O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
sábado, 21 de setembro de 2013
"Eu Sou Aquele"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Eu sou aquele
Que cruza contigo,
e tu, nunca o vez!
Eu sou aquele.
A quem chamam de
triste.
Porque choro, sem
saber porquê.
Eu sou aquele.
Com quem tu
sonhas-te um dia.
Mas sempre fui para
ti, uma visão.
Eu sou aquele.
Por quem tu vieste
ao mundo para o ver.
E nunca o encontraste.
Eu sou aquele.
Que podes não querer que seja, o teu Deus.
O teu rei, ou
o teu Príncipe.
Mas se tu quiseres.
Servirei o teu
coração, a tua emoção.
E aí, me prendo, há
corrente do teu sangue.
E divido contigo
minha fortuna todos os dias.
Todo o meu ouro
será teu.
E sempre serei
aquele.
Que ligarei a tua, à minha
vida, ao meu amor!
(21/09/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
"Estou Aqui"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Tu és a pessoa que eu mais admiro.
Aquela que eu, não tenho duvidas.
Eu quero-te a meu lado.
Mas vais ter que perdoar os meus erros.
Esquecer todos os erros do passado.
Pode-se sempre recomeçar de novo.
Vasta, um simples gesto de carinho, de amor.
Quem ama nada consegue atrapalhar esse amor.
O amor é forte demais para ser vencido assim.
Estou aqui para te confessar, eu te adoro, te amo.
Vamos dar mais uma chance ao nosso amor.
Nós precisamos dessa chance mesmo que seja a última.
Eu só não quero é, te perder!
Vamos recomeçar, o mundo é nosso hoje!
Perdoa-me! Mereço mais uma oportunidade!
Deita fora o orgulho, eu estou aqui.
Quero-te fazer muito feliz, e me sentir feliz também.
E juntos tenho a certeza seremos muito felizes.
(23/06/2013)
Joaquim Rodrigues
"É bom Recordar"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Quando recordo o meu passado.
Logo me faz lembrar.
As noites de luar.
O céu estrelado.
Existem momentos.
Que me faz recordar!
Recordar os olhares.
Recordar os sorrisos.
Recordar as seduções.
E recordo nossos corpos.
Nossa pele transpirada.
Colada, uma na outra.
Recordo os passeios.
Dados de mãos dadas.
Os olhares carinhosos.
Sozinhos em muitas, noites.
Muitos dias!
É isso aí! Ser feliz.
É recordar, também.
Como é bom, recordar!
(10/09/2013)
Joaquim Rodrigues)
"Amantes, Desesperados"
Conhecem-se por acaso, numa discoteca. Conversam junto ao bar enquanto tomam uma bebida, sentem-se atraídos um pelo outro. De manhã, abrem os olhos, riem-se e repetem tudo, mas com menor urgência do que na noite anterior.
Nos meses seguintes, vão a festas, saltam de discoteca em discoteca, correm para o avião, fazem fins-de-semana compridos em Barcelona, fecham-se em quartos de hotel durante o dia e percorrem a noite a um ritmo alucinante. Têm a sensação de que o mundo gira em redor deles, de que a felicidade lhes pertence e nada poderá alterar isso.
Contudo, a primeira discussão deita-os abaixo, põe a nu a fragilidade da relação. Uma noite, ele conversa alguns minutos com uma mulher e ela vê-o a fazer-lhe uma carícia, a trocar um sorriso com a desconhecida, num momento de excessiva intimidade. Nessa noite discutem, separam-se. Passa um mês. Encontram-se na discoteca. Ele está com a namorada nova, ela com o namorado recente. Trocam algumas palavras e afastam-se. No dia seguinte, porém, ele envia-lhe uma mensagem para o telemóvel, ela responde-lhe.
Passam a noite juntos, têm-se como amantes desesperados. Ele pergunta-lhe o que a levou a afastar-se.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- O que é o suficiente para ti? Se te amava como nunca amei outra mulher.
- Ah! Solta uma pequena gargalhada, foi por isso que me ignoraste quando te apareceu a outra.
- Disparate, defende-se ele, era só uma amiga.
- Sabes, eu precisava que fosse só eu, precisava que ignorasses todas as outras.
Ele sai da cama, começa a vestir-se.
- Quer dizer que não poderia voltar a falar com outra mulher?
- Isso mesmo, diz ela com determinação, era assim antes, só nós dois.
Ele enfia umas calças.
- Mas isso não faz sentido, diz, não podemos viver isolados do mundo.
- Para mim faz muito sentido, afirma, também a vestir-se.
- Podemos voltar a ser só os dois, ouve-se a dizer, resignado, embora não acredite realmente que tal seja possível.
- Não, replica ela, ajeitando o vestido, já não, quebraste a magia. E, dito isto, agarra na carteira e vai-se embora.
Ele pensa que ela é doida, todavia não consegue esquecê-la, está obcecado por ela, não é capaz de manter outras relações. Telefona-lhe, mas o seu número está desativado, procura-a em casa, mas ela mudou-se. Desapareceu, simplesmente, nunca mais a vê, e, para todo o sempre, será como uma louca recordação, ou talvez um sonho que nunca aconteceu.
(06/09/2013)
Joaquim Rodrigues
"Vagas da vida"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Amor!
Lembras-te daqueles dias de Outono.
Que os dois, passamos juntos?
Foram dias de chuva.
Dias de vento.
Dias quentes e frios?
Percorríamos sempre.
A estrada do nosso desejo.
Os teus cabelos molhados.
Eram como um rio selvagem.
E de abraços afogados.
Tu me apertavas neles.
Ao por do sol.
Teus lábios era um doce proibido.
Nessas quentes madrugadas, apetecidas.
A noite amanhecia.
Sem que dessemos conta da noite passar.
Eu contigo derramei tanto suor.
Como se derrama vagas da vida.
E foi por lá, que meu coração ficou!
Hoje eu sei, que um dia de chuva.
É tão belo, como é, um dia de sol.
Os dois existem cada um, com sua beleza.
É Por isso, que a gente não é ninguém!
Somos só, um resto de alguém!
(16/09/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 8 de setembro de 2013
"Retalhos da Vida"
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(Joaquim Rodrigues)
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Lembranças que vão tão distantes.
Mas que sinto boa e bela sensação.
Da infância e como ela era antes.
Tão vivas ainda em meu coração.
Lembro de um lindo, e belo lugar.
Que lá tinha, meu nome gravado.
Com um jardim de rosas, de amar.
E lembro como lá, eu fui amado.
Eh! Eu ainda hoje, sinto o cheiro.
Como eu adorava aquela beleza.
Meu avô, o forno e o pão caseiro.
O pomar as frutas e tanta pureza.
Dos meus joelhos machucados.
Nas arvores trepar seus galhos.
Como era bela minha infância.
Digno de manta de retalhos.
Hoje vivo aqui, é tão diferente.
Os jardins são pedra e cimento.
Com a maldade de muita gente.
E falta de amor, no pensamento.
Meu balanço, feito com carinho.
Retalhos de uma vida de paixão.
Aos amigos abraço ou beijinho.
Fala o Joaquim com o coração.
Se te cruzares comigo eu contigo.
Te estendo amigo, a minha mão.
(Joaquim Rodrigues)
sábado, 7 de setembro de 2013
"A Distãncia"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Que longe está meu amor...
Neste mundo imperfeito...
Meu coração sente dor...
Que abala todo o meu peito...
Queria atravessar este mar...
Fosse a nado vestido ou nu...
E com amor um beijo dar...
Na tua doce boca amada Lu...
Como ficaria feliz e contente...
Te abraçar, amar, te beijar...
E falar ao coração o que sente...
Queres que te ame? Vou amar...
Minha saudade nunca mente!
(06/09/2013)
Rodrigues Joaquim...
"Encantado para a Vida"
Quando ele recebe o telefonema reconhece logo aquela voz do passado recente. Embora tivessem deixado de falar frequentemente, não a esqueceu e fica surpreendido por lhe ligar agora. Em tempos ela disse-lhe que eram um caso arrumado, no entanto volta a ligar-lhe para saber dele. Conversam um pouco, desligam e é tudo.
Passam-se alguns dias. Ele vai ao centro comercial fazer compras de final de dia e, ao virar da esquina no final de um corredor, dá com ela por acaso. Cumprimentam-se com a familiaridade de sempre, mas ele tem as mãos carregadas de sacos e ela fica ligeiramente embaraçada com a surpresa e diz que vai com pressa. Dali a pouco, ela envia-lhe uma mensagem simpática para o telemóvel.
"Gostei de te ver” – diz a mensagem dela.
“ Eu também gostei muito de te ver” - Responde-lhe ele.
É curioso, porque não se cruzam há três anos e, subitamente, parece que o destino os empurra um para o outro. Ele fica a pensar nisto sem saber bem como interpretar a coincidência. Ela fica a pensar nele, um pouco aflita, porque lhe parece que o tempo deles passou e não terão uma segunda oportunidade.
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| (Joaquim Rodrigues) |
“Porque me deixaste? “
“Porque na altura não acreditei em nós” - responde-lhe.
“E agora?”
“Agora acredito” - diz a mensagem dela.
Quando a viu pela primeira vez ficou encantado para toda a vida. Em breve, disse-lhe que era preciosa, uma raridade, que a desejava. Ela, desconsertada, acabou por admitir que o amava. Porém, a vida afastou-os e hoje ele não está convencido que ela continue a pensar o mesmo de outrora. Decide que não deve forçar nada, que se realmente for uma inevitabilidade voltarem um para o outro o destino encarregar-se-á de a trazer de volta. Pois bem, ela não está disposta a esperar pelos caprichos do destino e envia-lhe outra mensagem a convidá-lo para se encontrarem. Combinam na mesma esquina do mesmo centro comercial. Desta vez ele percebe que ainda a ama tanto como antigamente. Logo que a vê sabe que continua encantado para a vida. De modo que a abraça e a beija e percebe que tinha mais saudades do que estava disposto a admitir a si próprio, talvez para se defender de uma tristeza infinita. Mas agora tem de arriscar. Ela também tem a certeza e diz-lhe ao ouvido.
- Nem imaginas a falta que me fizeste.
- Amo-te, responde-lhe ele.
- Ainda bem, diz ela, porque não tenciono deixar que saias da minha vida novamente.
(20/08/2013)
Joaquim Rodrigues
"A luz dos meus Olhos"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Senta-te aqui a meu lado, amor!
Gostas que te conte segredos?
Sempre que eu penso em ti.
Tenho a sensação, de ver teus olhos.
Eles olham para mim, e têm um sorriso lindo.
Me faz lembrar sempre, esta paisagem.
E me dá paz, só de lembrar esse teu olhar.
A luz que vejo é do pôr-do-sol, no horizonte.
E no seu interior um mundo cheio de amor.
Um sorriso belo!
Deslumbrante, que me seduz.
Que revela uma alegria provocante.
É a primeira coisa que vejo todos os dias.
Tu és tão linda, e me faz sorrir meu coração.
Que tenho pensado, muito no amor!
(10/05/2013)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
"És tu que Controlas"
| (Joaquim Rodrigues) |
É da tua cabeça!
O cinzento não é
cor.
O frio, não é frio.
E a chuva molha
parvos.
O conformismo não
tem de ser.
O pessimismo é para
meninos.
E o difícil depende
do ponto de vista.
Resiste.
Não te deixes cair.
Tu controlas.
(Anda, és tu que
controlas)
Sabes?
A tua cabeça
comanda o teu corpo.
E o teu corpo ainda
é calor.
Alimenta-o e faz-te
há luz.
Pratica a fotossíntese.
Mostra o teu lado
solar.
E mete-o em look.
Lá por estar a
chover.
Não tens de baixar
a cabeça.
Sem lamúrias.
Não pares, insiste!
Mostra-lhe o moral
com que vens.
Um direto de
esquerda.
E acabará por ir ao
tapete.
Ele não é mais
forte que tu.
O Inverno é
psicológico.
(03/09/2013)
Joaquim Rodrigues
" Uma conversa Casual"
O rapazinho, sentado num banco público, num
jardim com vista panorâmica sobre a cidade, come um gelado ao lado do pai.
- Porque é que te
foste embora? Pergunta, entre duas lambidelas no gelado. O pai volta a cabeça para o observar. A pergunta foi feita num tom casual, como se não tivesse importância, mas apanhou-o de surpresa, deixou-o em alerta.
- Não me fui embora, responde-lhe, estou aqui contigo, não estou?
- Estás, mas já não dormes lá em casa.
- Porque agora tenho outra casa, que também é tua.
- Porque é que tens outra casa?
- Porque eu e a mãe decidimos viver assim. Às vezes, os casais preferem separar-se e ficar cada um na sua casa.
O miúdo cai em silêncio, por momentos, a absorver esta informação, enquanto continua a comer o gelado. Tem a boca suja como se a tivesse pintado de vermelho. O pai limpa-a com um guardanapo de papel.
- E vocês nunca mais vão voltar a viver juntos?
- Não, vamos viver cada um na sua casa.
- Hum, está bem. Sabes, tenho um amigo na escola que os pais dele também vivem cada um na sua casa. E ele diz que os pais discutiam muito, antes de se separarem, como vocês.
- Nós não vamos discutir mais, diz o pai.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Sente uma súbita necessidade de fumar, leva a
mão ao bolso, mas não quer fazê-lo à frente do filho e reprime o gesto. A
criança continua a falar no mesmo tom inocente, casual, mas cada frase, cada
dúvida, é como uma seta ao coração do pai, gela-lhe o sangue.
- Já não gostas da
mãe? - Gosto, mas é diferente, já não quero viver com ela e ela também já não quer viver comigo.
- E eu vou viver com quem?
- Com os dois. Uns dias ficas com a mãe, noutros comigo.
- Era mais fácil se não discutissem mais e continuassem a viver juntos, comigo.
- Assim também vai ser bom, vais ver. Terás dois quartos, vais gostar.
O filho acaba de comer o gelado. O pai volta a limpar-lhe a boca.
- Quando eu for grande e casar, não vou separar-me nunca, declara, determinado.
Nesse momento, ele vê-a ao fundo do jardim, a aproximar-se. Aponta na sua direção.
- Olha quem vem ali, diz. O miúdo reconhece a mãe, corre para ela, abraçam-se.
Vai ao encontro deles, troca umas palavras amigáveis com ela, despede-se do filho, fica a observá-los a afastarem-se. Acende então o cigarro proibido, torna a sentar-se no banco, a recapitular a conversa com o filho, a analisar a sua vida, o que fez mal, o mal que terá feito à criança, ainda que involuntariamente. Mãe e filho desaparecem do seu campo de visão e ele sente um vazio. Sabe que não haverá um recuo, não voltará atrás, mas, nesse instante, tem a sensação de ter ficado sozinho no mundo.
(01/09/2013)
Joaquim Rodriguessexta-feira, 30 de agosto de 2013
"És o meu Poema"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Leva-me até onde eu quero ir.
Quero-te tocar quero-te sentir.
Faz-me cansar esgota-me meus sentidos até ao fim.
Se quiseres, posso até morrer nos teus braços.
E me colar sem limites no teu corpo.
E ficarei assim, do princípio ao fim.
Sinto-me morrer quando estás longe.
Tu longe não te posso tocar como eu quero.
Quero-te dar o que mais desejas.
Os meus pedaços, aqueles que a distância consome.
Quero que me ilumines com a luz do teu olhar.
E me mostres algo que ninguém mais vê só eu.
Anda Mata-me! Anda, terminar o que começaste.
Porque desde que me surgiste não há dia que não te deseje.
Quero- te conhecer por dentro, lamber o suor do teu corpo.
E quero que tires de mim o que tens a tirar.
Quero-me sentir dentro de ti .
E ouvir o teu gemido sussurrante.
ÁI, eu não consigo explicar.
Hoje a minha mente viaja, em busca do teu amor.
Sinto-te aliviada de dor nesse teu orgasmo infinito.
E mandas-me continuar aquilo que estou a fazer.
E em palavras suaves nasce um amor violento.
É grande o desalento de dois corações perdidos.
E tu despertas num talento sem comparação.
Cheia de um desejo, que vivia escondido.
Sensual, erótico real nada fingido.
Tu meu amor, és o meu verdadeiro poema.
Não te vás embora agora.
Sem ti não sou eu! Sou um qualquer.
(30/08/2013)
Joaquim Rodrigues
"Amor Distante"
| (Joaquim Rodrigues) |
Existe uma cidade.
Onde há um milhão e meio de pessoas.
E outra cidade onde há!
Cinco milhões e meio de pessoas.
Mas as duas cidades.
São muito longe uma da outra.
Numa dessas cidades é verão.
E na outra cidade é inverno.
Em cada uma dessas cidades.
Há uma pessoa.
Mas essas duas pessoas.
Estão muito distantes uma da outra!
Elas as duas têm um segredo.
Um sonho! Um sonho lindo.
Nunca deixar de pensar no amor há distancia.
Assim como se cuida.
De uma planta de estufa.
(16/08/2013)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
"O Meu Poema"
| (Joaquim Rodrigues) |
Enquanto a dor não me deixa.
A dor da minha própria solidão.
Vou citando este meu poema.
Com carinho, amizade e paixão!
"Oh solidão, que me tiras meu ser.
E a toda a hora me acompanhas.
Solidão, que tanto me faz sofrer.
E de lágrimas, meu rosto tu banhas!"
23/08/2013
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
"É Irónico o Destino"
Todas as manhãs ele sai de casa bem cedo. Levanta-se muito cedo porque não consegue dormir vai há onze anos, um mês e cinco dias. Sabe exatamente quanto tempo já passou porque o conta como um encarcerado conta os dias de sua pena.
Sai para a rua e como sempre, passa na loja de fruta a comprar cerejas, se for época delas, ou laranjas, que há durante o ano inteiro. Em seguida passa pela tabacaria, cumprimenta o ancião que está atrás do balcão que lhe entrega um maço de tabaco da marca que ele fuma sem necessidade de o solicitar. Como se encontra na rua, talvez compre pão e mais alguma coisa em falta, senão regressa logo a casa.
Já em casa vai sentar-se à secretária no pequeno escritório que mantém inalterado desde que compraram o apartamento, há vinte e dois anos, sim! Já lá vai vinte e dois anos! Tal como todas as outras divisões. Recusa-se a mudar seja o que for, apesar de, a certa altura, a filha ter insistido para que o fizesse. De qualquer modo, desistiu de o convencer quando percebeu que era inútil continuar a insistir com ele.
Quando está no escritório sozinho liga sempre o computador, mas nunca chega a escrever uma única linha.
O seu editor telefona-lhe às dez a perguntar como vai o novo livro. Responde-lhe sempre o mesmo que lhe diz todos os dias desde há onze anos.
- Está a andar bem.
O último livro que ele escreveu, nessa época, foi um sucesso tal que, se editasse realmente um livro novo, seria o acontecimento literário da década. O editor sabia disso, ele tinha a certeza disso.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Faz o seu almoço, como todos os dias, qualquer coisa lhe serve, come na cozinha, e volta para o computador, e, todos os dias, invariavelmente, acaba por lhe escrever uma carta que começa assim.
- Se tu soubesses minha querida! As saudades que eu tenho de ti.
Não se conforma por lhe ter sobrevivido e, de certa forma, isso não foi o que aconteceu, pois limita-se a existir desde então.
Foi uma coisa estúpida, ela tropeçou no passeio, caiu na estrada, foi atropelada. Ele tinha-se oferecido para a levar de carro, mas ela disse que não valia a pena e ele não insistiu, pois estava lançado a escrever e não quis cortar o raciocínio.
Não há dia que não pense nisso, que deveria se ter levantado logo. Se a tivesse levado de carro, ela ainda estaria a seu lado, como deveria estar. Não se perdoa por isso.
É irónico o destino, sim, mas como é! Numa destas manhãs, ele vem a descer a rua e a pequenita que vai à sua frente pela mão da mãe, larga-a inesperadamente e foge-lhe. É um segundo decisivo. Ele salta sem pensar, empurra a criança para a mãe, e é apanhado em cheio pelo carro que não consegue travar a tempo.
Está deitado de costas no asfalto a ver o céu muito azul, a pensar que o destino é irónico, e o destino de todos nós é sim irónico! E esse é o seu último pensamento.
Passados três meses depois, a sua filha vai ter com o editor dele e entrega-lhe todas as cartas que o pai escreveu para a mãe. Descobriu-as no computador quando desmanchava a casa. São centenas e, quando forem editadas em livro, serão o acontecimento literário da década.
18/08/2013
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
"O Tango"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Com meus olhos!
Percorro o teu corpo
que dispo lentamente.
E as minhas mãos entrelaçadas
nas tuas.
Dissipam o palco, num tango.
Avanço!
Rodopio na pista
num passo de dança.
Nossos corpos balançam.
Bailemos agora um tango.
Somos dois loucos!
E, nossos passos embriagados,
Cadenciados
compassados.
São longos, rasgados.
Rasgo o teu decote
e olho os teus seios.
Isto não é passo! É dança.
Dancemos os dois,
freneticamente sós.
Unidos colados!
Entrelaçados!
Afastados? Nós?
(Num tango?)
Vamos, dancemos agora os dois.
Um tango!
(Joaquim Rodrigues)
domingo, 28 de julho de 2013
"O Sábio"
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| (Joaquim Rodrigues) |
O meu amigo Mário.
Para mim, é um sábio!
Eu, um dia perguntei.
Mário, porque se perde alguns dos nossos amigos?
Meu amigo Mário, com toda a sua sabedoria.
Me respondeu!
- Joaquim, os amigos não se perdem.
Se por vezes perdemos amigos.
É porque eles nunca foram nossos amigos.
Lembra-te de uma coisa!
Quem tem amigos, esses, são para sempre.
(28/07/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 21 de julho de 2013
"Determinação"
Ele pousa os olhos nela e observa-a com uma expressão de carinho num rosto iluminado, a extravasar de admiração. É a mulher mais determinada que conhece, e já a conhece desde miúda. Foi sempre assim, pronta a virar o mundo para alcançar o seu objetivo.
Reencontrou-a anos depois de crescerem e de terem seguido rumos diferentes que voltaram a cruzar-se. Entretanto, casara-se, tivera filhos, divorciara-se. Ele fizera um percurso semelhante. Descobriu-a tão bonita como sempre, mas amarga com a vida. O marido deixara-a a braços com as crianças, construíra uma segunda família e ignorava a primeira. Encontrou-a na rua quando voltou ao bairro da sua infância. Ela mantinha-se fiel ao lugar onde crescera. Convidou-a para um café, perguntou-lhe como ia.
- Tramada, disse ela, vocês são todos iguais, umas bestas.
- Nós, quem?
- Vocês, os homens.
- Nós somos todos umas bestas? Admirou-se.
- Exatamente, disse ela.
E ele, um pouco perdido perante aquele desabafo preso de ressentimento, disse.
- Bolas, não te vejo há anos e a primeira coisa que me dizes após nos encontrarmos, é que sou uma besta!
- E és, insistiu ela, são todos.
No entanto, telefonou-lhe dois dias mais tarde e convidou-o para outro café, sem rodeios.
- Já não sou uma besta?
- És, tal e qual, uma besta igual aos outros. Então, vamos ao café?
- Acho que não, respondeu-lhe ele, vou ficar por casa.
Ela insistiu, e, oh, se ela conseguia ser insistente.
- Pronto, eu vou, rendeu-se, só para não te ouvir mais.
- Isso mesmo, anda lá.
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| (Joaquim Rodrigues) |
“Não me vou envolver com ela, já tenho problemas de sobra.“
Mas ela continuou a telefonar-lhe, a exigir a sua atenção, ignorando as respostas negativas.
- Não podes viver sozinho o resto da vida, afirmou.
- Quem disse que não posso? Retorquiu ele, irritado, posso viver como muito bem entender.
- Então, faz como entenderes, explodiu ela, desligando-lhe o telefone na cara.
Mas voltou a ligar-lhe pouco depois para lhe perguntar:
- Não gostas de mim?
- Neste momento, não gosto muito.
Não, respondeu, levando-a a desligar novamente. Nesse mesmo dia, ela foi ao seu encontro, apanhou-o quando saía de casa.
- Porque não gostas de mim? Perguntou, furiosa.
- Que queres de mim? Respondeu ele.
- Quero que estejas comigo e que não sejas uma besta!
Ele ergueu as mãos e rosnou, exasperado. Agora, passados mais de vinte anos juntos, olha para ela a seu lado e ainda recorda essa época com perplexidade, mas, pensa com um sorriso, valeu a pena.
(21/07/2013)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 17 de julho de 2013
"A Plateia da Vida"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Na vida sempre sentimos alegrias e tristezas.
Ficar triste é um sentimento tão legítimo.
Como é a alegria.
Reclamar do medo é fácil.
Difícil é levantar a cabeça.
E fazer aquilo que nunca foi feito.
Nem sempre nos sentimos bem.
Pelo que aconteceu ao nosso redor.
Porque a felicidade foi sempre.
A combinação da sorte.
Temos é que escolher bem.
Para que a sorte nos toque.
Todas as pessoas que têm vidas interessantes.
Sempre se interessaram por quem é o oposto delas.
Nenhuma emoção é banal, se for autêntica.
O dar certo não está relacionado com o ponto de chegada.
Temos é trabalho a fazer, trabalho prazeroso.
O prazer está na invenção da própria alegria.
É do erro, que aprendemos, e surgem novas soluções.
Os erros nos ensinam, nos humanizam, nos aproximam dos outros.
Fazer o bem, nos dá felicidade, dá saúde.
As pessoas que se julgam superiores.
Esses nem conseguem olhar para o lado.
Porque têm medo de ver o seu mundo cair.
O mundo já caiu amor.
Agora só nos resta cantar e dançar, sobre os destroços.
Lembra-te que o maior inimigo é a falta de humor.
Vamos rir juntos rir muito.
Porque existe tanta tristeza, nesta nossa planeta que é a vida!
(17/07/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 14 de julho de 2013
"O Prencepesinho e a Raposa"
Noutro tempo não muito distante eles se conheceram, quase ontem, na verdade, e ele citava-lhe uma passagem d’O Principezinho a ouvir a raposa. Jurou de verdade o que sentia, e do companheirismo dela que mais desejava, tudo sentido tudo de verdade.
- Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz, dizia-lhe. E quanto mais perto for da hora, mais feliz eu me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar todo agitado e inquieto, é o preço da felicidade! Se vieres a uma hora qualquer não saberei quando hei-de arranjar meu coração, pô-lo bonito.
Mas agora acabou, já não há breve, ela já não virá a hora nenhuma, partiu de vez. Num dia muito recente ela também estava de partida, mas ele pediu-lhe.
- Não partas hoje, fica comigo esta noite.
E ela, só porque ele lhe pediu, suspendeu as responsabilidades, adiou a vida e ficou. E assim tiveram uma noite mágica, melhor do que a vida toda. Saíram pela noite, passearam de carro pela cidade, apreciando as luzes da cidade em festa, passearam por ruas movimentadas, com multidões à porta dos bares; atravessaram outras adormecidas, vendo de relance montras de lojas iluminadas. Sentaram-se a partilhar uma bebida numa esplanada à beira do rio, reparando nos navios que passavam ao longe debaixo da ponte, no reflexo prateado da Lua nas águas calmas do Douro.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Um dia, não muito distante, ela também lhe citou uma passagem d’O Principezinho. Disse-lhe.
- Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. Para ti, não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti.
Depois ele cativou-a. Mas agora ela partiu para longe e já não estará a hora nenhuma. Ela partiu com o coração vazio, e ele ficou, com o coração vazio. Ela já não esperará por ele porque a vida não permite, mas ele fica a pensar se voltares um dia, no dia anterior, já eu começarei a ser feliz.
(13/07/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"Falando de Nós"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Posso não ser aquilo que um dia.
Tu sonhaste que eu fosse.
Embora saiba que todos têm o direito de sonhar.
Mas um dia tu vais querer sonhar comigo.
E não estarei perto de ti.
Eu vou saber também que nesse dia.
Eu não vou estar nos teus sonhos!
Posso não ser o teu edredão macio.
Que te aquece do frio no inverno.
Mas uma coisa é certa.
Esse edredão não tem, o calor do meu corpo.
Posso não ser a pessoa querida, que tu mais gostas.
Mas um dia vais perceber.
Que eu poderia ser quem tu mais precisas.
Até podes colocar outro no meu lugar.
Mas outro igual a mim não terás.
Eu posso não ser em muitas coisas.
Aquilo que tu sonhaste que eu fosse.
Mas podes ter a certeza que eu nunca seria o que não sou!
Quando se ama alguém nunca se faz cobranças.
Muito menos querer mudar o jeito de ser de alguém.
Podemos sim, tentar melhorar.
Mas não mudamos como somos.
Porque se um dia eu tentasse ser.
O que tu sonhaste que eu fosse para ti.
Eu nunca poderia ser eu.
Ser a mesma pessoa que sou.
E com certeza enquanto no teu sonho.
Tu estarias a ser muito feliz.
Eu só poderia ser uma pessoa muito infeliz nesse teu sonho.
E isso não estaria certo!
(11/07/2013)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 11 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
"Vidas"
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| (Joaquim Rodrigues) |
As nossas vidas.
São como uma viagem de barco.
Subimos e descemos.
Conforme o balanço das ondas.
Mas graças à amizade, ao amor.
Esses dois fortes sentimentos.
Nunca nos deixa longe.
Distantes, no horizonte.
E quando a gente naufraga.
A amizade e o amor é a âncora.
Que nos apoia enquanto procuramos.
Um rumo novo, uma nova vida.
(09/07/2013)
Joaquim Rodrigues
"Ambiêntes"
O almoço é no jardim, à beira da piscina. Faz muito calor. As crianças aproveitam o dia na água, mergulhos, colchões, brincadeira; os adultos vigiam-nas. Sentada um pouco à parte, ela observa o ambiente, sentindo-se uma intrusa. É jovem, bonita, divorciada. Os homens casados rondam-na, cautelosos, conversam com ela, dispensam-lhe delicadezas sem exageros, vêm e vão, embora não faça nada para os incentivar. As suas mulheres concedem-lhe apenas uma atenção educada, de cerimónia, mas percebe que não gostam da sua presença, estão desconfiadas, sussurram ao longe, lançando olhares mal disfarçados na sua direção. Acham, talvez, que é um mau exemplo, pensa divertida, preferiam que não tivesse vindo.
Há pouco tempo, ainda casada, sentia-se perfeitamente nestes ambientes, casais, todos amigos, um dia bem passado. Mas, de repente, ela é a curiosidade dos homens, a ameaça das mulheres. O almoço decorre sem problemas, pensa, sorrindo para dentro, nenhuma atitude antipática, nenhuma frase agressiva. É apenas convenientemente ignorada pelas mulheres, quando as conversas se separam e eles embalam em considerações sobre as contratações futebolísticas para a nova época.
A dona da casa, sua amiga, convidou-a para que se distraísse, para a tirar de casa, disse-lhe, mas ela não se sente integrada no grupo, sente-se pouco à vontade, aborrecida e arrependida por ter vindo.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Onde estiveste? Perguntam-lhe.
- Num almoço com o inimigo, responde-lhes, fazendo um esgar irónico.
Deixa-se cair numa cadeira, desembaraça-se das sandálias, suspira, pede um copo e conta-lhes o almoço. As amigas divertem-se com o relato que lhes faz, riem-se das outras com aberto desprezo. Dali a pouco, aparecem dois conhecidos das amigas e convidam-nos a sentar-se à mesa. Ela nota que usam aliança, nada que os impeça de ficar, evidentemente. Mais um jarro de sangria, conversa animada, jogo de sedução. Ela observa-os e lembra-se delas, ainda há minutos, a rirem-se das outras, as do almoço. Já se esqueceram, já estão noutra, mas, pensa, fossem estas casadas e a conversa seria diferente, tal e qual como as do almoço, que sussurravam, hostis, na sua direção. De modo que fica mais um pouco e depois despede-se e sai com um sorriso na cara, a pensar que aqueles quatro quase nem repararam que se foi embora.
(06/07/2013)
Joaquim Rodrigues
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