De ar e figura patética, tu oh palhaço
Finges ter alegria de coração triste
Rosto pintado, e cabelo palha de, aço
Imitando um boneco desengonçado
Dele todos se riem às gargalhadas
É alegria de crianças e outros muitos
É sucesso absoluto de palhaçadas
Onde quem mais ri, são os adultos
Sempre perguntei quem é o palhaço?
Trago esta triste recordação de infância
Serei eu, será ele, quem eu sou palhaço
Arrasto comigo a ideia, nesta distância
Tenho saudades da infância e da pipoca
Do mundo em uma tenda onde ele mora
Hoje o circo é outro é viver todos na toca
Eu sou o palhaço que não ri, mas chora
Até amizade fugiu sem deixar abraços
O novo de ontem é o velho infindável
Tudo mudou, o mundo é diferente
O desafio é continuar como palhaços
Hoje nada é igual, tudo é descartável
Olha que o fim vem já ali, de repente
(26/03/2015)
Joaquim Rodrigues
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