O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
"Contigo"
Meu desejo de hoje, e sempre.
É o desejo, que eu sempre quis!
Enrolar-me todo, no teu corpo.
E contigo, me sentir, feliz.
Assim, usaremos nossos corpos.
Nossas bocas, nossas mentes.
Quero que de mim, tomes conta.
Te enroles em mim, me experimentes.
E tu, cheia de vontade, e querer.
Me beijas, e mostras vontade louca.
Eu mexo com teu vício, com teu ser.
Quero estar contigo, quero tua boca.
(25/04/2013)
Rodrigues Joaquim
" Eu "
Tenho um amigo que me perguntou,
Onde eu ia buscar toda a minha inspiração .
Para escrever em meu blogue,
(AMOR E CARINHO)
Eu, respondi…
- Escrever é esquecer...
A literatura é a maneira…
Mais agradável de ignorar a vida…
A música embala…
As artes visuais animam…
As artes vivas como a dança…
E a arte de representar, entretêm…
A primeira porém afasta-se da vida…
Por fazer dela um sono…
As segundas, contudo não se afastam da vida…
Umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais…
Outras porque vivem da mesma vida humana…
Não é o caso da literatura…
Essa simula a vida…
Um romance é uma história…
Mas um poema é a expressão de ideias…
Ou de sentimentos de linguagem que ninguém emprega…
Pois que ninguém fala em verso…
Eu me encarrego de dar vida a tudo!
É isso mesmo que vou tentar fazer aqui!
(25/04/2013)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 24 de abril de 2013
"Mundo Novo"
Se todos nós fôssemos contabilizar todas as paixões desta vida, os ódios os amores, os grandes sobressaltos, as comoções, os transtornos, os arrebatamentos e os arroubos, os momentos de terror que passamos da esperança, os ataques de ansiedade e de ternura, a violência dos desejos, os acessos de saudade e as elevações religiosas! E se as somássemos todas numa só sensação, não seria nada comparada com o peso bruto da irritação. Passamos mais tempo nas nossas vidas a gastarmos nosso coração, a sermos irritados, do que em qualquer outro estado de espírito.
Apaixonamo-nos uma vez na vida, odiamos duas, sofremos três, mas somos irritados pelo menos vinte vezes por dia. Mais que o divórcio, mais que o despedimento, mais que ser traído por um amigo, a irritação é a principal causa do «stress». E logo de mortalidade da nossa existência. É a torneira que pinga e o colega que funga, a criança que bate com o garfinho no rebordo do prato, a empregada que se esquece sempre de comprar maionese, a namorada que não enche o tabuleiro de gelo, o namorado que se esquece de tapar a pasta dentífrica, a nossa própria incompetência ao tentar programar o vídeo, o homem que mete cinco euros de gasolina e pede para verificar a pressão dos pneus, a mania de pôr o pacotinho vazio de açúcar debaixo da chávena de café, a esferográfica do jornalista! É por estas e por outras que as pessoas se suicidam. E têm toda a razão.
É nos engarrafamentos, Nas filas do supermercado ou do multibanco, no cinema atrás do cabeçudo que não nos deixa ver, ou levamos com o irritante mastigar das pipocas durante todo o filme, no autocarro cheio de gente, que somos diariamente irritados.
Há-de reparar que as pessoas que mais nos irritam são as que estão à nossa frente. São estas as pessoas que demoram, que levam horas a tirar o porta-moedas para pagar o táxi, que insistem em passar um cheque para comprar um quilo de cebolas e uma embalagem de liquido para lavar a loiça, que se mexem na cadeira e desembrulham rebuçados durante a cena mais dramática do filme, que têm um tempo de reacção ao semáforo verde de aproximadamente 360 segundos, que pagam as contas da água, da luz e do telefone no Multibanco, levando o tempo que acha que tem direito, sem nunca se importar de quem está a trás de si, como se fosse dono da maquina? Que se esquecem de tomar banho antes de usar um transporte público e depois insistem em esfregar-se contra quem tomou. Parabéns ao nosso novo mundo.
(24/04/2013)
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 23 de abril de 2013
"Amada e Doce"
Como sinto que longe de mim, chora.
Mas que o teu coração me abraça.
Te peço! Por favor, não te vás embora.
Vem a mim, faz do meu corpo, tua casa.
Juntos não vão querer, saber da hora.
O relógio não existe, a hora! Atrasa.
Porque tu és doce, a mais linda senhora.
Quero voar contigo, vem alto, sem asa.
E em tão pouco tempo eu atinjo.
A temperatura da felicidade.
Mesmo quando resisto e finjo.
Todo aquele fogo de verdade.
E nesse louco desejo eu atinjo!
A maior, a mais amada, fertilidade.
(19/04/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 21 de abril de 2013
"Pedido de Casamento"
Estão os dois sentados no café restaurante onde tinham combinado ir almoçar juntos, de repente já no fim do almoço ela levanta-se, pega na carteira que está na cadeira livre ao lado da mesa, deixa-a escorregar dos dedos, traída pelos nervos, abaixa-se, apanha a carteira do chão, ergue-se, dá meia-volta, afasta-se, abre a porta, e sai para a rua.
Enquanto isso, ele fica a observá-la a sair sozinha, do restaurante, a pensar! “Ali vai a mulher da minha vida”. Pondera levantar-se e ir atrás dela, mas, em vez disso, chama a empregada e pede mais um café.
Lá fora, ela respira fundo o ar fresco da tarde que lhe bate no rosto como uma bênção. Tem as pernas a tremer e sente que não consegue andar. Não imaginou que fosse tão difícil.
Ele agora sente-se triste desanimado por toda aquela sena que nunca tinha pensado que iria acontecer, é como se sentisse colado à cadeira, concentra-se numa menina dos seus seis anos, aborrecida enquanto a mãe tagarela com uma amiga. A menina abre com os dedinhos desajeitados um pacote de açúcar, derrama o conteúdo em cima da mesa, olha para a mãe à espera que esta lhe ralhe, mas, como ela não repara na asneira, começa a juntar o açúcar num montinho. Ele sorri com a cena que o distraiu um pouco momentaneamente, mas o sorriso morre-lhe de imediato no rosto.
Ela mais segura, vai caminhando pelo passeio, entra no autocarro ali à frente, atira-se para o canto do banco, volta a cabeça para a janela. Lágrimas de frustração descem-lhe pelo rosto, a pensar que acreditou que este poderia ser o dia mais feliz da sua vida.
Entretanto ele chegando a casa, vai ao frigorífico, tira de lá uma cerveja, abre-a, dirige-se para a sala, senta-se, liga a televisão e fica a olhar absorto. Dá um gole na cerveja, coça a cabeça irritado e solta um grunhido para o ar, furioso por ela ser tão casmurra e tão, tão dramática! Ela quer casar, acha que já estão na altura de dar esse passo, argumenta que quer ter filhos e que não pode esperar muito mais. Ele ama-a, mas não quer ouvir falar de casamento e muito menos de filhos. A sua vida é demasiado boa para a complicar. Ela pensa que esse é o epílogo perfeito para ambos. Ele pensa que não está preparado.
Ele acorda-a de manhã com um beijo. Se lhe perguntassem há pouco tempo se acreditava que estaria com ela em breve, teria respondido terminantemente que não! “E impossível perdia-a há muito “. Passaram-se oito anos desde aquele dia, ela casou com outro, teve dois filhos, divorciou-se. Ele nunca se casou. Encontrou-a há uma semana numa discoteca e, desde então, ainda não se separaram. Retira uma caixinha debaixo da almofada dela, fingindo um truque de magia, e oferece-lhe.
Ela senta-se na cama, abre a caixa e vê o anel, coloca-o no dedo e diz.
- É lindo !.
- Queres casar comigo? Pergunta-lhe, esperançado.
Ela hesita antes de responder olhando para ele, muito séria.
- Quero! diz, mas vamos com calma, estamos tão bem agora, não apressemos as coisas, está bem?
(21/04/2013)
Joaquim Rodrigues
sábado, 20 de abril de 2013
"A Vida"
Só temos uma oportunidade na vida.
Aproveita-a.
Lembra-te que a vida é beleza.
Admira-a.
A vida é gosto, tu sentes seu paladar.
Saboreai-a.
É um sonho tornado realidade.
É um desafio, enfrenta-o.
A vida é para ser vivida como ela é!
A vida é um dever.
Cumpri-o.
É um jogo, por isso.
Joga-o.
A vida é preciosa.
Cuida dela.
Conserve-a porque.
É riqueza.
Tua vida é amor.
Goza-a.
Se a vida for pra ti um mistério.
Revela-o.
Se é uma promessa.
Cumpri-a.
Se é tristeza.
Supera-a.
A vida é um hino.
Canta-o.
Se é um combate.
Aceita-o.
Se for tragédia.
Domina-a.
Se for uma aventura a tua vida.
Afronta-a.
Porque a vida é linda é felicidade.
Merece-a.
Lembra-te que a vida é vida.
Defende-a.
No final da tua vida não te irás.
Arrepender.
Dirás!
Eu vivi, mas fui muito feliz!
(20/04/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 19 de abril de 2013
"Amada e Doce"
Como sinto que longe
de mim tu chora.
E que com o teu
coração me abraça.
Te peço! Por favor,
não te vás embora.
Vem a mim, faz do
meu corpo, tua casa.
O relógio não
existe, a hora! Se atrasa.
Porque tu és doce,
a mais linda senhora.
Quero voar contigo
vem alto, sem ter asa.
A temperatura da
felicidade.
Mesmo quando
resisto e finjo.
Todo aquele fogo da verdade.
E nesse nosso louco
desejo eu atinjo!
A maior, a mais
amada, felicidade.
Joaquim Rodrigues
"Despedida?"
Depois de o comboio partir, de ela ter ido, depois do derradeiro beijo com a máquina já em movimento, ele fica ali, na estação, ainda uma hora, a despedir-se dela, a pensar nela com a saudade deixada a pairar na memória do seu perfume, do último abraço. Fica ali, preso à nostalgia da partida, a tomar um café com o cais de embarque à vista, observando outros casais que se separam com os comboios que seguem viagem e outros que se reúnem com os comboios que chegam. Para trás ficam umas férias encantadas, só os dois, juntos, com aquela sensação feliz de perenidade que perdurou enquanto, nos braços um do outro, garantiam que era para sempre sem se quererem lembrar de que era só por uns dias. Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados.
Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer.
"telefona-me quando lá chegares."
(19/04/2013)
Joaquim Rodrigues
"Vos Amo, Mulheres"
Vinde, me encantar e fazer feliz.
Onde eu estiver, sempre vos amarei.
Sejas amiga, amante, ou meretriz.
Minha alma por guarida, eu, vos darei.
Mesmo quando a dor me de-lacerar.
Meu corpo feito escravo do prazer.
Meus pecados poderão até expiar.
Um dia se o criador assim o quiser.
Livre, o meu amor eu, vos entrego.
Hoje, como ontem e enquanto viver.
Eleitas do coração sois, não nego.
Renascer em cada amanhecer.
E amar loucamente até ficar cego.
Será sempre a minha razão de viver.
(19/04/2013)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 17 de abril de 2013
"O Palhaço"
Por eu gostar, de levar a vida.
Na brincadeira!
Tu um dia me chamaste.
De covarde e palhaço.
Lembras-te?
Mas na verdade!
Se tivesses acreditado.
Nas minhas brincadeiras.
De dizer verdades, quando brinco.
Terias ouvido muitas verdades.
Que insisto dizer, a brincar.
Falei muitas vezes, como um palhaço.
Mas nunca como um covarde.
Porque em toda a minha vida.
Sempre acreditei.
Na seriedade da plateia.
Que sempre sorria!
Joaquim Rodrigues
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