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domingo, 16 de junho de 2013

"O Casamento"


Sobe os degraus da escadaria da igreja aos dois e dois e pára subitamente na entrada. Veio debaixo de um Sol escaldante e sente o misericordioso ar fresco do interior da igreja bater-lhe no rosto afogueado. Chegou há pouco de fora, regressado da cidade, e entrou no café logo que desceu da camioneta. Mas estranhou por estar tão vazio a um domingo de manhã. Disseram-lhe.
- Então não sabes quem se casa hoje?
Não sabia.
- Está toda a gente lá para a igreja, acrescentaram.
De modo que recebeu a notícia como um murro no estômago e saiu disparado do café. Veio sempre a correr, terrivelmente angustiado, mas agora que parou à porta da igreja não sabe o que fazer. Sai do Sol flamejante que se reflete nas paredes caiadas e imerge na penumbra da igreja. Demora uns segundos a habituar-se à luz mortiça.
Ao fundo, como que pressentindo a sua presença, ela vira-se. Está defronte do altar, ao lado do noivo. O padre suspende a palavra. O noivo volta-se também. Os convidados espreitam por cima do ombro. Ficam todos em suspenso.
Partiu há três meses depois de uma discussão. Foi à procura de trabalho na cidade, apesar de ela se opor. Não queria que ele partisse, pois tinha a certeza de que, se fosse, nunca mais voltaria. No entanto, ele voltou, já com o emprego assegurado, determinado a casar-se com ela e a levá-la consigo.

(Joaquim Rodrigues)
Reparando que estão todos os olhos postos em si, avança pelo corredor central, mais uma vez sem pensar. A escassos metros do altar, o noivo salta em frente para o impedir de se aproximar. Empurra-o, dizendo-lhe.
 - Vai-te embora.
Ele tenta forçar a passagem, sempre com os olhos postos na noiva. O noivo, desesperado, estica o braço para o esmurrar, mas falha o alvo. Os convidados precipitam-se para os separar. Ele grita por ela. A confusão generaliza-se e o padre procura furar por entre o tumulto com o intuito de recuperar a ordem, debalde. O noivo ameaça-o de morte, ele chama por ela.
Nisto, um grito agudo e prolongado paralisa a igreja. Voltam-se todos na direção da noiva e cai um silêncio. Ela retira-se para a sacristia tentando por ordem naquilo, e diz-lhe.
 - Por favor entra aqui comigo.
Abrem-se alas e ele passa. Daí a pouco, sai e vai sentar-se, cabisbaixo, no banco da primeira fila. Ela chama o noivo e este entra na sacristia com ela também. Quando saem, a noiva conferencia com o padre e, de seguida, retoma o seu lugar no altar, anunciado aos convidados que o casamento vai prosseguir, só que, afirma, com outro noivo.
Ouve-se um bruaá de espanto. O noivo dispensado retira-se com a família e a cerimónia é retomada. À saída da igreja, os recém-casados descem sob uma chuva de arroz e palmas. E a festa continua pelo dia fora, pela noite dentro.

(15/06/2013)
Joaquim Rodrigues

"Para Ti" (HD) Joaquim Rodrigues


"Falando da Amizade"

(Joaquim Rodrigues)
Amizade é sentir.
Um enorme carinho.
Por alguém que gosta de nós.
É nosso amigo.
É saber escutar esse amigo.
Porque ele nos escuta também.
 
Amizade é sabermos nos calar.
No momento certo.
Quando é preciso.
É juntar todas as nossas alegrias.
E corrermos de mãos dadas juntas.
E em qualquer direção.
 
É ajudarmos a deitar fora.
Todas as nossas tristezas.
É sabermos respeitar.
O espaço um do outro.
Quando isso é necessário.
 
Amizade é guardar.
Todos os segredos que nos contam.
Porque nossas histórias de vida.
Nos são como algo sagrado.
E sentir confiança nessa amizade.
Para falar há vontade.
 
Amizade é sentir.
Que a mão que nos é estendida.
É sincera, é uma cumplicidade.
Que não dá para explicar.
É algo que nos faz viver feliz.
Muito feliz!
 
Amizade é uma coisa muito séria.
Que eu adoro, que eu amo.
Hoje deu-me uma enorme vontade.
De falar sobre Amizade.
 
(16/06/2013)
Joaquim Rodrigues

"Esqueci de Viver" (HD) Joaquim Rodrigues

 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Teu Olhar"



O teu olhar meu bem!
É como um sonho para mim.
Como uma noite de luar.
Um luar sem fim.
Esse teu olhar ilumina-me.
O teu sorriso acende em mim.
Esta paixão, por tudo isso!
Quero navegar nos teus desejos.
E desenhar o teu rosto para sempre.
 Em meu coração.
Quero ser o culpado de realçar.
O brilho dos teus olhos.
E afastar de vez toda esta solidão.
Que tem tomado conta de nós.
Quero navegar no teu dia-a-dia.
Quero tudo isso e muito mais.
Deixa eu te fazer feliz.
E ser a tua riqueza, um amor sem fim.
Um amor terno, o teu amanhecer.
E tu serás o meu sol, a luz do meu querer.
O meu céu deixa-me navegar no teu mar.
E para todo sempre te amar?!
 
(14/06/2013)
Joaquim Rodrigues

quinta-feira, 13 de junho de 2013

"Há sempre um Amanhã" (HD) Joaquim Rodrigues


"Amanhã"

(Joaquim Rodrigues)
Eu hoje falo-te no dia de amanhã.
Para que nunca te aches mais que os outros.
Pois tudo o que é demais é sobra.
E tudo o que sobra vai para o lixo.
Qual é a tua dúvida sobre o dia de amanhã?
Eu não tenho duvidas para amanhã.
Eu amanhã vou querer beijar a tua boca.
Vou saciar todos os meus desejos.
E vou matar as saudades que sinto do teu corpo.
Eu sei como vai ser o amanhã.
O amanhã sempre nos reserva tantas coisas boas.
Coisas que a gente hoje não pode duvidar.
Se tu queres saber qual a visão secreta do amanhã.
Fecha agora os teus olhos.
E deseja um abraço meu, um abraço bem forte.
Hoje abre o teu coração.
Amanhã tu voltarás abrir, não te vai custar nada.
Tu sabes que o dia de amanhã, só pertence a Deus.
Lembra-te que não à bem que sempre dure.
Nem há mal que nunca acabe.
A única preparação do amanhã.
É usarmos corretamente o dia de hoje.
 (12/06/2013
Joaquim Rodrigues


domingo, 9 de junho de 2013

"Nossa História" (HD) Joaquim Rodrigues


" A História"


Há uns meses atrás, um certo dia, ela pediu-lhe que escrevesse uma história onde ela se podesse ver nela, a sua história. Ele no momento logo pensou que talvez ela o estivesse obrigar a escrever a história mais difícil que até ali conseguiu escrever, e se a vida dela, dava uma história de vida, ela não prometeu narrar a mesma, de maneira que o desafio é escrever uma história a partir do nada, de um ecrã de computador em branco, sem qualquer ideia senão as palavras dela a ressoarem no seu pensamento.
 - Escreve-me uma história.
Ele coça a cabeça, embaraçado. Está no emprego, a roubar tempo ao trabalho e a pensar.
  “Por que raio é que ela me pede que lhe escreva uma história se não sou escritor e não escrevo nada de jeito?”
Ele não quer dar-se como derrotado, mas, ao fim de uma hora sentado ao computador, começa a sentir-se desesperado, sem uma ideia decente. E, no entanto, mantém-se determinado em escrever algo que a faça feliz. Então, lembra-se que pode comprar-lhe um ramo de flores e escrever-lhe umas palavras bonitas num cartão. Não será a história que lhe pediu, mas espera compensar a sua incapacidade com as flores.
Olha para o relógio, o dia está a acabar e verifica que tem pouco tempo antes de a florista fechar. Agarra no casaco e vai-se embora, com pressa, antes da hora de saída. Quando chega, a porta já está fechada. Espreita pelo vidro, não vê a florista, mas há um rapaz a varrer a loja. Bate no vidro, o rapaz apoia-se indolentemente na vassoura, faz-lhe sinal de que já fecharam, recomeça a varrer.
 

Volta a bater, o rapaz olha para fora, aborrecido, lá se decide a arrastar os pés até à porta, abre. Pede-lhe para lhe vender um ramo de flores. Responde-lhe que só está ali para varrer e não sabe nada de flores. Pensa que também não percebe nada de histórias e tem uma para escrever.
 - Vamos improvisar, afirma, acenando-lhe com uma nota de vinte.
O rapaz rola os olhos, contrariado, guarda a nota no bolso, convida-o a entrar.
No autocarro, coloca o ramo de flores no lugar livre ao seu lado e concentra-se no cartão com uma caneta na mão. Um homem, de pé no corredor, desequilibra-se com uma guinada do condutor e aterra em cima do ramo de flores. O homem olha para ele com um sorriso culpado, antes de voltar a levantar-se.
Senta-se num banco público, na rua, desanimado. O ramo de flores arruinado está enfiado no caixote de lixo ali ao lado. Ela está à sua espera para jantar e não tem nada para lhe oferecer. Nem história nem flores. Subitamente, surge-lhe uma ideia e percebe que já tem a sua história!
Quando ela abre a porta oferece-lhe uma garrafa de náufrago com uma folha enrolada no interior. Ela retira a folha e lê a história que ele escreveu e que começa assim.
"As vicissitudes de um pobre apaixonado para agradar, à namorada."
Depois de ler, abraça-se a ele, emocionada.
- É uma história bonita, afirma, melhor do que ficção e melhor do que um ramo de flores.
Ele sorri, aliviado, até ela acrescentar.
- Querido estive a pensar numa coisa.

(09/06/2013)
Joaquim Rodrigues

sábado, 8 de junho de 2013

"Voar" (HD) Joaquim Rodrigues


"O que eu Quero"


Eu só quero.
Poder acordar todos os dias.
E saber que tu estás a meu lado.
Para me aquecer.
Enquanto lá fora o dia é gelado.
Só quero que me acordes aos beijos.
E me cubras de abraços e carinhos.
Eu só quero poder acordar.
E olhar o teu lindo rosto deitado.
Sob meu travesseiro.
E o observar todo dia.
Quero poder tomar o café-da-manhã.
Contigo deitado na cama.
Em dias chuvosos.
E cobertos pelo nosso édredon.
Vamos assistindo Televisão.
Eu só quero cometer loucuras contigo.
E adormecer cansado junto a ti.
Eu só quero sorrir.
Olhando para o teu sorriso.
E me encantar.
E me perder no brilho dos teus olhos.
Te beijar, te abraçar.
Eu só te quero comigo.
Eu quero-te abraçada a mim.
 “08/06/2013”
Joaquim Rodrigues

"O meu Filme" (HD) Joaquim Rodrigues


"Despedida"

(Joaquim Rodrigues)
Depois de o comboio partir, de ela ter ido, depois do derradeiro beijo com a máquina já em movimento, ele fica ali, na estação, ainda uma hora, a despedir-se dela, a pensar nela com a saudade deixada a pairar na memória do seu perfume, do último abraço. Fica ali, preso à nostalgia da partida, a tomar um café com o cais de embarque à vista, observando outros casais que se separam com os comboios que seguem viagem e outros que se reúnem com os comboios que chegam. Para trás ficam umas férias encantadas, só os dois, juntos, com aquela sensação feliz de perenidade que perdurou enquanto, nos braços um do outro, garantiam que era para sempre sem se quererem lembrar de que era só por uns dias.
Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados. Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer: “Telefona-me quando lá chegares.”

(08/06/2013)
Joaquim Rodrigues

sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Classico" (HD) Joaquim Rodrigues


"Lembranças"


Eu quando acordo de manha.
Tu és o meu primeiro pensamento do dia.
Vou logo a correr, te procurar.
Como não te vejo, quase morro de agonia.
Sou dependente do teu amor.
Porque o teu beijo me vicia.
Longe um do outro, sinto dor.
Quero-te a meu lado quero-te todo dia.
Se não gostas de te arrepender.
Escolhe viver a vida, a rir e a cantar.
Afinal como teria sido, como ia ser?
Não passes tua vida, a perguntar.
Tenho dias que penso com o coração.
Ele manda vai, corre atrás dela.
Mas logo minha cabeça entra em ação.
Vai acontecer a mesma esparrela!
 (07/06/2013)
Joaquim Rodrigues

terça-feira, 4 de junho de 2013

"Mais que Amiga"

(Joaquim Rodrigues)
Não podemos negar nossa linda amizade.
És minha amiga como eu sou teu amigo.
O que de melhor os dois fazemos é continuar assim.
Continuar amigos um do outro, tu comigo eu contigo.
 
Se achas que eu sou pessoa difícil, e sofres fala não mente.
Juro que nunca quis te magoar, nunca foi minha intenção.
Eu sou assim, tenho defeitos como toda gente.
Pensa nisso, é dificil eu mudar meu coração.
 
Meu modo de ser, nunca vai mudar não posso.
Mas por ti, pelo nosso amor, posso até dar um jeito.
Mas estou cheio de dúvidas, o mundo não é nosso.
Só sei que quero ficar contigo, ser teu amigo de peito.
 
Como eu queria continuar nossa relação linda e feliz.
E deixar o destino escolher, anda vamos conseguir.
Vamos continuar nosso caminho como combinamos, me diz.
Precisamos ficar aqui, trocar ideias falar, ser feliz, nos ouvir.
 
(04/06/2013)
Joaquim Rodrigues

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"Voar" (HD) Joaquim Rodrigues


"Amiga"

(Joaquim Rodrigues)

Minha amiga.
Tu que passaste pela minha vida.
Te riste de todas, as minhas brincadeiras.
E até choraste das minhas tristezas.
Sempre estiveste presente comigo.
Enquanto outros estavam longe.
Tu foste aquela a quem eu confessei.
Todos os meus segredos.
Que me fizeste vencer todos os meus medos.
Amiga, eu não te esqueço!
Foi muito tempo que me confortaste.
E até me ensinaste a seguir o meu caminho.
Mas um dia chegou a hora, da tua partida.
Eu não tive tempo para me despedir de ti.
Como eu mais queria.
Agora espiritualmente voltas-te.
E nem um beijo meu levou.
Hoje vivo recordando.
As tuas últimas palavras.
Que me deixaste a sorrir.
A falta da tua presença me faz sentir.
Que a vida não tem tanta cor.
Amiga a vida sem ti perdeu a cor.
Não é possível ignorar.
Todas estas saudades que sinto.
Saudades que ficou no teu lugar.
Minha amiga Querida!
Deus te deu asas de anjo para voar!
E tu voaste.
Mas tenho a certeza que um dia.
Nos vamos reencontrar no Céu.
Num qualquer cantinho do Céu!
(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues

domingo, 2 de junho de 2013

"Minha" (HD) Joaquim Rodrigues


"Encruzilhada"


- É como diz a canção, afirma ele com uma ponta de ironia, - não quero falar de como me partiste o coração.
Ela sorri com um ar culpado.
 - Isso foi no início do Verão, lembra-o, agora estamos quase no fim.
No início do Verão eles zangaram-se e ela deixou-o especado nesta mesma praia. Não voltaram a ver-se até ela lhe telefonar.
- E o teu marido? Pergunta-lhe, subitamente.
 - O que tem?
- Continuas casada com ele, certo?
- Certo, confirma ela, irritada com a pergunta.
- O teu marido, de quem tu não gostas, insiste, à laia de comentário.
Ela encolhe os ombros.
- Sempre foi cómodo para ti que eu fosse casada.
- No princípio, talvez, depois deixou de ter graça, replica. Quando tens de voltar para casa?
 - Amanhã, ele volta amanhã de Lisboa.
- Hum, Resmunga ele.
E, de repente, já caíram de novo no assunto que os separou. Ontem à noite, em casa, ela surpreendeu-se a observar o marido. Ele a ver televisão, despreocupado, ela a fingir que lê um livro, a espreitá-lo pelo canto do olho, com um turbilhão na cabeça. Acabou de confirmar que está grávida. E não ama o marido. Na realidade, não suporta a ideia de continuar a viver com ele. Mas são duas notícias demasiado fortes e custa-lhe ter essa conversa. Chega a abrir a boca, mas não lhe sai nada, não tem coragem. De modo que decide marcar o encontro na praia e deixar para depois a conversa com o marido.


Estão sentados na praia enquanto o Sol desaparece. O Outono está a chegar, ela afunda os pés descalços na areia para aproveitar o calor acumulado durante o dia. Puxa a saia com as duas mãos, esticando-a abaixo da curva dos joelhos para tapar as pernas dobradas, prende o cabelo atrás da orelha com um gesto nervoso. Quer contar-lhe, tem de lhe contar, foi para isso que veio.
 - Vais continuar com ele?
- Não, vou deixá-lo.
- Quando?
 - Digo-lhe quando chegar de Lisboa.
Ele remete-se ao silêncio e ela pensa que não é bom sinal.
- Estou grávida, ouve-se dizer.
Ele volta a cabeça, espantado.
  - Como?!
- Estou grávida, repete.
- E vais deixá-lo agora?!
Ela, aflita, com os olhos marejados, pensa que ele vai achar que fez de propósito, que é uma armadilha.
  - O filho não é dele, anuncia.
- Não é dele? Gagueja, então, quer dizer.
Ela faz que sim com a cabeça. Ele demorou o seu tempo a encaixar a notícia, mas, ao fim de uns minutos, passa-lhe o braço por cima dos ombros e pergunta-lhe com um sorriso.
 - Já pensaste num nome para ele?
E ela, tremendamente aliviada, fecha os olhos um segundo e, finalmente, volta a respirar.
- Quem te disse que é um rapaz?
- Porquê, tens mais alguma novidade de choque para me dar?
Ela ri-se.
- Não, diz, pode muito bem ser um rapaz.

(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues

sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Amo-te"



Amo-te.
Antes e depois de todos os acontecimentos.
Nesta profunda e imensidade do meu vazio.
E em cada lágrima dos meus pensamentos.

Amo-te.
Mesmo quando os ventos fortes assobiam.
Ou todas aquelas sombras que me fazem chorar.
Nesta extensão infinita dos tempos.
Até a região onde os silêncios moram.

Amo-te.
Em todas as transformações que a vida tem.
Em todos os longos caminhos do medo.
Nesta angústia, nesta vontade perdida.
E nesta dor que se mexe em segredo.

Amo-te.
Porque não paro de sentir.
Em tudo aquilo, que estás presente.
Neste olhar dos astros que te alcançam.
E em tudo que me faz sentir tua ausência.

Amo-te.
Desde o dia que os dois, criamos nossas águas.
As águas que nos apagava nosso fogo.
Desde antes do nosso primeiro sorriso.
E da nossa primeira mágoa.

Amo-te.
Perdidamente.
Mesmo antes desta grande neblina.
E até depois do universo cair em cima de mim.
Mas suavemente.

Amo-te.
Porque existe um corpo, olhos, boca, mãos.
Existe um toque, um beijo, uma sensação.
Um sabor, um cheiro, a realização.

Todos os nossos planos, o futuro.
O futuro ao alcance das nossas mãos.
A felicidade!

Amo-te
Meu anjo!
Um anjo, que me encantou.

(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Porque Choras?" (HD) Joaquim Rodrigues


"Não nasci para Todos"


"O que devo Fazer? Te Amo" (HD) Joaquim Rodrigues


"Não te Incomodes"



Já tantas mágoas esqueci.
Eu, que nunca a verdade, quis ver.
Para iludir-me até fingi.
A tua maldade não ver.
 
Acredita, te desejo felicidade.
Muito amor, e muita saúde.
Não me dou com a falsidade.
Que tu julgas, ser virtude.
 
Se és feliz dessa maneira.
Fica lá com a tua razão.
Assim Deus permita, Deus queira.
Que um dia, me peças perdão.
 
Podes ficar sossegada.
Não volto a falar contigo.
Não te quero incomodada.
Tudo de bom, meu desejo de amigo.
 
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues

quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Nada Mais" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Poema do meu Pai"

(Joaquim Rodrigues)
“Pai, faz-me um poema para mim?
Queria  oferecer, a uma amiguinha da minha turma.”
 
“Claro que sim, meu filho! Como te posso dizer que não?!
Olha, eu vou escrevendo, e tu vais dizendo se gostas.”
 
Um dia, lá para o Inverno,
Quando o céu cedo escurecer.
Vou trocar contigo,
Os meus lápis de côr.
 
“É esse o poema? Só assim?!
Que palermice, obrigado!
Não te incomodo mais.
Hoje estás sem inspiração, já vi!”
 
“Espera! Não me deixaste concluir.”
 
Se de ti receber nos meus olhos.
A cor linda dos teus,
Para contrariar a luz...
Que vai faltando à tarde!
 
“Ah, assim está muito melhor!
Obrigado, meu pai, até logo”
 
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Carta dos Dias Perdidos" (HD) Joaquim Rodrigues


"Um Inesquecivel Momento"


Está sentada no largo cadeirão de cabedal gasto, o seu favorito, na sala. Tem as pernas recolhidas sob si, puxa as calças do pijama para tapar os pés descalços, distraidamente, sem tirar os olhos da página que lê. Mas logo fecha o livro no colo, tendo um pensamento súbito, talvez sugerido pela leitura, levanta os olhos e observa-o a ler o dele, sentado no outro sofá.
- Nunca mais serei aquela que um dia fui, murmura.
Ele levanta os olhos do livro, surpreendido. Vê que o contempla com um olhar melancólico e Sorri-lhe, ela sorri-lhe de volta, acentuando a melancolia na sua doce expressão.
- Que disseste? Pergunta ele.
- Estava a pensar que, depois de ti, nunca mais serei aquela que um dia fui. Diz, como se fosse uma consciencialização de algo que sabia mas nunca ponderou, e que agora a atinge, reveladoramente. Ele sorri-lhe ainda, desconfiado do seu pensamento.
- Algum arrependimento de última hora? Pergunta ele.
Ela sorri-lhe ainda mais, com uma secreta euforia de felicidade, porque está com ele e é tudo o que deseja, apesar de ser ainda um pouco irreal. Abana a cabeça.
- Nenhum arrependimento, afirma, pelo contrário.
- Ah, bom, diz ele, agora assustaste-me.

(Joaquim Rodrigues)
Ela ri-se e a curta gargalhada ecoa na sala de escassa mobília, que tanto trabalho lhes deu e, no entanto, continua a parecer vazia. Mudaram-se há quase uma semana e é a primeira noite que sossegam, que pegam num livro, que não estão sempre a falar.
- Lê o teu livro, estava só a pensar alto, diz ela, voltando a abrir o seu no colo, esperançada que ele não se renda à leitura. Ele recomeça a ler, mas não consegue voltar a concentrar-se nas palavras. Desiste, pergunta-lhe.
- Mas porque pensaste isso? O que queres dizer?
- Não te preocupes, foi um pensamento bom, responde-lhe, satisfeita porque ele não aguentou nem um minuto em silêncio.
- Mas, pensaste alto, agora explica-me, insiste ele.
Ela vê-o um pouco preocupado e isso agrada-lhe, dá-lhe segurança, entende-o como um sinal de que gosta dela e não a quer perder. Mas quer sossegá-lo.
- Está bem, diz, eu explico, estava a pensar que só nos conhecemos há uns meses e já me mudaste para melhor. Estou feliz e nunca mais serei a mesma. Percebes agora?
- Sim, diz ele, mais descansado.
- Acho que é importante pensarmos nas coisas que nos fazem felizes, acrescenta ela, eu pensei nisto agora e tenho a certeza de que nunca mais me vou esquecer deste momento, aqui contigo.
- Como a chuva a cair-nos no rosto numa tarde quente, diz ele a brincar.
- Isso mesmo, concorda, séria. Ele levanta-se, aproxima-se, fá-la levantar-se, abraça-a, e diz-lhe.
  - Tens razão, sabes? Também não me vou esquecer deste momento, nunca mais.

(28/05/2013)
Joaquim Rodrigues

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Quero Viver" (HD) Joaquim Rodrigues


"Só há uma Vida"



As palavras são como falsos.
Desde que as promessas os desonram!
Elas tornam-se de tal maneira impostoras.
Que me repugna servir-me delas.
Para provar que tenho a minha razão.
 
Afinal aprendemos.
Que é difícil traçar uma linha reta.
Ser amigo, e não ferir sentimentos.
Mas ao mesmo tempo.
Lutar pelos nossos ideais valores.
E pelas coisas em que acreditamos na vida.
 
Podemos facilmente perdoar.
Uma criança que tem medo do escuro.
A real tragedia da vida.
É quando um homem tem medo da Luz.
 
Há três coisas na vida.
Que nunca voltam atrás.
A flecha lançada.
A palavra pronunciada.
E a oportunidade perdida.
 
(29/05/2013)
Joaquim Rodrigues

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"Boa noite Tristeza" (HD) Joaquim Rodrigues


"Existência"

(Joaquim Rodrigues)
 
Sempre existe um motivo.
Nas nossas vidas.
Para acharmos.
Que não fomos bons.
O suficiente.
 
E que se torna por vezes.
Uma batalha perdida.
No final de cada episódio.
De nossas vidas.
 
Durante a nossa vida.
Conhecemos pessoas.
Que vêm, E que ficam.
Outras que vêm e passam.
 
Existem aquelas.
Que vêm e ficam.
E depois de algum tempo.
Se vão.
 
Mas existem aquelas.
Que vêm e se vão.
Mas com uma.
Enorme vontade de ficar!
 
(26/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"A Minha é a tua Escolha" (HD) Joaquim Rodrigues


domingo, 26 de maio de 2013

"Um Amor Urgênte"


Ele sai do prédio onde ela vivia! Um pouco desorientado. Acabou de saber pela vizinha dela que já não a apanhou. Chega à rua e procura um táxi. Mas não vê nenhum. Vem um autocarro e entra sem pensar, mas logo percebe que não tem passe nem moedas para pagar o bilhete. Discute com o motorista, diz-lhe que é uma urgência, o homem olha para ele espantado.
  - Que tipo de urgência? Pergunta.
  - Uma urgência de amor! Exclama, um pouco mais alto do que pretendia, mas a aflição e a irredutibilidade do motorista levam-no a quase gritar.
  - Ó, meu amigo, urgências dessas são todos os dias! Replica o homem, ou paga o bilhete ou sai.
- Tem multibanco? Pergunta, já desesperado.
O motorista oferece-lhe uma daquelas expressões de falta de paciência. Ele ergue as mãos, como se pedisse desculpa.
- Só perguntei, diz.
O motorista força um sorriso, como que a chamar-lhe parvo. Várias mãos estendem-se na sua direção, mãos de passageiros solidários que lhe oferecem moedas. Agradece-lhes muito, paga, percorre o corredor do autocarro com um sorriso embaraçado de gratidão. Tenta o telemóvel, nada. O autocarro é demasiado lento. Olha para o relógio, tem quarenta e cinco minutos, no máximo. Olha pela janela e vê um táxi vazio que acompanha o autocarro. Faz-lhe sinais com as mãos, mas o taxista não o vê. Dali a pouco estão os passageiros todos a acenar ao táxi. O homem vê-os, encosta no primeiro sinal, ele grita ao motorista para abrir a porta, o motorista grita de volta que só na próxima paragem, os passageiros gritam ao motorista, este encolhe os ombros. Salta do autocarro mais à frente e entra no táxi.
  - Para o aeroporto por favor rápido, indica.
 
(Joaquim Rodrigues)
Já só tem trinta minutos. O aeroporto está mesmo ali à frente, a um quilómetro, mas o trânsito não avança. Decide sair e correr. Já só tem quinze minutos. Entra no aeroporto com falta de ar. Chega ao controlo dos bilhetes, explica.
 - Por favor preciso de falar com uma passageira que já entrou, é uma urgência.
O segurança diz que não pode passar, indica-lhe um balcão onde poderá pedir para chamarem a pessoa pelos altifalantes. Faltam cinco minutos. Não chegou a tempo. Cansado e desiludido, com a camisa toda molhada de transpirado senta-se a uma mesa no bar, ainda afogueado, desmoralizado e com ar triste. No entanto, levanta a cabeça e ali está ela.
  - Não partiste?
  - Não, depois da vergonha que me fizeste passar, responde-lhe, a sorrir.
Ele também sorri.
  - Desculpa.
No derradeiro minuto, arrancou o microfone à funcionária e fez-lhe uma declaração de amor que foi ouvida em todo o aeroporto. Ela avisou que já não partia e saiu da sala de embarque debaixo de uma salva de palmas e assobios felizes.
- Não podia deixar-te partir assim, diz ele.
Ela abana a cabeça, desconcertada.
  - O que vou fazer contigo?
  - Fica comigo o resto da vida, diz, e logo saberás.

(26/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Obrigado" (HD) Joaquim Rodrigues


sábado, 25 de maio de 2013

"Eu Vi a Mão de Deus"

(Joaquim Rodrigues)

 
Eu olhei! E vi a mão de Deus.
Ela parecia estar em toda parte.
No Sol, no Ceu, no horizonte.
No sorriso das pessoas.
Que cruzavam por mim.

Para tudo que eu olhei, eu vi uma luz.
O que parece ter chamado atenção.
Era uma mão muito iluminada.
Aquela mão dava paz, a quem a merecia.
A quem fazia o bem.

Uma mão, que se desviava.
De quem mentia, de quem culpava.
Sinto pena, poucos a terem visto.
Mas ela estava ali, tão pertinho de mim.
E em toda a parte.

Nas águas, nas árvores, nos pássaros.
Que por aqui passaram, e em tudo.
Do mais vulgar que havia.
Mas parecia falar?  Ama sempre.
Faz o bem, e receberás o bem!


Uma mão incrivelmente linda.
E poderosa! Trouxe vida.
A quem por ali andava. Eu vi!
Poucos a viram mas a mão está por perto.
Está em toda a parte.
 

E vai dando sua graça com prazer.
A todos que acreditam nela.
Em todo o lado eu vi, a mão de Deus!
 (25/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Um Sorriso Apaixonado" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Sorriso"


Ele foi sozinho passar alguns dias de férias a um país estrangeiro, que no seu caso, sempre representa uma aventura assinalável, porque sempre o fez acompanhado! Mas desta vez não deu, foi mesmo só! Há mais de 20 anos sempre tivera um interesse especial em conhecer aquele país, só o conhecia pela televisão, e até aí bastava-lhe. Meteu-se ao caminho e lá foi ele apanhar o transporte que o levaria ao sonho de 20 anos. E desta vez o faria distanciar de sua casa mais de 6000 Km. De modo que se deixou ir atrás de uma curiosidade nova, e decidiu conhecer outro país que não o seu. Escolheu-o sem critério. Dado que desconhecia o mundo todo, pensou que qualquer um lhe servia para começar.
E agora ali está ele, na capital de um país distante, pasmado com uma pirâmide de vidro. À sua frente tem um museu e decide entrar. Aguarda na fila, compra o bilhete, percorre as salas com quadros de pintores célebres de que nunca ouviu falar. Há um pequeno, que todos querem ver e mostra o retrato de uma mulher com um sorriso enigmático. Não percebe por que motivo esse quadro atrai tanta gente, mas fica preso à ambiguidade daquele sorriso tímido. Sente uma vontade irresistível de comentar o assunto com alguém, olha em redor, à direita está uma mulher da sua idade.
 - É estranho o sorriso dela, diz, parece que não estava nada interessada em ser retratada.

(Joaquim Rodrigues)
A mulher olha para ele, um pouco espantada. Não percebeu o que disse, mas depois começa a falar numa língua desconhecida. Nenhum dos dois compreende o que o outro diz, mas de repente ela cala-se, encolhe os ombros e oferece-lhe um sorriso encantador que o deixa rendido.
Estão sozinhos numa cidade estranha, desamparados, sem saberem falar a língua local, mas aquele sorriso aberto é suficiente para se entenderem. Ambos precisam de companhia e continuam juntos pelo museu fora, comentando por gestos o que veem. À saída ele vira-se para ela e pergunta-lhe.
 - Quer vir comigo tomar um café?
Ela percebe a palavra café, sorri-lhe de novo com aquela expressão que o cativou na primeira vez.
 - Café, ok! Responde.
Descobrem uma esplanada e sentam-se a uma mesa, felizes por estarem juntos, divertidos com a comunicação errática, procurando maneiras imaginativas de se fazerem entender. E desde esse dia e durante os dias que se seguem não se largaram mais, bastando-lhes sempre um sorriso quando a língua falhava.

(07/09/2012)
Joaquim Rodrigues

"Um Anjo" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Anjo"



Um dia me chamaste de anjo.
E eu, me senti no céu!
Imaginei que tinha umas asas enormes!
E com carinho te abraçava com elas.
E, te protegia de todos os teus medos.
 
E eu, ao teu lado me sentia um herói!
Um herói orgulhoso por ser teu protetor.
Por te ter ali junto a mim.
Que foi sempre o que mais desejei!
 
E assim finalmente te olhar nos olhos.
Te tocar quando eu quisesse.
Te dar todo meu carinho, te beijar.
Afinal eu gosto de viver abraçado ao amor.
 
Mas minha querida amiga, minha amada.
Tens que aprender também a saber.
Que os anjos também fraquejam como tudo na vida!
Fraquejam porque têm coração como todos os seres vivos!
 
Os anjos também amam minha querida.
Os anjos também fraquejam.
Tanto vestem a capa de heróis que são suas asas.
Como se deixam cair, e ficam à mercê do coração!
 
Mas hoje quero-te lembrar que te adoro!
Adoro quando me chamas de teu anjo!
Me arrepia, eu fico como paralisado.
Sem saber o que te responder!
 
Eu tenho tanta coisa para te dizer!
Mas penso que vai chegar o dia!
De te apertar num abraço.
E te chamar de minha querida.
 
Tenho pensado tanto como é preciso aprender.
E saber perder, saber ouvir, e não responder!
Prefiro ficar calado quando não quero dizer o que penso.
Do que ter que falar e não te dizer nada.
 
Mas por favor nunca pares de me chamar anjo.
adoro que me toques com palavras, mexe comigo.
E lembra-te sempre que um homem.
Quando fica calado perante uma mulher.
É porque tem muita consideração por ela!
 
(19/12/ 2012)
Joaquim Rodrigues

"Fragil" (HD) Joaquim Rodrigues


"Escolhas Erradas"


Quando sinto a noite chegar.
E aquela brisa do mar, a me envolver.
De ti sempre me irei lembrar.
E não tenho teus braços, para me aquecer.
 
Vou-me sentir muito triste e até só.
Me lembrando de todos, nossos bons momentos.
E envolvido nesta minha tristeza, de dar dó.
Me lembrarei da felicidade daqueles tempos.
 
Agora sei, como era feliz e não sabia.
E mesmo assim, te mandei embora.
Só me resta apenas, este vazio, agora.
 
E seguir a minha vida com lembranças.
Vou pedir a Deus felicidade.
Que deitei fora, e só colhi tempestade, não bonanças.
 
(24/05/2013)
Joaquim Rodrigues