O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
"O Casamento"
- Tive ciúmes que alguém pudesse apanhar os teus lindos cabelos, e dei-lhes um beijinho e atirei-os ao vento, disse-lhe.
- Agora tenho eu ciúmes que alguém apanhe o cabelo com os beijinhos teus.
Casaram um com o outro nesse momento. Já tinham casado cinco vezes entre o parque e a praia. Casar é o que acontece quando duas pessoas descobrem que, por estarem a fazer ou terem feito uma coisa grande ou pequena, e se sentem que são as duas únicas pessoas no mundo. Todas as outras pessoas não podem fazer parte daquele prazer. Aquele prazer só é possível para duas pessoas concretamente, para ele e para ela.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Pararam o carro com o mar em frente, e viram um homem a rir-se, leva uma mulher a rir-se nos braços pelo mar adentro e não a deixa cair até ela pedir. Há cuidado, medo de desiludir, proteção, ternura e vontade de agradar.
Depressa eles perceberam que estão a rir-se juntos, de uma coisa a que só eles acham graça, que é rirem-se os dois de uma mesma coisa.
- Casas comigo hoje, meu amor?
- Caso hoje, e todas as vezes que tu quiseres, Vez após vez.
E abraçaram-se mesmo ali, beijaram-se com todo o carinho, e voltaram a chamar o mundo para eles. Voltaram a casar.
(03/11/2013)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
"Um Desastre ao Jantar"
Por ser muito importante para o futuro de suas vidas, escolheram os dois jantar fora e falarem tudo o que tinham para falar. Não podiam demorar muito mais tempo. Ela, com o seu ar desempoeirado e impertinente, de nariz arrebitado, soltou um provido chorrilho de imprecações que lhe provocou um grande embaraço. Ficou quedo e mudo, lívido, incapaz de uma réplica à altura. Depois, ela levantou-se e saiu de cabeça erguida, deixando-o a jantar sozinho, com a sensação de ter em redor o restaurante dividido entre os olhares femininos de condenação pousando sobre si e as expressões compassivas dos seus pares masculinos. Sendo um restaurante de luxo, caiu um silêncio espantado perante o escândalo, seguido de um lento retomar das conversas em sussurros contidos, depois que ela, erguendo-se de rompante e atirando o guardanapo de pano para cima da mesa, deixou a sala com um passo determinado. Ele olhou em redor com um sorriso forçado, comprometido, como que dizendo
"mulheres, que fazer?".
Logo enfiando os olhos no prato para não ter de encarar ninguém. O empregado, discreto, apaziguador, veio perguntar.
- O senhor deseja mais vinho?
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Com certeza, disse o empregado, num murmúrio de respeito.
"Que barraca, pensou, envergonhado, tomando uma golada valente de vinho, mas eu mereci, eu mereci, e acompanhou esta reflexão com um menear de cabeça carregado de fatalidade, um encolher de ombros resignado, gestos inconscientes de quem não se apercebe que está a sublinhar os pensamentos com expressões corporais, como se falando com alguém.
Era aquilo o culminar espetacular de quatro semanas de romance, um mês de paixão desabrida, sem moderação, falando-se já de um casamento urgente, de um futuro para sempre. Enfim, o afeto vivo, avassalador, esfumou-se nele como um pavio curto, enquanto ela, exultante de entusiasmo, planeava já a festa, a lista dos presentes, o padre! Aborreceu-se, quis libertar-se, sacudir o apuro em que se via, convidou-a para jantar fora num ambiente requintado, de cerimónia, acreditando que haveria só uma reação de tristeza contida.
“ Qual quê, uma explosão indignada, foi o que foi! Bem feito, censurou-se, para aprender a não ser esperto e a ser mais corajoso. Acabou o vinho, pediu a conta, levantou-se e foi andando para a saída com o vil peso da derrota sobre os ombros.
(24/10/2013)
(Joaquim Rodrigues)
"Alma"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Quando de manhã eu acordo, penso logo em ti.
E logo sinto o meu coração se erguer de alegria.
Uma alegria estonteante.
Como as estrelas do céu cheias de vontade de abraçar o planeta.
E todo o meu corpo é como uma semente do bem.
Uma harmonia entre o meu espirito e a minha alma.
Eu sei que os nossos caminhos podem ser imperfeitos.
Mas o que importa isso?
Lembra-te que o céu é azul, e lá há estrelas.
O céu sempre brilhou para nos completar.
É como as flores que sempre iluminaram o amor.
E sempre nos deu uma corrente, uma energia pura.
Sempre nos faz unir eternamente.
Penso em nós os dois entrelaçados num apaixonado beijo.
Envolvidos os dois, neste perfume da alma, que nos consome.
E nos faz unir nosso sangue há vida.
Como sempre nos deu esperança pausada, em sonhos, e paz.
Amar-te-ei sempre, como um eterno enamorado.
Os meus carinhos te aquecerão todos os dias, todos os momentos.
E ao leres os meus versos, os que eu escrevo, serão para ti.
Senti-os, como a mais linda história de amor, que tu já algum dia leste.
(24/10/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
"Amantes"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Hoje ficamos o dia em casa.
Sós desligamo-nos de tudo, dispensamos roupa.
contei todas as curvas do teu corpo nu. e nelas me perdi.
Ama-mo-nos em todo lado da casa.
Rebolamos no chão, trepamos as paredes
E respiramos exaustos.
Somos duas almas unidas, só tu e eu existimos.
Se é verdade o amor ser cego, os dois somos cegos de amor.
Os dois nascemos para o amor para unir o teu e o meu corpo.
Eu beijo-te com todo o meu prazer.
Provei o sabor da tua língua, 69 vezes,
Beijos magoados, e nos magoamos mais e mais.
Não fomos prisioneiros um do outro.
Somos livres,
Hoje libertamo-nos do mundo.
Para nos ligar ao nosso instinto animal
Ao nosso amor.
Rende-mo-nos ao nosso cansaço.
E morremos no nosso quente, e cúmplice leito.
Abro os olhos e lá estás tu.
Rosto deitado na minha almofada.
E um sorriso atrevido que eu adoro.
Sorriso malicioso desafiando a continuar.
E logo tudo voltou ao princípio.
Novamente o amor voltou, rolou pelo chão.
Nas paredes, ao som da tua música preferida.
A música que, passou a ser a minha.
O meu corpo atravessa o teu corpo.
E tu recebes dele a minha presença.
Tudo o que tu mais desejavas dele.
E tu serena, te entregas ao meu pecado.
Eu, beijo os teus lindos e saborosos seios.
Tu gemes de prazer.
O teu gemer dá-me vontade de te fazer mal.
De te apagar o fogo ardente que queima teu corpo.
Como eu adoro-te ver gemer meu amor.
Vou descendo pelo teu corpo.
Decidido apagar o fogo da tua carne.
O fogo que te queima o teu prazer.
Decidido desço sem medo ao teu vulcão já em erupção.
E nele me perco até me queimar.
Afinal, tu me fizeste prisioneiro do amor.
Desse teu vulcão, jorrando lava, mas que eu extingui.
(12/10/2013)
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 15 de outubro de 2013
"Apaixonado"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Ontem à noite, eu passei há tua porta.
Não te vi. mas escorreguei e caí na lama!
Como era já, a uma hora morta.
Pensei com seria tão bom, ter caído na tua cama!
Tinha-te dado muito, mas muito amor.
Que há muito, eu te desejo dar.
Sinto um aperto no coração que me causa dor.
Sinto muitos desejos, eu quero te beijar.
Passei na tua rua, para te dar uma flor.
Comprei-a numa loja na tua rua.
Como não te pude entregar guardei-a.
Como não te pude entregar guardei-a.
Quando a quiseres meu amor ela é tua.
Este poema é um, um pouco infeliz.
Mas se quiseres, podes contar ao mundo.
Quem o escreveu, quem o mandou.
Quem o escreveu, quem o mandou.
Diz que foi um louco apaixonado, que sempre diz.
Que foi há muito tempo, por ti se apaixonou.
(14/10/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
"Uma Surpreendente Paixão"
Há muito tempo, ela tem um segredo que não lhe conta. Porém, esse segredo impede-a de continuar com ele e, assim, contra toda a certeza do seu instinto, abandona-o miseravelmente com a alma num pranto. Escorraça-o sem um pingo de piedade, sem um sinal de compaixão. Diz-lhe que não o ama, não o quer, que a deixe de uma vez. Ofende-o com a insensibilidade que desmente os seus verdadeiros sentimentos, contraria tudo o que ela o deixou pensar na última semana de arrebatamento, vira costas e afasta-se, entra no comboio que a levará a casa, senta-se à janela com uma primeira lágrima a escorrer-lhe pelo rosto.
Ele fica no início do cais, incrédulo, a vê-la subir para a carruagem. E ela não se atreve sequer a espreitar por cima do ombro, receando não se conter e saltar do comboio e correr para os seus braços. Ele espera pelos primeiros solavancos tímidos dos vagões, enfia as mãos resignadas nos bolsos do casaco e retira-se, enfim, indo em direção à saída da estação.
Ela tem algumas horas de viagem para se recompor, limpa os olhos marejados de uma mágoa surpreendente. Pergunta-se como foi possível apaixonar-se em cinco dias. Era só uma semana de trabalho bastante atarefada, reuniões e debates num agradável hotel à beira-mar. Sabe que foi irresponsável, que se deixou ir sem pensar. Sabe que não devia ter dado aquele passeio pela praia, que não devia ter ficado a conversar com ele à lareira, na sala, nem, finalmente, ter subido ao quarto na sua companhia.
Pensa no marido, na filha pequena, diz a si própria que tudo não passou de um desvario, de um deslize que vai calar fundo e jamais se repetirá. Sente-se aliviada por não lhe ter contado que era casada e por não lhe ter dado nenhum contacto pessoal. Procura convencer-se de que voltará à sua rotina normal e esquecer. No entanto, já vai no fim da viagem e continua a não encontrar uma explicação razoável para o sentimento tão forte que teve por ele, que tem, como nunca teve por ninguém. Não o verá mais, supõe, fora de questão, não pode, mas parece-lhe tremendamente injusto que seja assim.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Ela hoje é uma mulher divorciada seu casamento nunca mais foi o mesmo desde que eles se deixaram de ver. Foram muitas as vezes que pensou nele que o procurou, mas nunca o encontrou, desistiu.
Nas suas costas ele ouve vozes femininas, pessoas que acabam de chegar ao bar, mas não dá importância, contínua com olhar profundo a fumar o seu cigarro a imaginar como é sobrenatural a força que o mar tem.
Ela depois de sentada com a sua melhor amiga muda de cor como quem desfalece, amiga preocupada pergunta.
- Estás bem?
Ela abana a cabeça afirmativa, mas a emoção a faz passar a mão na cara para limpar a lágrima que escorre no seu rosto, amiga volta a perguntar.
- Então? O que se passa contigo? Queres ir embora?
Ele ao ouvir a conversa das suas vizinhas de esplanada deixa por minutos de olhar o mar e volta-se para trás. E quando os seus olhos se encontram, ficam ali se olhando por segundos sem forças, sem palavras, frente a frente, olhos, nos olhos.
- Ok, já percebi tudo, responde amiga.
(13/10/2013
(Joaquim Rodrigues)
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
"Vento Amigo"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Oh vento usa a tua força.
E vai ter com o meu amor.
Acaricia-a e volta para mim.
E conta-me tudo por favor.
Quero sentir sua mão suave.
E ver sua beleza na lua.
Do meu amor ela não sabe.
Sem ela, sou uma alma nua.
Aqui sentado, estou eu e o mar.
Onde me refujo todos os dias.
O mesmo planeta o mesmo ar.
Vai vento amigo ver se a vias.
Amanha volto aqui novamente.
Para me contares as novidades.
Fixa por favor, este demente.
Que vive morrendo, de saudades
(2013/10/10)
(Joaquim Rodrigues)
terça-feira, 8 de outubro de 2013
"O Artista"
Chamam-lhe o artista. É músico há tanto tempo que pode ficar horas seguidas a contar episódios memoráveis da sua carreira emérita. Houve uma época em que tocava e cantava para plateias imensas, ao lado de outros grandes de então.
Hoje, senta-se, noite após noite, no banco alto em cima do palco curto, ao fundo do bar. Tem uma guitarra e um microfone e quando atua volta a haver magia.
Ao fim-de-semana, o bar enche-se de gente alegre que bebe e dança ao ritmo da sua guitarra dedilhada com a mestria de uma experiência de meio século de canções compostas no velho estúdio, em casa. Mandou construí-lo com apuros tecnológicos de um tempo antigo. Agora, é só o seu cantinho nostálgico com instrumentos desatualizados, gravadores de fita que já ninguém usa, uma mesa de mistura empoeirada atrás de um vidro sujo. Velhos cartazes descoloridos que anunciam épicos concertos esquecidos, descolam-se da parede isoladora, encardida por décadas de cigarros inspiradores.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Já na rua, faz uma pausa para acender um cigarro, antes de se pôr a caminho de casa. Fecha a porta, deixa a guitarra na entrada, passa pela cozinha, leva para a sala um copo cheio de gelo, deita-lhe uma boa dose de uísque. Tira o colete e as botas de cano alto, solta o rabo-de-cavalo grisalho, senta-se na poltrona, estica as pernas, liga a televisão e acende mais um cigarro. E ali fica a beber e a fumar madrugada dentro, recordando com mágoa a mulher que tanto amou, mas que perdeu no ano passado. Lamenta não ter tido filhos porque era feliz e tinha tudo o que um homem podia desejar na vida.
Hoje em dia, o artista é só uma cara vagamente conhecida, um nome que está na ponta da língua mas não sai, algumas músicas que os mais velhos ainda recordam. Adormece sozinho, com o copo na mão, a garrafa vazia deitada no chão. Dorme, apagado pelo álcool, um sono justo e sem sonhos.
(08/10/2013)
(Joaquim Rodrigues)
"Como Quem Chora"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Ao
escrever os meus versos.
Sou
como um desencantado.
Escrevo
tudo como quem chora.
Envolvido
num pranto, sem motivo.
Escrevo
tudo, mas tudo o que sinto.
E
expulso o que tenho, cá para fora
São
versos de angústia, ou voz rouca.
Meus
lábios presos, secos, gretados.
Passo
a vida, contra o tempo que corre.
Que
me deixa uma secura, amarga na boca.
Mas
nunca hei-me deixar de escrever.
Os
meus versos, como quem morre.
“08/10/2013”
(Joaquim
Rodrigues)
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