olhar que nem ela própria sabe que tem, um encanto só dela.
Quem ama
É ter uma crença, é uma crença forte nunca desmentida.
Quem ama
Não mente, não esconde, não tem tempo para essas coisas.
Quem ama
Não acusa, não exige nada, dá atenção sem pedir nada em
troca.
Quem ama
Só sabe amar, tem sempre paciência com aquele que se
espera, ou por quem talvez não vem.
Quem ama
Tem aquela dor atroz mas sempre incompreendida, é ter
momentos de dor e mesmo assim não contar a ninguém.
Quem Ama
Sabe viver com essa dor, a sua própria e única dor, é querer
bem, e perdoar o que ninguém perdoa.
Quem ama
Tem guardada uma melodia mandada do céu que dentro da sua
alma e soa, e que só faz sentir saudade, depois que tudo termina.
“16/09/2016“
"O encanto"
Joaquim Rodrigues
Ai se um dia eu tivesse o poder do encanto
eu nunca mais parava de encantar
dava muitos abraços e beijos
e a minha boca também, para beijar
Ai se um dia eu tivesse o poder do encanto
te daria o céu, em noite de estrelas
e mesmo que as noites fossem escuras
Dar-te-ia a lua, para iluminar ao vê-las
Se eu tivesse o poder do encanto
eu nunca pararia de te encantar
e o teu corpo eu amaria loucamente
sem nunca mas nunca, parar de o amar
Se um dia eu tivesse o poder do encanto
Eu teria tudo, mas tudo que eu mais desejo
eu teria o teu corpo, colado em mim
tua boca na minha, num molhado beijo
deitado em cima de um veludado manto
sentiria o amor só
simplesmente assim
“08/09/2016”
(Joaquim Rodrigues)
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