O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
"SE"
***
Se um dia tu te lembrares dele
e fazeres disso um tema
lembra-te sempre - Por favor !
Só se ele for o teu tema.
Quando aparecer alguém
a perguntar por ele, e quem ele é !
Diga que ele é, um amigo
daqueles que nunca se cansa,
de falar sobre amor.
Que fala de muita coisa, fala de tudo,
fala do vento, da chuva, do sol, e do mar,
e depois esquece o tempo.
Se alguém te perguntar onde ele vive?
Diga que vive no coração
de todos aqueles que querem
e gostam de conhecer o amor.
Se alguém te perguntar onde ele esta?
Diga que esta em cada palavra,
em cada lágrima,
mas também em cada sorriso.
Se alguém perguntar, ele ama?
Diga que sim,
ele é a pessoa mais apaixonada do mundo.
Se alguém te perguntar como é o nome dele?
Não fique pelo “se”. Responda só,
Chama-se Amigo !!!
***
(03/11/2015)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 3 de novembro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
"Sentires a Alma"
****
Estou rendido, assumidamente fascinado
embora já com muitos cabelos brancos
ouvi dizer que os anos dão experiência
quanto mais eu conheço, mais eu sinto.
As sensações são muitas, estranha-se a pele.
as rugas, as forças que não são as mesmas
ah, uma vontade maior de ir até ao âmago.
todas as noites e os dias, são mais sensíveis
Tratamos a chuva e o vento com mais carinho
conhecemos os cheiros, as cores, o misticismo
a interligação entre o passado e o presente.
a forma como a vida é vivida, os sentidos
Conhecemos todos os contos, todas as lendas
e juntando tudo, nasce uma história
assim o real e o irreal finamente se cruzam
num infinito respeito perpétuo sem gloria
O Existir por si, nunca recusa o passado.
integrando o passado nos dias presentes
sem pressas, nem criticas nem julgamentos.
é por aí! Que meus cabelos branquearam
É assim que se vive e respira, com aceitação.
hoje já começo a contar os dias do fim
de trás para a frente,
talvez deste modo
sejam maiores,
quero os dias maiores
As noites intensas de cores sem relógio
nem contagem do tempo, para quê ?
a sabedoria é ancestral e verdadeira
intrínseca a todos os que nela nasceram
Que se cola como uma segunda pele
a quem trilha os seus longos caminhos.
até te sentires poderoso, estado de Alma.
vou viver o que me resta, estou velho.
****
(28/10/2015)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
"SAUDADES"
Olá,minha querida amiga
como era bom
que tu
me escutasses um pouco
tu estás ai minha amiga?
quero contar-te uma coisa
que tu vais gostar de saber
eu quero que tu saibas
que eu sinto-me cheio
é verdade minha amiga
sinto-me cheio de fé
de sede, de fome, de frio
sinto-me cheio de tudo querida
mas hoje eu descobri amiga
que a causa de eu andar doente
e do que eu mais sinto falta
é de saudades de ti
***
(25/10/2015)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
"SENSIBILIDADE À FLOR DA PELE"
há dias em que as emoções
são difíceis de abater
em que qualquer simples palavra
faz uma lágrima escorrer !
Basta um simples “ olá, como vai?”
e logo a emoção vem
Dá uma sacudidela
parece que nada é bem!
Até um gesto carinhoso
nos fere às vezes a alma
será o cansaço da espera
que nos faz ficar sem calma?
E estes comportamentos
quem me os saberá explicar
não há meio, não há jeito
de os aprender a controlar!
Só há apenas um modo
é apelar à razão
esquecer o que nos vai na alma
e o que sente o coração!
Apenas uma coisa queria eu saber
isso eu peço com fervor
era que alguém me ensinasse
a odiar o amor!
(25/10/2015)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 25 de junho de 2015
“O HOMEM DO RESTAURANTE”
- “O que pode levar uma mulher bonita a amar um homem feio?”, Pergunta-se ele, obcecado por esta perplexidade, sempre que a vê entrar no seu restaurante.
Ela costuma vir almoçar com os colegas de trabalho e, se não aparece um dia, ele fica sorumbático e preocupado. Não sabe nada dela, nada mais do que o seu nome e que trabalha ali perto, mas por ela, vai para a cozinha e compraz-se a preparar pessoalmente as refeições que lhe serve. Ela gosta da atenção especial que ele lhe dá, embora não veja nesses gestos mais do que a atitude magnânima de quem quer servir bem. Tanta simpatia não passa despercebida aos colegas e, para a espicaçar, dizem que só vão ao restaurante se ela for, porque assim são servidos como Reis. Dizem que o dono do restaurante está apaixonado por ela! Ri-se mas não os leva a sério.
Hoje, vai ao restaurante só com uma amiga que veio para almoçarem e porem a conversa em dia. Ele aproxima-se da mesa, (a felicidade em pessoa), recomenda-lhes um prato especial que se oferece para preparar exclusivamente para as duas. Elas aceitam, e lá vai ele para o forno cozinhar cheio de amor. A amiga, espantada, abre muito os olhos e exclama.
- O homem está apaixonado por ti!
- Está nada, és tonta, ele é sempre assim, réplica, desvalorizando o espanto da amiga.
- Ah, diz esta, é sempre assim?
Joaquim Rodrigues
Ele pensa que não está à altura da sua cliente preferida, que é tão bonita que pode ter quem quiser e, portanto, nunca reparará nele. Está imerso nestas reflexões enquanto os seus empregados se divertem a comentar em segredo a paixão do patrão. Leva a travessa para a mesa e fica atrás do balcão a observar a reacção delas, que, evidentemente, é de grande satisfação, pois é realmente bom cozinheiro. Quase no final da refeição, a amiga declara que tem um compromisso urgente e precisa de ir embora.
- Depois contas-me como correu com o chefe, diz, com uma piscadela de olho cúmplice.
Ela abana a cabeça, numa leve censura. E ele vendo-a sozinha, aproveita a oportunidade e traz-lhe a sua melhor sobremesa, atreve-se a sentar-se à mesa, consegue arrancar-lhe uma gargalhada. E ela pensa que, pelo menos, já a conquistou pela boa disposição e pela comida.
Depois desse dia, arranja maneira de aparecer muitas vezes sozinha, e não só para almoçar, pois até já jantaram os dois e ficaram a conversar muito depois de o restaurante fechar. E ele descobriu que afinal não é uma conquista impossível. O que não sabe é que ela não é tão bonita como a vê, nem ele tão desinteressante como se imagina.
(15/06/2015)
Joaquim Rodrigues
sábado, 23 de maio de 2015
"UMA HISTÓRIA SIMPLES"
Ainda não me contaste meu amor
aquela história do homem
aquela história do homem
que transformou os teus olhos em insónias?
ainda não contaste acerca daqueles poetas
que constroem poemas em castelos de areia?
se esta noite tu não conseguires dormir
nem empurrar o sono para dentro
se esta noite tu ficares acordada
eu prometo, que ficarei contigo acordado também
então eu te contarei uma história de um homem
que passava horas e noites sem dormir
era como não soubesse ler ou escrever
mas guardava pacientemente minutos de silêncios
em baixo da tua almofada da tua respiração
se esta noite tu não conseguires dormir
nem empurrar o sono para dentro
se esta noite tu ficares acordada
eu prometo, que ficarei contigo acordado também
então eu te contarei uma história de um homem
que passava horas e noites sem dormir
era como não soubesse ler ou escrever
mas guardava pacientemente minutos de silêncios
em baixo da tua almofada da tua respiração
(22/05/2015)
Joaquim Rodrigues
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| Joaquim Rodrigues |
domingo, 17 de maio de 2015
"LONGE DO AMOR"
Ele sentiu um tremendo golpe com a partida dela, aquilo foi como tivesse perdido metade de si, no entanto o seu pensamento era exagerado, mas que naquela altura lhe pareceu mais do que evidente, de não poder voltar a amar outra mulher com a mesma sinceridade. Não há nada mais puro que o amor que admite todos os desastres com a certeza de sobreviver a qualquer contratempo. Era assim a paixão dele, mesmo nos piores momentos, quando mal se falavam e ele se fazia desentendido para não ter de rebater a perpétua insatisfação dela. Por fim ela anunciou-lhe que se ia embora. Fez as malas, saiu de casa, telefonou-lhe mais tarde a avisa-lo de que já não estaria lá quando voltasse. Tinha pressa de partir e alardeou até uma alegria insensata com o intuito despropositado de lhe mostrar que a separação não lhe pesava nem um bocadinho. Este seu espírito vingativo surpreendeu-o muito, pois pensou sempre não haver nas desavenças deles nada de tão grave que não pudesse ser remediado. Mas a mente humana é capaz de esconder ressentimentos insondáveis e, quando ele lhe apelou ao bom senso e lhe pediu que o ouvisse com a promessa de escutar também as suas razões, ela remeteu-se a um silêncio obstinado que era, evidentemente, mais uma forma de retaliar por algo que ele não entendia, mas ela não esclarecia. Ficaram assim separados por este desencontro absurdo, ela convencida de que ele sabia bem as suas razões, ele tentando adivinhá-las. No fim, tudo se resumia a isto, ela acreditava que ele não a amava o suficiente ou, pelo menos, não tanto quanto ela o desejava.
Joaquim Rodrigues
Estava convencida de que poderia deixa-la num dia qualquer sem dor nem remorsos e, em virtude dessa angústia permanente, foi germinando nela uma mágoa que depois de ganhar raízes se desenvolveu livremente até se tornar destrutiva. Agora, na mente dela as suspeitas eram bem reais e o desencanto nada tinha a ver com a insegurança crónica que lhe toldava o humor e a tornava cada vez mais exigente e sufocante. O resultado perverso desse processo insano foi chegar ao ponto de já não o amar desesperadamente e até o querer muito menos do que ele a ela. Destruiu o amor de uma vida por causa de equivoco do coração, mas ficou tão tranquila por não se sentir dependente dele que se animou com o desejo pueril de o castigar com um desprezo despudorado. A injustiça soube-lhe bem. Provavelmente, no futuro, ela conquistará um homem que não a apaixone e que possa manipular facilmente, e assim poderá viver com serenidade. E sem amor.
(16/05/2015)
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 28 de abril de 2015
“Ternura na nossa vida”
Juntos, fomos crescendo, os dois juntos, tu e eu
foram momentos fantásticos, que nós os dois
passamos, mergulhamos em tantas promessas
que nunca foram faladas, só o nosso olhar
prometia, nunca falamos mas a emoção tomou
sempre conta de tudo, a emoção vivia cercada
da nossa ternura, do nosso carinho, do nosso
prazer sem fim, mas só o nosso olhar conduzia
a nossa Inocência mas intensa vontade.
Vivíamos entre suspiros abafados e encontros
furtivos. Aguentamos todas as brisas que
sopravam ao entardecer, todas as tempestades
que os dois sentíamos no peito, mas Isso durou
só até ao primeiro abraço e findou no prazer do
primeiro beijo.
Foram beijos ardentes, beijos
furtivos molhados na chuva, no frio, abraços
apertos quentes, tão quentes como o sol de verão,
e o nosso inocente desejo fervia mesmo em dias
gelados. Há, nunca existiu clima que apagasse
a chama que até hoje nos esquenta nos acende,
nos une, nos inflama, porque o nosso amor!
É um amor esplendoroso, inocente e puro.
(28/04/2015)
Joaquim Rodrigues
sábado, 25 de abril de 2015
"O AMOR"
Ele quando era mais novo procurava mulheres mais velhas. Gostava de se apresentar perante os amigos na companhia de mulheres maduras, ou, pelo menos, que pensava serem maduras. Não era exactamente verdade, pois nessa altura ainda era muito jovem e elas, embora um pouco mais adultas e ponderadas, não deixavam de ser igualmente jovens. Casou-se com a mais bonita dessas namoradas, mulher vistosa que, pela sua beleza e sabedoria, o entusiasmava e enchia de orgulho. Pensava ele que estava apaixonado por ela. No entanto, a sua deusa da beleza murchou em segredo sem que ele notasse, porque, como conviviam diariamente, não tinha o distanciamento necessário para se aperceber das suas transformações indeléveis. Porém, houve um determinado dia em que, estando a conversar com ela à beira de uma piscina sobre algum assunto inocente e irrelevante, deu subitamente consigo a reparar que a sua mulher envelhecera. Perguntou-se como fora possível que isso tivesse acontecido sem que ele se apercebesse. Mas era um facto indisfarçável, as rugas vincadas no rosto, as peles descaídas nos braços flácidos. Embora consciente de que não a podia culpar de nada, sentiu-se enganado e, desde então, tinha que admitir, envergonhado da presença dela a seu lado.
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| Joaquim Rodrigues |
Divorciou-se. Aos quarenta anos iniciou uma nova vida regulada pelo deslumbramento por mulheres mais jovens e, novamente, sentia-se orgulhoso das suas companheiras, belas e invejáveis. Foram tempos estonteantes de romances leves e fugazes, sempre marcados por expectativas nunca concretizadas, com namoradas caprichosas, insatisfeitas e manipuladoras. Alimentavam-lhe o ego, mas consumiam-lhe a alma. Hoje, com quase sessenta anos, tem a seu lado uma mulher apenas cinco anos mais nova. Nestas idades as diferenças tendem a esbater-se. E, pela primeira vez, sabe que ama realmente, pois, quando ela ainda não era sua, imaginava a felicidade como nunca fora capaz de imaginar, e agora, quando não está com ela, sente penosamente a sua falta. Percebeu, com espanto, que passou a vida a amar pelas razoes erradas e que nunca descobrira realmente o amor. E agora também sabe que o amor não tem medida, mas só é verdadeiro quando não está subordinado a projectos, aparências ou a outros motivos mesquinhos que nada têm a ver com simples prazer de uma companhia indispensável. Sim, pensa, olhando para ela com orgulho, o amor é isto. Depois, abraça-a impulsivamente.
- O que foi? Pergunta ela, sorridente.
- Nada, responde, amo-te.
(25/04/2015)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 15 de abril de 2015
"Depressão"
Concentrada nas suas vontades, tu nem vê
aparece como quem não queira, assim mansa
nunca avisa qual o propósito, nem o porquê
toma conta de ti, faz-te mal, tira-te a esperança
és prisioneira da infelicidade esse é o teu espelho
esguía como sempre foste, segura nesse teu existir
mas triste sem saber porquê, doente de olho vermelho
sempre isolada de ti, nessa tua desventura sem sorrir
passam os dias, sem fazer nada, cai uma lágrima
que ocultas, no teu belo e já muito amado rosto
és assim, tornas-te numa oferta chamada lástima
sempre teimosa vivendo uma vida, sem gosto
tens de abandonar essa tua apatia
deixa de viver esse teu mundo confuso,
não patenteeis com a covardia
fala comigo eu acertarei teu fuso
(15/04/2015)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 13 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
"HUMILDADE"
A noite depois de jantar com o marido e de arrumar a cozinha enquanto ele dormita já no sofá em frente à televisão. Ela sai de casa. Tem o álibi perfeito para se ausentar sem levantar suspeitas ao seu marido comatoso, esgotado de um dia de trabalho. Vai passear o cão.
Embora se demore sempre uma hora e meia na rua, tempo mais do que suficiente para não dizer demasiado para o animal fazer as suas necessidades, ela não tem nada a recear. O marido baba-se a dormir no sofá e nem dá pelo passar do tempo, mas, mesmo que desse, era-lhe indiferente. Ele tem uma fraca auto-estima e, consequentemente, não a tem em grande conta. Pensa que se ela fosse mulher de muitos predicados não estaria com ele. Esta sua indigente consideração pelo dois dá-lhe segurança, nada teme, pois tem a certeza de que a mulher não o pode enganar porque ninguém a quer.
Não podia estar mais enganado. Ela sai com o cão, percorre nem cinquenta metros, entra no terceiro prédio a contar do seu. O vizinho, que todas as manhãs cumprimenta gentilmente o marido dela na rua, espera-a ansiosamente. Faz agora seis meses, o vizinho surpreendeu a mulher com outro homem na sua própria cama.
Joaquim Rodrigues
Depararam-se, agora delicia-se com as carnes opulentas e moles da amante, e o que lhe dá mais gozo é ela trair o marido por sua causa. Ele está convencido de que as mulheres têm vantagem em relação aos homens porque, como eles vão com a primeira que conquistarem, elas podem escolher aquele que quiserem. A sua mulher escolheu-o, mas depois escolheu o colega de trabalho sem que, e tem a certeza disso, tivesse feito nada para o ter, foi a oportunidade, ele seduziu-a durante as horas que passavam na empresa. Ele ainda a deseja, mas odeia-a pela humilhação.
De modo que o seu caso secreto com a vizinha representa, ao mesmo tempo, uma compensação pela perda sofrida e uma vingança, ainda que se desforre no vizinho inocente. A mulher que lhe bate à porta com um cãozinho odioso que fecham na cozinha antes de se enredarem nos lençóis desfeitos da cama dele, pensa que o amante é um milagre inesperado, um homem muito melhor do que o seu, e o caso com ele é algo que nunca imaginou que ainda fosse possível viver. Sente-se renascida e abençoada pela sorte. Quem diria que um tipo tão bem apessoado haveria de olhar para si? Ela sempre achou que não podia ambicionar melhor do que o marido, homem bom mas medíocre, por isso agarra-se a cada momento do seu adultério com felicidade e deleite, certa de que é só até ele se fartar.
(10/04/2015)
Joaquim Rodrigues
" Sou um palhaço"
De ar e figura patética, tu oh palhaço
Finges ter alegria de coração triste
Rosto pintado, e cabelo palha de, aço
Imitando um boneco desengonçado
Dele todos se riem às gargalhadas
É alegria de crianças e outros muitos
É sucesso absoluto de palhaçadas
Onde quem mais ri, são os adultos
Sempre perguntei quem é o palhaço?
Trago esta triste recordação de infância
Serei eu, será ele, quem eu sou palhaço
Arrasto comigo a ideia, nesta distância
Tenho saudades da infância e da pipoca
Do mundo em uma tenda onde ele mora
Hoje o circo é outro é viver todos na toca
Eu sou o palhaço que não ri, mas chora
Até amizade fugiu sem deixar abraços
O novo de ontem é o velho infindável
Tudo mudou, o mundo é diferente
O desafio é continuar como palhaços
Hoje nada é igual, tudo é descartável
Olha que o fim vem já ali, de repente
(26/03/2015)
Joaquim Rodrigues
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| Joaquim Rodrigues |
segunda-feira, 6 de abril de 2015
"DESESPERO"
É como tempestade que me atira para o leito / Esse lugar onde um dia eu vou chegar /
O tempo e a vida nunca nos dão tréguas / Apenas nos deixa apenas descansar um pouco /
Invade-nos o peito de constantes mágoas / Longe da paz que hoje me vai pondo louco /
Invade a minha alma a minha intimidade pura / E leva-me ao lugar que tu dormias comigo /
Rouba-me pensamentos que em mim, ainda dura / Foram noites amor, que eu passei contigo /
Esta loucura quando chega nunca pede licença / Nunca se identifica nunca nos encoraja /
Nunca pede licença acomoda-se no nosso peito / Invade nosso sangue e em nassas veias viaja /
A calma de hoje não pode ser um adeus / É os melhores momentos, meus sonhos de amor /
Lembro aquele tempo, teu corpo nos braços meus / Apertando com carinho, e beijos, longe da dor/
Esperar o amanhã pode ser muito tarde eu sei / É muito tempo a carregar o peso que me dás /
Divido com todos, contigo e com quem eu amei / Podes escolher à vontade deixa-me só em paz/ Partiste procuras outro amor que te respeita / Dividiste sentimentos o teu amor que não era meu /
Hoje troquei a forte dor de peito por esta calma suspeita / Só tenho certeza que este foi um doce dia que me pertenceu.
(06/04/2015)
Joaquim Rodrigues
Joaquim Rodrigues
sábado, 4 de abril de 2015
O FANTASMA
Desculpa-me eu estar muito mais velho assim /
E eu já não ter
pensamentos como tem os novos /
Desculpa-me eu ter ficado assim um velho sem graça /
Que faz lembrar as árvores
sem folhas no inverno /
É que agora todos meus dias são cinzentos sabias? /
E as sombras
nos meus olhos são intermináveis /
Peço-te desculpa por tu veres tudo isso em mim /
Por veres destroços,
só destroços, imagens sem glória /
Desculpa-me, por esta pele seca, este rosto cheio de rugas /
A
culpa é do tempo, podes crer, foi ele que pintou este quadro /
Por favor, desculpa este velho de pálpebras descaídas /
Desculpa-me por eu ser assim, ser um fantasma /
(03/04/2015)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
"Longe de ti"
Ele partiu para longe em viagem de trabalho e deixou para trás uma dúvida entre eles. Telefona-lhe à noite de lá, do hotel.
- Como estás? – Pergunta-lhe.
- Estou bem, - Responde ela, estou em casa, e a viagem, está a correr b...em?
A sua voz simula uma alegria que não sente, pois, embora feliz por o ouvir, já tem saudades dele.
- Está tudo a correr bem, diz ele, mas tenho saudades tuas.
- Eu também, ouve-a dizer com palavras sumidas, abafadas pela voz embargada por uma inquietação.
Faz-se um silêncio, sentido na linha. Ele muda de mão o telemóvel, volta-se na cadeira. Está sentado no bar do hotel, que dá para o átrio. Os seus olhos registam de relance a confusão da entrada de um grupo de turistas barulhentos que vêm a arrastar as malas e se dirigem ao balcão da recepção. Volta-se de novo para a frente, onde uma televisão por cima do bar está a dar notícias de um acontecimento actual que prende a atenção do mundo.
Joaquim Rodrigues
Depois ela começa a falar das suas preocupações pessoais, que gosta de desabafar com ele, de lhe pedir uma opinião, um conselho. Ele levanta-se e atravessa o átrio a ouvi-la, passa pela porta de entrada e sai para o exterior, onde nota a queda abrupta da temperatura. Lá fora faz frio negativo, a que ele se sacrifica para poder fumar um cigarro enquanto fala ao telefone.
Dali a pouco, ela esgota o assunto, cala-se. Quando ele estava por perto, ela andava perdida numa angústia, dividida entre o amor que lhe tinha e as dificuldades que enfrentavam. A vida corria mais depressa que eles, ultrapassara-os, impedindo-os de serem felizes sem obstáculos, mas, assim que ele lhe anuncia que partia, sentiu uma imensa falta dele.
- Tens mesmo de ir? – Perguntou-lhe.
- Tenho, confirmou, terminante.
- Quando eu regressar, diz-lhe ele agora ao telefone, vamos fazer tudo diferente.
- Vamos, concorda ela.
- Vamos fazer com que a nossa vida resulte.
- Sim, é isso que eu quero.
- Tens a certeza?
- Tenho, garante-lhe ela, agora tenho.
Ele diz que a ama, ela responde-lhe o mesmo, desligam. Antes, os problemas pareciam-lhes demasiado difíceis, mas hoje à noite, separados por milhares de quilómetros, percebem ambos que não podem viver afastados, que precisam um do outro e que não há problema, por maior que seja, que vá impedi-los de ficarem juntos.
(30/11/2014)
Joaquim Rodrigues
sábado, 22 de março de 2014
“A quem telefonar?”
Estão agora os dois sentados frente a frente naquele salão de chá. Tomam chá num acolhedor café da rua de Santa Catarina, na cidade do Porto. Está uma tarde chuvosa e a água escorre pelos vidros das janelas, derramando neles a melancolia do inverno, ela declara com amargura.
- Os homens são todos iguais, umas bestas! Não se pode confiar neles.
Ele pousa nela os seus olhos perplexos, e logo pensa que dizer mal dos homens no primeiro encontro não é a melhor estratégia romântica.
- Meã culpa, defeito meu desculpa.
Conheceram-se no Facebook numa daquelas noites muito chuvosas e frias que nos deprime e nos faz ficar em casa. Passaram a trocar mensagens e acabaram por combinar este encontro. Desde o seu divórcio, já passaram alguns anos, ela não voltou a casar. Nesse período, teve dois namorados, nenhum por mais de seis meses. Diz que não acerta, que só lhe aparecem homens que não prestam. Ele tem um sorriso benévolo e pensa, mas não diz, que nunca casou, já teve muitas namoradas, nenhuma por mais de seis meses nos últimos anos, e está muito bem assim. Então porque se queixa ela? Queixa-se porque, apesar de ter tido um casamento miserável durante cinco anos, ambiciona casar-se novamente. A sua extrema sensibilidade em relação a esse fracasso não lhe destruiu só o casamento, mas também as três relações subsequentes. Com efeito, ela tem saltado de falhanço em falhanço porque saiu magoada e desconfiada do casamento e
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| (Joaquim Rodrigues) |
Ela tem cinquenta e dois anos e um sentimento de urgência, quer, desesperadamente, corrigir o pesadelo desse casamento falhado e retomar o sonho de uma relação que lhe permita ser feliz o resto de sua vida e ter uma segurança no futuro que ainda resta. Mantem-se, portanto, num limbo, com a sensação de ter a vida suspensa já há anos. Só considera o futuro, falta-lhe a tranquilidade necessária para aproveitar o presente. Ele não sabe nada disto, evidentemente, mas, ao escutá-la no decorrer da tarde, vai começando a ter uma ideia dos motivos da sua amargura. Em redor, o sábado vai-se escoando num rumor de conversas serenas, de chávenas fumegantes, de chuva a bater nas janelas. Finalmente, pensa que poderia dizer-lhe que os homens não são todos iguais, que ela é que os faz todos iguais, porém, já a ouviu lamentar-se tanto que começa a sentir-se saturado. Paga a conta levanta-se olha para ela e pergunta.
- Vamos?
Saem. Tinha pensado convidá-la para jantar, mas desistiu da ideia. Acompanha-a ao táxi e despede-se sem promessas. Depois, respira fundo o ar fresco da noite e pensa.
“A quem hei-de telefonar agora, para compensar este fiasco?”
(23/02/2014)
Joaquim Rodrigues
“Acredita no teu futuro”
Hoje ela já sabe o seu futuro. Ela tem a perfeita noção de que a sua vida se foi compondo de raros e preciosos momentos de grande felicidade. Um determinado Natal em que recebeu um presente especial das mãos do pai, era ainda criança, o dia em que concluiu o curso superior, o instante em que deu o primeiro beijo quão namorado e o dia em que casou com ele, a madrugada em que lhe passaram para os braços o filho recém-nascido. São momentos de felicidade gravados na sua memória. No entanto, para além desses instantâneos de alegria descomedida, persiste a sensação de uma vida sem graça, no seu todo. Teve a infância fácil e despreocupada que qualquer criança merece. Depois, sentiu-se traída pela natureza ao descobrir que não passava de uma rapariga vulgar, pouco abençoada pela beleza, que não despertava o interesse dos rapazes. Finalmente, cativou um jovem tão pouco interessante quanto ela e, sabe-o agora, confundiu o alivio com felicidade e a necessidade de amar com amor verdadeiro. Casou. Vinte anos passaram. O filho cresceu e saiu de casa. Ela pensou que se fechava um ciclo. Entretanto, ia trabalhar dia após dia, semana após semana, na empresa vulgar onde tinha um emprego banal. O seu sonho era largar tudo e partir, a sua fantasia foi por de lado um bocadinho do ordenado durante anos a fio para um dia concretizar o seu sonho.
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| (Joaquim Rodrigues) |
(13/03/2014)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
"Uma noite feliz"
No salão de portas abertas, soltam-se os sons musicais de uma banda onde todos os fim-de semana faz encher o espaço noturno, com diversão até de madrugada. A voz do vocalista da banda é profunda, acompanhada por musicos com muita experiencia, canta uma música de Roberto Carlos, “Sorriso bonito, olhar de quem sabe, um pouco da vida”. Ele encostado ao balcão, embala o gelo no copo... de uísque. Tem um cigarro esquecido a queimar entre os dedos a pensar nela, espera por ela sem saber se vem.
Da janela ao fundo do salão chegam-lhe rumores de vidas alheias, gargalhadas, passos na calçada molhada de uma chuva recente que lhe atraem o olhar. Dois vultos fugazes passam lá fora de braço dado, ficando-lhe registados na retina como uma fotografia tremida ao piscar do néon azul, branco, violeta, que ilumina as letras gastas do nome que dá ao salão de baile. Ele pensa nela, imagina-se a dançar com ela enquanto espera por ela sem saber se vem.
A banda agora toca "I'm Just a scarecrow without you Baby, please don't disappear, I beg your pardon dear”. E o seu cantor canta do fundo da alma.
Ela surge à porta, dá alguns passos já no interior do salão. Ali parada, consegue ver a luz amarela que incide sobre o pianista da banda. Vê as suas mãos tranquilas correndo ao de leve sobre o teclado, e ouve a voz profunda, de quem canta: "Eu nunca quis dizer aquelas coisas que eu te disse, aquilo era uma paisagem na minha cabeça"I didn't mean those things I Said You are the landscape of my dreams”.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Ela localiza-o encostado ao balcão do bar, a fazer-lhe sinal com o braço levantado, um copo na mão, como que saudando a sua chegada.
Ele segue-a com os olhos à medida que ela se aproxima. Traz um vestido cor de areia, justo na cintura, que brilha ligeiramente no escuro, o cabelo apanhado, brincos, duas luas cheias nas orelhas, um sorriso triste. Juntam-se num longo abraço, e o vocalista canta, "I beg your pardon dear".
Ele pousou o copo no balcão, apagou o cigarro, segura-a pela mão, leva-a para o centro da pista estreita-a contra si passando-lhe os braços pela cintura. Ela passa os seus à volta do pescoço dele.
Dançam assim, devagar. Ela esconde o rosto nele. Ele sente-a respirar no seu pescoço, sente-lhe o perfume no seu cabelo. Depois fá-la rodopiar numa volta lenta e segura-a pela mão quando ela se desequilibra ao rodar sobre os sapatos a rir-se. Puxa-a e ela volta para ele. Continuam abraçados depois de a música acabar, desejando prolongar a madrugada que se aproxima do fim. Pensam que poderiam ficar sempre assim, mas a noite está a terminar e com ela a magia. Amanhã volta tudo ao normal.
- Gosto tanto disto, diz ela.
- Danças mais uma comigo? Pergunta ele.
- Claro que sim, ainda estamos aqui, ainda estamos a dançar, responde-lhe ela.
(18/01/2014)
Joaquim Rodrigues
Ele segue-a com os olhos à medida que ela se aproxima. Traz um vestido cor de areia, justo na cintura, que brilha ligeiramente no escuro, o cabelo apanhado, brincos, duas luas cheias nas orelhas, um sorriso triste. Juntam-se num longo abraço, e o vocalista canta, "I beg your pardon dear".
Ele pousou o copo no balcão, apagou o cigarro, segura-a pela mão, leva-a para o centro da pista estreita-a contra si passando-lhe os braços pela cintura. Ela passa os seus à volta do pescoço dele.
Dançam assim, devagar. Ela esconde o rosto nele. Ele sente-a respirar no seu pescoço, sente-lhe o perfume no seu cabelo. Depois fá-la rodopiar numa volta lenta e segura-a pela mão quando ela se desequilibra ao rodar sobre os sapatos a rir-se. Puxa-a e ela volta para ele. Continuam abraçados depois de a música acabar, desejando prolongar a madrugada que se aproxima do fim. Pensam que poderiam ficar sempre assim, mas a noite está a terminar e com ela a magia. Amanhã volta tudo ao normal.
- Gosto tanto disto, diz ela.
- Danças mais uma comigo? Pergunta ele.
- Claro que sim, ainda estamos aqui, ainda estamos a dançar, responde-lhe ela.
(18/01/2014)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
"O Anjo da Guarda"
São três e meia da manhã, ele está concentrado no computador, agarra sem olhar no maço de tabaco que tem em cima da mesa, mas percebe que os seus dedos não encontram nenhum cigarro. Tenciona prolongar o serão para acabar de vez o processo, mas sem cigarros não consegue pensar, sente-se irracional, como se o fumo tivesse realmente a ver com isso, mas na verdade é que o ajuda. Desde aquele maldito acidente, tem sentido muito mais dificuldade em concentrar-se. Suspira fundo, olha para o relógio e vê que já são horas tardias e não tem onde ir comprar cigarros, mas contrariado, decide ir à bomba de gasolina comprar tabaco.
São já três e meia da manhã, quando ela dobra a bata com gestos cansados, o seu turno no hospital já terminou há muito, mas um casamento que começou muito mal entrou de urgência e foi o que se viu uma confusão, com cento e cinquenta convidados intoxicados a expelir de jorro um mar de camarões venenosos para os baldes arranjados à pressa, que a obrigou a permanecer muito mais tempo até para lá do horário, que ela tinha a cumprir. Finalmente chega à rua e inspira o ar fresco da noite, e logo apercebe como se acaba insensível ao ambiente saturado lá de dentro, e pensa na mãe a dizer-lhe.
“ Passas demasiado tempo no hospital filha, assim com esse andar ainda vais casar com um médico, ou então ficar solteira”.
Encolhe os ombros ao pensamento, só quer ir para casa. Mas de repente lembra-se que não tem cigarros e que terá de passar pela bomba de gasolina para os comprar, porque se alguma vez um cigarro lhe fez falta, nunca mais do que agora. Então faz um pequeno desvio e passa pela bomba de gasolina, afinal era o único lugar que encontrava naquele momento para os comprar. Compra um maço de tabaco que lhe chega através da caixa de segurança empurrada pelo homem no outro lado do vidro, abre-o, retira um cigarro, procura o isqueiro nos bolsos mas uma chama acende-se à frente dela. Leva o cigarro à boca, acende-o. Levanta os olhos e sente um impacto de reconhecimento ao ver aquele rosto sorridente. Diz um obrigado mudo de espanto.
- De nada, responde ele, e afasta-se, ficando por ali encostado a uma moto.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Não se lembra de mim, pois não?
- Não, responde-lhe, surpreendido.
- O acidente há uns anos, diz ela. Quantos foram? Pensa, quase quatro. Parece que o está a ver, inanimado no asfalto como morto, a moto desfeita, a ressuscitá-lo com manobras respiratórias, os seus olhos confusos, assustados, presos aos dela, a segurar-lhe a mão enquanto não chega a ambulância. Foi o seu primeiro salvamento, nunca mais o viu. Conta-lhe tudo.
- Foi você! Exclama ele com os olhos turvos de emoção, e abraça-a num impulso, como que um imã a o obrigar, sem resistência alguma.
- O meu anjo da guarda. E ela sem saber o que fazer às mãos, embaraçada.
- Não imagina o que eu a procurei, queria tanto agradecer-lhe, percorri os hospitais todos! E nunca a encontrei, e finalmente este abraço, finalmente abracei o meu anjo da guarda, desculpe-me por favor. Ela ficou ali quietinha com os braços dele ao seu redor, e retribui-o também porque são destes abraços emocionados que é feito o belo, do nosso mundo.
Seis meses passaram. E ela acaba o turno e vai logo para casa. Ele está à sua espera a trabalhar no computador e mal a sente chegar, levanta-se logo para a abraçar. Nunca se cansa de a abraçar. E para ela é a melhor hora do dia, quando volta para ele.
A mãe agora abana a cabeça ao vê-los todos os dias abraçados, e diz-lhe com uma fatalidade mas feliz.
- Não casas-te com um médico, mas casas-te com um paciente!
(Joaquim Rodrigues)
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
"Como descer ao Inferno"
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Tu gostas de mim, Joaquim?
Há palavras que nos consegue gelar o sangue que nos corre
nas veias, e nos faz paralisar os nervos faciais, e ficamos assim, sem
conseguir ter uma resposta, mesmo que façamos um grande esforço para o
conseguir. Vivemos no tempo que conseguimos confundir o amor com muitas outras coisas, coisas essas, que todos nós vamos fazendo ao longo da vida. Quando passamos por aqueles dias que algo mau se apodera da nossa mente, isso tem um nome, (o dia da raiva) tudo somos capaz de fazer, e dizer, mesmo que para isso, seja preciso usar as ferramentas do amor.
- Tu gostas de mim, Joaquim?
Para ela, ele é o homem mais bonito e charmoso que ela conhece na sua página do Facebook pelo menos foi assim que ela se apresentou sempre para ele. Quando ele acaba de escrever mais uma história, ela adora, logo fica súper excitada, se reconhece dentro da história imagina ser a protagonista da mesma, se vê sempre, dentro dela. Por isso não lhe resiste ao charme, e à sua maneira tão carinhosa, que ele tem com ela. Sempre reconheceu nele um talento especial naquilo que escreve, e por isso, é sua admiradora. Chegam a passar muitos minutos, horas, dias, e até noites, a conversar, e assim criam uma amizade que rapidamente é uma dependência para eles os dois.
- Tu gostas de mim, Joaquim?
Cristo nasceu, e logo tratou de fazer um planeta há sua imagem, há imagem do homem. União entre os homens, e uma vida com amor, muito amor. Mas não deu resultado, um dia Cristo foi crucificado, e o planeta que” Ele” queria, com ou sem amor, continuou. Acabei de ler um livro de seu nome, (Como descer ao Inferno). Eu acho que já desci, ao Inferno! E eu, como Cristo. Amava.
(27/12/2013)
Joaquim Rodriguesdomingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
"O Natal"
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| (Joaquim Rodrigues) |
A noite de natal é em todo mundo.
Onde juntamos amor com esperança.
Seria tão bom que o natal em todo mundo.
Fosse igual para todos, e alegria nas crianças .
Crianças tristes, magras e famintas.
Crianças sujas descalças chorando.
Que na rua estendem as mãozitas.
Porque o mundo está se ma-ribando.
Tivesse eu algum poder.
Eu saberia o que fazer.
Não haveria em todo mundo.
Nenhuma criança, a sofrer.
Neste natal a Deus eu vou pedir.
Amor para os pequeninos.
Alegria para quem chora.
E pão para os pobrezinhos.
E se eu conseguir ajudar quem sofre.
E a cada um, eu dar a minha mão.
Vou passar o natal feliz com certeza.
Mas com muita paz, no coração.
(Joaquim Rodrigues)
Onde juntamos amor com esperança.
Seria tão bom que o natal em todo mundo.
Fosse igual para todos, e alegria nas crianças .
Crianças tristes, magras e famintas.
Crianças sujas descalças chorando.
Que na rua estendem as mãozitas.
Porque o mundo está se ma-ribando.
Tivesse eu algum poder.
Eu saberia o que fazer.
Não haveria em todo mundo.
Nenhuma criança, a sofrer.
Neste natal a Deus eu vou pedir.
Amor para os pequeninos.
Alegria para quem chora.
E pão para os pobrezinhos.
E se eu conseguir ajudar quem sofre.
E a cada um, eu dar a minha mão.
Vou passar o natal feliz com certeza.
Mas com muita paz, no coração.
(Joaquim Rodrigues)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
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