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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Evie" (HD) Joaquim Rodrigues


                                                               (Joaquim Rodrigues)

"Amor, ou Paixão"


(Joaquim Rodrigues)
A Paixão é um fogo que nos aquece o peito.
Que arde por dentro, nos inflama, e satisfaz.
 Nos leva ao delírio, e nos mexe, nossa alma.
Nosso corpo, nossa mente, mas ferir, ela é capaz.
 
Enquanto o amor, é como uma brisa matinal.
É o que precisamos, uma estrada de ternura.
Nos dá carinho, afeto, aquele fogo essencial.
Nos trás prazer, toda fonte, da felicidade pura.
 
A paixão se torna como uma ação, devastadora.
 Enquanto o amor nos faz feliz, é um encantamento.
A paixão é perigosa, roí por dentro, nos deixa marcas.
Mas o amor não! Nos dá vida, nos alivia, o sofrimento.
 
A paixão como ela é, nem sempre nos leva ao amor.
 E nem sempre no amor, existe paixão.
Mas os dois juntos teimam, em nos confundir.
Com tudo o que tem de belo, a sua sedução.
 
Eu procuro, em todos meus sentimentos, me equilibrar.
Seja na paixão, no amor, no carinho, ou nas emoções.
Mas como gosto de viver, amo a vida, e de me enlaçar.
Vou amando com paixão, e me entrego sem restrições.
 
(29/04/2013)
 Joaquim Rodrigues

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"Terra Prometida" (HD) Joaquim Rodrigues

  
                                                               (Joaquim Rodrigues)

"Longa Jornada"


Passados aqueles anos todos, ali estão os dois, sentados no bar da praia numa tarde soalheira de Outono a tomar uma bebida, ensimesmados num silêncio cúmplice, a contemplar o mar embravecido. Ele dá consigo a refletir na longa jornada que tem sido a sua vida. Pensa em tudo o que passaram, e não foi pouco, nas longas noites de vigília quando os filhos adoeceram, no nascimento dos netos, na luta diária da sua carreira profissional. Recorda as aflições e as inúmeras situações em que teve a sensação de que não haveria saída para os problemas. O acidente do filho, a altura em que perdeu o emprego. Mas o filho recuperou e até já casou e já lhe deu dois netos; e o emprego que conseguiu a seguir revelou-se bem melhor do que aquele que tinha.
Lá em baixo na areia, à beira-mar, uma gaivota porfia com outra por um bocado de pão e ele assiste distraído ao bater de asas das aves pelo seu pedaço de sobrevivência. Curiosamente, repara, tem mais dificuldade em lembrar-se das piores alturas do que das boas recordações. Supõe que a memória tem tendência para apagar as tormentas do passado, enquanto as coisas boas perduram com uma certa nostalgia. São momentos felizes que passou sem se aperceber então de como eram valiosos.

(Joaquim Rodrigues)
A mulher, que o acompanha há décadas e que teve de conquistar vezes sem conta ao longo de anos porque ela vacilava, duvidando do seu amor, proporciona-lhe um misto de desafio e determinação.
Ainda agora sabe que não pode viver sem ela, que conta com o seu apoio como sempre contou nas épocas mais complicadas. Hoje, tem a sensação de que enfrentaram juntos tudo o que havia para ultrapassar e isso reforçou a sua união, transmite-lhes um sentimento de intimidade e de sucesso.
No mar, um surfista solitário é engolido por uma onda, enrolado pela água na rebentação, emerge em segundos por entre a espuma. Ele admira-lhe a força da juventude com uma pontinha de inveja. Em tempos, também entrou no mar com uma prancha. Já lá vão os anos em que experimentava os desportos que lhe dava na gana. Sorri com um pensamento ufano, considerando que a vida nos atropela a cada instante, mas há sempre uma saída, graças à nossa extraordinária capacidade de resistência.
O Sol vai descendo lentamente no horizonte, pintando o céu em tons de laranja, de uma beleza única, arrebatadora. É uma hora romântica. Põe os olhos na mulher, sentada ao lado, bebendo um chá com as mãos em concha para aproveitar o calor da chávena. Ela sente-se observada, volta a cabeça, estende-lhe a mão, segura a dele, oferece-lhe um sorriso tranquilizador e, nesse instante, ele sabe que está tudo bem e não há motivo para preocupações.

  (09/11/2013)
Joaquim Rodrigues

"Quando entras-te na minha vida" (HD) Joaquim Rodrigues


                                                                  (Joaquim Rodrigues)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"O Risco"

(Joaquim Rodrigues)

Quem tem sentido de humor.
Só pode ser uma pessoa feliz.
Embora rir, corra algum risco.
O de ser apontado de tolo, de louco.

Existem muitos outros riscos.
Exemplo! Para quem chora.
Pode ser acusado de sentimental.
Cumprimentar é se envolver.
 
Já desabafar nossos sentimentos.
É também correr sério risco.
Mostramos tudo o que somos.
Tudo o que sentimos.
 
Ao defender nossos sonhos.
Nossas ideias, e pensamentos.
Também correremos alguns riscos.
O de perder pessoas amigas.
 
Amar, é correr um sério risco.
De não ser correspondido.
Quanto ao vivermos.
O risco é termos um dia de morrer.
 
Confiar, é arriscar nos dececionarmos.
Como ser valente, o risco é de fracassar.
Por tudo isso, o melhor que fazemos.
É deitar fora os riscos, porque o maior risco.
É nunca na vida, ter arriscado nada.
 
"11/11/2013"
(Joaquim Rodrigues)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Um Dia Perfeito" (HD) Joaquim Rodrigues


"A Lei"


(Joaquim Rodrigues)
Não existe amor neste mundo.
Igual ao que eu sinto, por ti.
Sinto o coração moribundo.
Desde o momento, que eu te vi.
 
Dizem, para que te não queira.
Porque os teus olhos, é traição.
Ensinem-me por favor, a maneira.
Como se dá leis, ao coração!
 
(Joaquim Rodrigues)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Doce Amargo" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Casamento"



Já passaram quinze anos, que casaram (oficialmente) mas passados todos estes anos, eles sempre se casavam um com o outro, voluntária ou involuntariamente, várias vezes por dia. Esta semana, quando os dois voltavam ao fim da tarde a casa de carro do passeio do costume há beira-mar, ela penteava-se e deu por uns cabelos soltos, entregou-os a ele para os deitar pela janela do carro.
 - Tive ciúmes que alguém pudesse apanhar os teus lindos cabelos, e dei-lhes um beijinho e atirei-os ao vento, disse-lhe.
- Agora tenho eu ciúmes que alguém apanhe o cabelo com os beijinhos teus.
Casaram um com o outro nesse momento. Já tinham casado cinco vezes entre o parque e a praia. Casar é o que acontece quando duas pessoas descobrem que, por estarem a fazer ou terem feito uma coisa grande ou pequena, e se sentem que são as duas únicas pessoas no mundo. Todas as outras pessoas não podem fazer parte daquele prazer. Aquele prazer só é possível para duas pessoas concretamente, para ele e para ela.

(Joaquim Rodrigues)
À volta deles iam se casando muitas outras pessoas, casavam-se mais por eles estarem de fora, Juntamente com todas as outras. Às vezes somos nós os espectadores. Vemos outras pessoas a casarem-se.
 Pararam o carro com o mar em frente, e viram um homem a rir-se, leva uma mulher a rir-se nos braços pelo mar adentro e não a deixa cair até ela pedir. Há cuidado, medo de desiludir, proteção, ternura e vontade de agradar.
Depressa eles perceberam que estão a rir-se juntos, de uma coisa a que só eles acham graça, que é rirem-se os dois de uma mesma coisa.
  - Casas comigo hoje, meu amor?
 - Caso hoje, e todas as vezes que tu quiseres, Vez após vez.
E abraçaram-se mesmo ali, beijaram-se com todo o carinho, e voltaram a chamar o mundo para eles. Voltaram a casar.

(03/11/2013)
Joaquim Rodrigues

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"Evie" (HD) Joaquim Rodrigues


"Um Desastre ao Jantar"


Por ser muito importante para o futuro de suas vidas, escolheram os dois jantar fora e falarem tudo o que tinham para falar. Não podiam demorar muito mais tempo. Ela, com o seu ar desempoeirado e impertinente, de nariz arrebitado, soltou um provido chorrilho de imprecações que lhe provocou um grande embaraço. Ficou quedo e mudo, lívido, incapaz de uma réplica à altura. Depois, ela levantou-se e saiu de cabeça erguida, deixando-o a jantar sozinho, com a sensação de ter em redor o restaurante dividido entre os olhares femininos de condenação pousando sobre si e as expressões compassivas dos seus pares masculinos. Sendo um restaurante de luxo, caiu um silêncio espantado perante o escândalo, seguido de um lento retomar das conversas em sussurros contidos, depois que ela, erguendo-se de rompante e atirando o guardanapo de pano para cima da mesa, deixou a sala com um passo determinado. Ele olhou em redor com um sorriso forçado, comprometido, como que dizendo
"mulheres, que fazer?".
Logo enfiando os olhos no prato para não ter de encarar ninguém. O empregado, discreto, apaziguador, veio perguntar.
 - O senhor deseja mais vinho?

(Joaquim Rodrigues)
- Sirva, sirva, respondeu, descoroçoado, e pode retirar esse lugar, acrescentou, apontando discretamente para o prato à sua frente, no outro lado da mesa.
- Com certeza, disse o empregado, num murmúrio de respeito.
 "Que barraca, pensou, envergonhado, tomando uma golada valente de vinho, mas eu mereci, eu mereci, e acompanhou esta reflexão com um menear de cabeça carregado de fatalidade, um encolher de ombros resignado, gestos inconscientes de quem não se apercebe que está a sublinhar os pensamentos com expressões corporais, como se falando com alguém.
Era aquilo o culminar espetacular de quatro semanas de romance, um mês de paixão desabrida, sem moderação, falando-se já de um casamento urgente, de um futuro para sempre. Enfim, o afeto vivo, avassalador, esfumou-se nele como um pavio curto, enquanto ela, exultante de entusiasmo, planeava já a festa, a lista dos presentes, o padre! Aborreceu-se, quis libertar-se, sacudir o apuro em que se via, convidou-a para jantar fora num ambiente requintado, de cerimónia, acreditando que haveria só uma reação de tristeza contida.
  “ Qual quê, uma explosão indignada, foi o que foi! Bem feito, censurou-se, para aprender a não ser esperto e a ser mais corajoso. Acabou o vinho, pediu a conta, levantou-se e foi andando para a saída com o vil peso da derrota sobre os ombros.

(24/10/2013)
(Joaquim Rodrigues)

"Olá" (HD) Joaquim Rodrigues


"Alma"

(Joaquim Rodrigues)
Quando de manhã eu acordo, penso logo em ti.
E logo sinto o meu coração se erguer de alegria.
Uma alegria estonteante.
Como as estrelas do céu cheias de vontade de abraçar o planeta.

E todo o meu corpo é como uma semente do bem.
Uma harmonia entre o meu espirito e a minha alma.
Eu sei que os nossos caminhos podem ser imperfeitos.
Mas o que importa isso?

Lembra-te que o céu é azul, e lá há estrelas.
O céu sempre brilhou para nos completar.
É como as flores que sempre iluminaram o amor.
E sempre nos deu uma corrente, uma energia pura.

Sempre nos faz unir eternamente.
Penso em nós os dois entrelaçados num apaixonado beijo.
Envolvidos os dois, neste perfume da alma, que nos consome.
E nos faz unir nosso sangue há vida.

Como sempre nos deu esperança pausada, em sonhos, e paz.
Amar-te-ei sempre, como um eterno enamorado.
Os meus carinhos te aquecerão todos os dias, todos os momentos.
E ao leres os meus versos, os que eu escrevo, serão para ti.
Senti-os, como a mais linda história de amor, que tu já algum dia leste.
 
(24/10/2013)
Joaquim Rodrigues

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

"Amantes"


(Joaquim Rodrigues)

Hoje ficamos o dia em casa.
Sós desligamo-nos de tudo, dispensamos roupa.
contei todas as curvas do teu corpo nu. e nelas me perdi.
Ama-mo-nos em todo lado da casa.
Rebolamos no chão, trepamos as paredes 
E respiramos exaustos.
 
Somos duas almas unidas, só tu e eu existimos.
Se é verdade o amor ser cego, os dois somos cegos de amor.
Os dois nascemos para o amor para unir o teu e o meu corpo.
Eu beijo-te com todo o meu prazer.
Provei o sabor da tua língua, 69 vezes,
 Beijos magoados, e nos magoamos mais e mais.
 
Não fomos prisioneiros um do outro.
Somos livres,
Hoje libertamo-nos do mundo.
Para nos ligar ao nosso instinto animal
Ao nosso amor.
Rende-mo-nos ao nosso cansaço.
E morremos no nosso quente, e cúmplice leito.

Abro os olhos e lá estás tu.
Rosto deitado na minha almofada.
E um sorriso atrevido que eu adoro.
Sorriso malicioso desafiando a continuar.
E logo tudo voltou ao princípio.
 
Novamente o amor voltou, rolou pelo chão.
Nas paredes, ao som da tua música preferida.
A música que, passou a ser a minha.
O meu corpo atravessa o teu corpo.
E tu recebes dele a minha presença.
Tudo o que tu mais desejavas dele.
 
E tu serena, te entregas ao meu pecado.
Eu, beijo os teus lindos e saborosos seios.
Tu gemes de prazer.
O teu gemer dá-me vontade de te fazer mal.
De te apagar o fogo ardente que queima teu corpo.
Como eu adoro-te ver gemer meu amor.
 
Vou descendo pelo teu corpo.
Decidido apagar o fogo da tua carne.
O fogo que te queima o teu prazer.
Decidido desço sem medo ao teu vulcão já em erupção.
E nele me perco até me queimar.
Afinal, tu me fizeste prisioneiro do amor.
Desse teu vulcão, jorrando lava, mas que eu extingui.
 

(12/10/2013)
Joaquim Rodrigues

"Desculpa parece ser a palavra mais dificil" (HD) Joaquim Rodrigues


terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Apaixonado"

(Joaquim Rodrigues)

Ontem à noite, eu passei há tua porta.
Não te vi. mas escorreguei e caí na lama!
Como era já, a uma hora morta.
Pensei com seria tão bom, ter caído na tua cama!

Tinha-te dado muito, mas muito amor.
Que há muito, eu te desejo dar.
Sinto um aperto no coração que me causa dor.
Sinto muitos desejos, eu quero te beijar.
 
Passei na tua rua, para te dar uma flor.
Comprei-a numa loja na tua rua.
Como não te pude entregar guardei-a.
Quando a quiseres meu amor ela é tua.

Este poema é um, um pouco infeliz.
Mas se quiseres, podes contar ao mundo.
 Quem o escreveu, quem o mandou.
Diz que foi um louco apaixonado, que sempre diz.
Que foi há muito tempo, por ti se apaixonou.
 
(14/10/2013)
Joaquim Rodrigues

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"O Reencontro" (HD) Joaquim Rodrigues


"Uma Surpreendente Paixão"


Há muito tempo, ela tem um segredo que não lhe conta. Porém, esse segredo impede-a de continuar com ele e, assim, contra toda a certeza do seu instinto, abandona-o miseravelmente com a alma num pranto. Escorraça-o sem um pingo de piedade, sem um sinal de compaixão. Diz-lhe que não o ama, não o quer, que a deixe de uma vez. Ofende-o com a insensibilidade que desmente os seus verdadeiros sentimentos, contraria tudo o que ela o deixou pensar na última semana de arrebatamento, vira costas e afasta-se, entra no comboio que a levará a casa, senta-se à janela com uma primeira lágrima a escorrer-lhe pelo rosto.
Ele fica no início do cais, incrédulo, a vê-la subir para a carruagem. E ela não se atreve sequer a espreitar por cima do ombro, receando não se conter e saltar do comboio e correr para os seus braços. Ele espera pelos primeiros solavancos tímidos dos vagões, enfia as mãos resignadas nos bolsos do casaco e retira-se, enfim, indo em direção à saída da estação.
Ela tem algumas horas de viagem para se recompor, limpa os olhos marejados de uma mágoa surpreendente. Pergunta-se como foi possível apaixonar-se em cinco dias. Era só uma semana de trabalho bastante atarefada, reuniões e debates num agradável hotel à beira-mar. Sabe que foi irresponsável, que se deixou ir sem pensar. Sabe que não devia ter dado aquele passeio pela praia, que não devia ter ficado a conversar com ele à lareira, na sala, nem, finalmente, ter subido ao quarto na sua companhia.
Pensa no marido, na filha pequena, diz a si própria que tudo não passou de um desvario, de um deslize que vai calar fundo e jamais se repetirá. Sente-se aliviada por não lhe ter contado que era casada e por não lhe ter dado nenhum contacto pessoal. Procura convencer-se de que voltará à sua rotina normal e esquecer. No entanto, já vai no fim da viagem e continua a não encontrar uma explicação razoável para o sentimento tão forte que teve por ele, que tem, como nunca teve por ninguém. Não o verá mais, supõe, fora de questão, não pode, mas parece-lhe tremendamente injusto que seja assim.

(Joaquim Rodrigues)
Dois anos depois, ele fuma um cigarro sentado na explanada do costume com vistas para o Mar. É um dia de Outono um pouco cinzento, são muitos os dias que ele gosta de sentar ali apreciando os sons característicos e exuberantes, que as ondas do mar fazem ao bater nas rochas, o mar lhe dá a paz que precisa.
Ela hoje é uma mulher divorciada seu casamento nunca mais foi o mesmo desde que eles se deixaram de ver. Foram muitas as vezes que pensou nele que o procurou, mas nunca o encontrou, desistiu.
Nas suas costas ele ouve vozes femininas, pessoas que acabam de chegar ao bar, mas não dá importância, contínua com olhar profundo a fumar o seu cigarro a imaginar como é sobrenatural a força que o mar tem.
Ela depois de sentada com a sua melhor amiga muda de cor como quem desfalece, amiga preocupada pergunta.
- Estás bem?
Ela abana a cabeça afirmativa, mas a emoção a faz passar a mão na cara para limpar a lágrima que escorre no seu rosto, amiga volta a perguntar.
 - Então? O que se passa contigo? Queres ir embora?
Ele ao ouvir a conversa das suas vizinhas de esplanada deixa por minutos de olhar o mar e volta-se para trás. E quando os seus olhos se encontram, ficam ali se olhando por segundos sem forças, sem palavras, frente a frente, olhos, nos olhos.
- Ok, já percebi tudo, responde amiga.

(13/10/2013
(Joaquim Rodrigues)