O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
"Existência"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Sempre existe um motivo.
Nas nossas vidas.
Para acharmos.
Que não fomos bons.
O suficiente.
E que se torna por vezes.
Uma batalha perdida.
No final de cada episódio.
De nossas vidas.
Durante a nossa vida.
Conhecemos pessoas.
Que vêm, E que ficam.
Outras que vêm e passam.
Existem aquelas.
Que vêm e ficam.
E depois de algum tempo.
Se vão.
Mas existem aquelas.
Que vêm e se vão.
Mas com uma.
Enorme vontade de ficar!
(26/05/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 26 de maio de 2013
"Um Amor Urgênte"
Ele sai do prédio onde ela vivia! Um pouco desorientado. Acabou de saber pela vizinha dela que já não a apanhou. Chega à rua e procura um táxi. Mas não vê nenhum. Vem um autocarro e entra sem pensar, mas logo percebe que não tem passe nem moedas para pagar o bilhete. Discute com o motorista, diz-lhe que é uma urgência, o homem olha para ele espantado.
- Que tipo de urgência? Pergunta.
- Uma urgência de amor! Exclama, um pouco mais alto do que pretendia, mas a aflição e a irredutibilidade do motorista levam-no a quase gritar.
- Ó, meu amigo, urgências dessas são todos os dias! Replica o homem, ou paga o bilhete ou sai.
- Tem multibanco? Pergunta, já desesperado.
O motorista oferece-lhe uma daquelas expressões de falta de paciência. Ele ergue as mãos, como se pedisse desculpa.
- Só perguntei, diz.
O motorista força um sorriso, como que a chamar-lhe parvo. Várias mãos estendem-se na sua direção, mãos de passageiros solidários que lhe oferecem moedas. Agradece-lhes muito, paga, percorre o corredor do autocarro com um sorriso embaraçado de gratidão. Tenta o telemóvel, nada. O autocarro é demasiado lento. Olha para o relógio, tem quarenta e cinco minutos, no máximo. Olha pela janela e vê um táxi vazio que acompanha o autocarro. Faz-lhe sinais com as mãos, mas o taxista não o vê. Dali a pouco estão os passageiros todos a acenar ao táxi. O homem vê-os, encosta no primeiro sinal, ele grita ao motorista para abrir a porta, o motorista grita de volta que só na próxima paragem, os passageiros gritam ao motorista, este encolhe os ombros. Salta do autocarro mais à frente e entra no táxi.
- Para o aeroporto por favor rápido, indica.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Por favor preciso de falar com uma passageira que já entrou, é uma urgência.
O segurança diz que não pode passar, indica-lhe um balcão onde poderá pedir para chamarem a pessoa pelos altifalantes. Faltam cinco minutos. Não chegou a tempo. Cansado e desiludido, com a camisa toda molhada de transpirado senta-se a uma mesa no bar, ainda afogueado, desmoralizado e com ar triste. No entanto, levanta a cabeça e ali está ela.
- Não partiste?
- Não, depois da vergonha que me fizeste passar, responde-lhe, a sorrir.
Ele também sorri.
- Desculpa.
No derradeiro minuto, arrancou o microfone à funcionária e fez-lhe uma declaração de amor que foi ouvida em todo o aeroporto. Ela avisou que já não partia e saiu da sala de embarque debaixo de uma salva de palmas e assobios felizes.
- Não podia deixar-te partir assim, diz ele.
Ela abana a cabeça, desconcertada.
- O que vou fazer contigo?
- Fica comigo o resto da vida, diz, e logo saberás.
(26/05/2013)
Joaquim Rodrigues
sábado, 25 de maio de 2013
"Eu Vi a Mão de Deus"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Eu olhei! E vi a mão de
Deus.
Ela parecia estar em toda parte.
No Sol, no Ceu, no horizonte.
No sorriso das pessoas.
Ela parecia estar em toda parte.
No Sol, no Ceu, no horizonte.
No sorriso das pessoas.
Que
cruzavam por mim.
Para tudo que eu olhei, eu vi uma luz.
O que parece ter chamado atenção.
Era uma mão muito iluminada.
Aquela mão dava paz, a quem a merecia.
A quem fazia o bem.
Uma mão, que se desviava.
De quem mentia, de quem culpava.
Sinto pena, poucos a terem visto.
Mas ela estava ali, tão pertinho de mim.
E em toda a parte.
Para tudo que eu olhei, eu vi uma luz.
O que parece ter chamado atenção.
Era uma mão muito iluminada.
Aquela mão dava paz, a quem a merecia.
A quem fazia o bem.
Uma mão, que se desviava.
De quem mentia, de quem culpava.
Sinto pena, poucos a terem visto.
Mas ela estava ali, tão pertinho de mim.
E em toda a parte.
Nas águas, nas árvores, nos pássaros.
Que por aqui passaram, e em tudo.
Do mais vulgar que havia.
Mas parecia falar? Ama sempre.
Faz o bem, e receberás o bem!
Uma mão incrivelmente linda.
E poderosa! Trouxe vida.
A quem por ali andava. Eu vi!
Poucos a viram mas a mão está por perto.
Está em toda a parte.
E vai dando sua graça com prazer.
A todos que acreditam nela.
Em
todo o lado eu vi, a mão de Deus!
Joaquim
Rodrigues
"O Sorriso"
Ele foi sozinho passar alguns dias de férias a um país estrangeiro, que no seu caso, sempre representa uma aventura assinalável, porque sempre o fez acompanhado! Mas desta vez não deu, foi mesmo só! Há mais de 20 anos sempre tivera um interesse especial em conhecer aquele país, só o conhecia pela televisão, e até aí bastava-lhe. Meteu-se ao caminho e lá foi ele apanhar o transporte que o levaria ao sonho de 20 anos. E desta vez o faria distanciar de sua casa mais de 6000 Km. De modo que se deixou ir atrás de uma curiosidade nova, e decidiu conhecer outro país que não o seu. Escolheu-o sem critério. Dado que desconhecia o mundo todo, pensou que qualquer um lhe servia para começar.
E agora ali está ele, na capital de um país distante, pasmado com uma pirâmide de vidro. À sua frente tem um museu e decide entrar. Aguarda na fila, compra o bilhete, percorre as salas com quadros de pintores célebres de que nunca ouviu falar. Há um pequeno, que todos querem ver e mostra o retrato de uma mulher com um sorriso enigmático. Não percebe por que motivo esse quadro atrai tanta gente, mas fica preso à ambiguidade daquele sorriso tímido. Sente uma vontade irresistível de comentar o assunto com alguém, olha em redor, à direita está uma mulher da sua idade.
- É estranho o sorriso dela, diz, parece que não estava nada interessada em ser retratada.
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| (Joaquim Rodrigues) |
Estão sozinhos numa cidade estranha, desamparados, sem saberem falar a língua local, mas aquele sorriso aberto é suficiente para se entenderem. Ambos precisam de companhia e continuam juntos pelo museu fora, comentando por gestos o que veem. À saída ele vira-se para ela e pergunta-lhe.
- Quer vir comigo tomar um café?
Ela percebe a palavra café, sorri-lhe de novo com aquela expressão que o cativou na primeira vez.
- Café, ok! Responde.
Descobrem uma esplanada e sentam-se a uma mesa, felizes por estarem juntos, divertidos com a comunicação errática, procurando maneiras imaginativas de se fazerem entender. E desde esse dia e durante os dias que se seguem não se largaram mais, bastando-lhes sempre um sorriso quando a língua falhava.
(07/09/2012)
Joaquim Rodrigues
"O Anjo"
Um dia me chamaste de anjo.
E eu, me senti no céu!
Imaginei que tinha umas asas enormes!
E com carinho te abraçava com elas.
E, te protegia de todos os teus medos.
E eu, ao teu lado me sentia um herói!
Um herói orgulhoso por ser teu protetor.
Por te ter ali junto a mim.
Que foi sempre o que mais desejei!
E assim finalmente te olhar nos olhos.
Te tocar quando eu quisesse.
Te dar todo meu carinho, te beijar.
Afinal eu gosto de viver abraçado ao amor.
Mas minha querida amiga, minha amada.
Tens que aprender também a saber.
Que os anjos também fraquejam como tudo na vida!
Fraquejam porque têm coração como todos os seres vivos!
Os anjos também amam minha querida.
Os anjos também fraquejam.
Tanto vestem a capa de heróis que são suas asas.
Como se deixam cair, e ficam à mercê do coração!
Mas hoje quero-te lembrar que te adoro!
Adoro quando me chamas de teu anjo!
Me arrepia, eu fico como paralisado.
Sem saber o que te responder!
Eu tenho tanta coisa para te dizer!
Mas penso que vai chegar o dia!
De te apertar num abraço.
E te chamar de minha querida.
Tenho pensado tanto como é preciso aprender.
E saber perder, saber ouvir, e não responder!
Prefiro ficar calado quando não quero dizer o que penso.
Do que ter que falar e não te dizer nada.
Mas por favor nunca pares de me chamar anjo.
adoro que me toques com palavras, mexe comigo.
E lembra-te sempre que um homem.
Quando fica calado perante uma mulher.
É porque tem muita consideração por ela!
(19/12/ 2012)
Joaquim Rodrigues
"Escolhas Erradas"
Quando sinto a noite chegar.
E aquela brisa do mar, a me envolver.
De ti sempre me irei lembrar.
E não tenho teus braços, para me aquecer.
Vou-me sentir muito triste e até só.
Me lembrando de todos, nossos bons momentos.
E envolvido nesta minha tristeza, de dar dó.
Me lembrarei da felicidade daqueles tempos.
Agora sei, como era feliz e não sabia.
E mesmo assim, te mandei embora.
Só me resta apenas, este vazio, agora.
E seguir a minha vida com lembranças.
Vou pedir a Deus felicidade.
Que deitei fora, e só colhi tempestade, não bonanças.
(24/05/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
"A Varanda do Hotel"
Foi há muito, muito tempo, mas ele lembra-se como se fosse hoje desse episódio fugaz que o marcou indelevelmente a vida. De tempos a tempos ainda regressa ao hotel onde a conheceu, já não com a esperança de a reencontrar, embora, no fundo, persista a fantasia de imaginar como seria se desse com ela tantos anos depois. Faz hoje exatamente dez anos que se conheceram na larga varanda onde serviam refeições leves. Lembra-se de ter fechado os olhos protegidos pelos óculos escuros, deleitado com o Sol quente do final desse Inverno, e, ao reabri-los, ter reparado que ela se sentara à mesa do lado. Sorriu-lhe, ela retribuiu. Era uma mulher bonita e o seu cabelo, de um amarelo quase branco, fulgia com o reflexo da intensa claridade do dia. Acendeu um cigarro, estendeu-lhe o maço, ela rejeitou educadamente.
- Obrigado, não fumo, disse.
Comentou que era agradável aproveitar aquela varanda num dia soalheiro. Ela concordou. Continuou a falar. Não era o seu género meter conversa, muito menos sair-se bem, mas estava inspirado, eloquente, bem-disposto, fê-la rir-se com gosto. À frente deles estendia-se um extraordinário jardim desenhado à tesoura, com sebes geometricamente recortadas. A conversa fluiu pela tarde, continuou durante um passeio tranquilo pelo jardim florido, acabou de novo na varanda com o Sol mortiço, uma chávena de chá. E, no final do dia, ficaram com a sensação de se conhecerem há muito. Convidou-a para jantar, ela recusou.
- Hoje não posso, disse, mas talvez amanhã, se nos encontrarmos aqui.
- Combinado, respondeu, entusiasmado.
- Combinadíssimo, reforçou ela, sorridente.
No entanto, no dia seguinte não compareceu ao encontro e, ainda hoje, ele não sabe porquê. Não estava hospedada no hotel e não havia forma de a localizar, perdeu-lhe irremediavelmente o rasto. Contudo, ficou sempre aquela impressão de se entenderem perfeitamente, de natural cumplicidade. Agora, sentado à mesma mesa, na mesma varanda do hotel, fecha os olhos e imagina que, ao reabri-los, como seria ao descobri-la sentada ali ao lado como na primeira vez. Isso não acontece, evidentemente. Mais tarde, ao sair do hotel, cruza-se com uma mulher de cabelo loiro quase branco no preciso momento em que o empregado o chama, trazendo uma chave esquecida, e ele, voltando-se para o homem, não dá atenção ao vulto que passa por trás de si. Ela também não lhe vê o rosto e não o reconhece de costas. Ele vai-se embora e ela vai sentar-se na varanda, à mesma mesa de sempre, onde, por vezes, gosta de aproveitar o sol e imaginar como seria se ele aparecesse de repente e retomassem a conversa como se não tivessem passado dez anos.
(10/03/2013)
Joaquim Rodrigues:
"Tu Consegues"
Tu vais conseguir com o tempo, tudo o que queres.
E vais perceber também, que para se ser feliz.
Com uma outra pessoa.
Tu precisas em primeiro lugar, não precisares dela.
Percebes também, que aquele alguém que tu amas.
Ou achas que amas, mas que não quer nada contigo.
Definitivamente não é a pessoa da tua vida.
Tu vais aprender a gostar de ti, a cuidar de ti.
E principalmente gostar de quem também gosta de ti.
O segredo é não correr atrás das borboletas.
E sim cuidar do teu jardim, para que essas borboletas.
Venham até ti no final de contas.
Tu vais encontrar quem estás procurando, tenho a certeza.
Como vais encontrar, quem está procurando por ti!
EH! Eu acredito, que tu vais conseguir encontrar o que queres.
Mas por favor, tens que aprender primeiro a gostar de ti.
(22/05/2013)
Joaquim Rodrigues
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