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terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Como Quem Chora"

(Joaquim Rodrigues)
Ao escrever os meus versos.
Sou como um desencantado.
Escrevo tudo como quem chora.
 
Envolvido num pranto, sem motivo.
Escrevo tudo, mas tudo o que sinto.
E expulso o que tenho, cá para fora
 
São versos de angústia, ou voz rouca.
Meus lábios presos, secos, gretados.
Passo a vida, contra o tempo que corre.
 
Que me deixa uma secura, amarga na boca.
Mas nunca hei-me deixar de escrever.
Os meus versos, como quem morre.
 
“08/10/2013”
(Joaquim Rodrigues)

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