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terça-feira, 23 de abril de 2013

"Amada e Doce"



Como sinto que longe de mim, chora.
Mas que o teu coração me abraça.
 
Te peço! Por favor, não te vás embora.
Vem a mim, faz do meu corpo, tua casa.
 
Juntos não vão querer, saber da hora.
O relógio não existe, a hora! Atrasa.
 
Porque tu és doce, a mais linda senhora.
Quero voar contigo, vem alto, sem asa.
 
E em tão pouco tempo eu atinjo.
A temperatura da felicidade.
 
Mesmo quando resisto e finjo.
Todo aquele fogo de verdade.
 
E nesse louco desejo eu atinjo!
A maior, a mais amada, fertilidade.
 
(19/04/2013)
Joaquim Rodrigues

domingo, 21 de abril de 2013

"O Importante é que te Encontrei" (HD) Joaquim Rodrigues


"Pedido de Casamento"


Estão os dois sentados no café restaurante onde tinham combinado ir almoçar juntos, de repente já no fim do almoço ela levanta-se, pega na carteira que está na cadeira livre ao lado da mesa, deixa-a escorregar dos dedos, traída pelos nervos, abaixa-se, apanha a carteira do chão, ergue-se, dá meia-volta, afasta-se, abre a porta, e sai para a rua.
Enquanto isso, ele fica a observá-la a sair sozinha, do restaurante, a pensar! “Ali vai a mulher da minha vida”. Pondera levantar-se e ir atrás dela, mas, em vez disso, chama a empregada e pede mais um café.
Lá fora, ela respira fundo o ar fresco da tarde que lhe bate no rosto como uma bênção. Tem as pernas a tremer e sente que não consegue andar. Não imaginou que fosse tão difícil.
Ele agora sente-se triste desanimado por toda aquela sena que nunca tinha pensado que iria acontecer, é como se sentisse colado à cadeira, concentra-se numa menina dos seus seis anos, aborrecida enquanto a mãe tagarela com uma amiga. A menina abre com os dedinhos desajeitados um pacote de açúcar, derrama o conteúdo em cima da mesa, olha para a mãe à espera que esta lhe ralhe, mas, como ela não repara na asneira, começa a juntar o açúcar num montinho. Ele sorri com a cena que o distraiu um pouco momentaneamente, mas o sorriso morre-lhe de imediato no rosto.


Ela mais segura, vai caminhando pelo passeio, entra no autocarro ali à frente, atira-se para o canto do banco, volta a cabeça para a janela. Lágrimas de frustração descem-lhe pelo rosto, a pensar que acreditou que este poderia ser o dia mais feliz da sua vida.
Entretanto ele chegando a casa, vai ao frigorífico, tira de lá uma cerveja, abre-a, dirige-se para a sala, senta-se, liga a televisão e fica a olhar absorto. Dá um gole na cerveja, coça a cabeça irritado e solta um grunhido para o ar, furioso por ela ser tão casmurra e tão, tão dramática! Ela quer casar, acha que já estão na altura de dar esse passo, argumenta que quer ter filhos e que não pode esperar muito mais. Ele ama-a, mas não quer ouvir falar de casamento e muito menos de filhos. A sua vida é demasiado boa para a complicar. Ela pensa que esse é o epílogo perfeito para ambos. Ele pensa que não está preparado.
Ele acorda-a de manhã com um beijo. Se lhe perguntassem há pouco tempo se acreditava que estaria com ela em breve, teria respondido terminantemente que não! “E impossível perdia-a há muito “. Passaram-se oito anos desde aquele dia, ela casou com outro, teve dois filhos, divorciou-se. Ele nunca se casou. Encontrou-a há uma semana numa discoteca e, desde então, ainda não se separaram. Retira uma caixinha debaixo da almofada dela, fingindo um truque de magia, e oferece-lhe.
Ela senta-se na cama, abre a caixa e vê o anel, coloca-o no dedo e diz.
- É lindo !.
- Queres casar comigo? Pergunta-lhe, esperançado.
Ela hesita antes de responder olhando para ele, muito séria.
- Quero! diz, mas vamos com calma, estamos tão bem agora, não apressemos as coisas, está bem?

(21/04/2013)
Joaquim Rodrigues

sábado, 20 de abril de 2013

"Vida é Amor" (HD) Joaquim Rodrigues


"A Vida"


Só temos uma oportunidade na vida.
Aproveita-a.
Lembra-te que a vida é beleza.
Admira-a.
A vida é gosto, tu sentes seu paladar.
Saboreai-a.
É um sonho tornado realidade.
É um desafio, enfrenta-o.
A vida é para ser vivida como ela é!
A vida é um dever.
Cumpri-o.
É um jogo, por isso.
Joga-o.
A vida é preciosa.
Cuida dela.
Conserve-a porque.
É riqueza.
Tua vida é amor.
Goza-a.
Se a vida for pra ti um mistério.
Revela-o.
Se é uma promessa.
Cumpri-a.
Se é tristeza.
Supera-a.
A vida é um hino.
Canta-o.
Se é um combate.
Aceita-o.
Se for tragédia.
Domina-a.
Se for uma aventura a tua vida.
Afronta-a.
Porque a vida é linda é felicidade.
Merece-a.
Lembra-te que a vida é vida.
Defende-a.
No final da tua vida não te irás.
Arrepender.
Dirás!
Eu vivi, mas fui muito feliz!
 
(20/04/2013)
Joaquim Rodrigues

"Sonho" (HD) Joaquim Rodrigues


 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

"Amada e Doce"


Como sinto que longe de mim tu chora.
E que com o teu coração me abraça.
Te peço! Por favor, não te vás embora.
Vem a mim, faz do meu corpo, tua casa.
 
Juntos não, vamos querer, saber da hora.
O relógio não existe, a hora! Se atrasa.
Porque tu és doce, a mais linda senhora.
Quero voar contigo vem alto, sem ter asa.

 E em tão pouco tempo eu atinjo.
A temperatura da felicidade.
Mesmo quando resisto e finjo.

Todo aquele fogo da verdade.
E nesse nosso louco desejo eu atinjo!
A maior, a mais amada, felicidade.
 (19/04/2013)
Joaquim Rodrigues

" Eu não Sei de Você " (HD) Joaquim Rodrigues


 

"Despedida?"


Depois de o comboio partir, de ela ter ido, depois do derradeiro beijo com a máquina já em movimento, ele fica ali, na estação, ainda uma hora, a despedir-se dela, a pensar nela com a saudade deixada a pairar na memória do seu perfume, do último abraço. Fica ali, preso à nostalgia da partida, a tomar um café com o cais de embarque à vista, observando outros casais que se separam com os comboios que seguem viagem e outros que se reúnem com os comboios que chegam. Para trás ficam umas férias encantadas, só os dois, juntos, com aquela sensação feliz de perenidade que perdurou enquanto, nos braços um do outro, garantiam que era para sempre sem se quererem lembrar de que era só por uns dias. Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados.
Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.


Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer.
 "telefona-me quando lá chegares."

(19/04/2013)
Joaquim Rodrigues

"Teu Corpo" (HD) Joaquim Rodrigues


"Vos Amo, Mulheres"



Vinde, me encantar e fazer feliz.
Onde eu estiver, sempre vos amarei.
Sejas amiga, amante, ou meretriz.
Minha alma por guarida, eu, vos darei.
 
Mesmo quando a dor me de-lacerar.
Meu corpo feito escravo do prazer.
Meus pecados poderão até expiar.
Um dia se o criador assim o quiser.
 
Livre, o meu amor eu, vos entrego.
Hoje, como ontem e enquanto viver.
Eleitas do coração sois, não nego.
 
Renascer em cada amanhecer.
E amar loucamente até ficar cego.
Será sempre a minha razão de viver.
 
(19/04/2013)
Joaquim Rodrigues

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Sonhos" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Palhaço"




 
Por eu gostar, de levar a vida.
Na brincadeira!
Tu um dia me chamaste.
De covarde e palhaço.
Lembras-te?

Mas na verdade!
Se tivesses acreditado.
Nas minhas brincadeiras.
De dizer verdades, quando brinco.

Terias ouvido muitas verdades.
Que insisto dizer, a brincar.
Falei muitas vezes, como um palhaço.
Mas nunca como um covarde.

Porque em toda a minha vida.
Sempre acreditei.
Na seriedade da plateia.
Que sempre sorria!

 (17/04/2013)
Joaquim Rodrigues

"Às Vezes Tu" (HD) Joaquim Rodrigues


"Tédio"


terça-feira, 16 de abril de 2013

"Esta Noite" (HD) Joaquim Rodrigues


"A Minha Cruz"


Eu já conheci a felicidade.
Não me lembro é de ser feliz.
Já me acusaram de maldade.
E nunca soube, o mal que eu fiz.
 
Já fui traído mas não sabia.
Aguentei muito sem querer.
Caminhei na vida como podia.
Meus olhos não queriam ver.
 
Nunca quis aceitar a derrota.
Por não querer cair no chão.
Caminhei numa estrada torta.
Com a esperança no coração.
 
Mas carregando a minha cruz.
Fui há igreja de cabeça perdida.
E contei tudo mas tudo, a Jesus.
Todos os retalhos da minha vida.
 
Ainda não sei o que aconteceu.
E como a história chegou ao fim.
Só lembro, que alguém apareceu.
Me olhou, se sentou, junto a mim.
 
Foi um fato bom, mas do passado.
Que tenho hoje, como recordação.
Não paro de pensar, foi colocado.
Muito amor, em meu coração.
 
(16/04/2013)
Joaquim Rodrigues

"Desvaneios" (HD) Joaquim Rodrigues


segunda-feira, 15 de abril de 2013

"A Criança"


Minha querida, sabes o que eu gostava de fazer hoje contigo? Gostava de brincar contigo, no meio da rua, só nós os dois tu e eu!
Assim os dois, rebolávamos no chão agarradinho, um no outro. Eu gostava tanto amor! De brincar contigo hoje!
Gostava de rir, rir muito, me divertir, e te ver divertida também. Sabes? Fazia-mos cócegas um no outro, como duas crianças. E deitados no meio da rua, nós podíamos contar as estrelas. Tu gostas tanto de contar estrelas à noite!
Ficávamos agarradinhos um no outro, até o nascer do dia. Assim, os dois sozinhos podíamos dar muitos beijinhos. E até fazer tudo aquilo que nos apetecesse fazer.
Nosso amor já tem idade, e é verdadeiro, mas o que tem isso? A gente nunca tem hora para nada. Nem para dormir.
Vem meu amor, vem brincar comigo na rua hoje. Podemos saltar correr de mãos dadas, e não tenhas medo! Eu te protejo, se sentires medo, eu te dou a minha mão. Podes confiar em mim! Eu nunca te vou deixar cair.
 

Eu amo me sentir como uma criança, a teu lado. Te abraçar, quero correr, saltar e me sentir novamente um adolescente, e ficar contigo até o dia raiar. E se tu fores uma criança como eu. Eu te vou dar três beijinhos. E de seguida um beijo de cinema. Queres?
Vem amor, vem comigo rebolar hoje na rua. Gosto tanto de te ver sorrir, me faz sentir tão feliz. Mas nada acontece sem ti, tu sabes disso!
Quando tu pegares na minha mão. Vamos ser como dois namoradinhos de escola. Só que agora é verdadeiro é real, este amor!
E a minha felicidade, não é imaginária. Nós podemos até dividir nossos sonhos, e planos para o futuro. Porque a nossa idade sempre vai ser a mesma. Nosso amor nunca ficará velho, o meu amor por ti.
Vai ser um amor de criança e para sempre. E eu, não precisarei de fechar os olhos para imaginar. E de cada vez que eu os abrir, vai ser um novo dia para te amar.
Um dia de duas crianças que se amam, e desejam ser felizes! Vem querida, vem comigo bricar na rua.

(09/04/2013)
Joaquim Rodrigues