O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quinta-feira, 28 de março de 2013
" Meu estado de Alma"
![]() |
(Joaquim Rodrigues)
|
Quem me dera que voltasse ao meu coração.
A doce alegria, que me encantava esse teu rosto.
Quem me dera, que voltasse toda minha paixão.
Aquele grande amor, que tanto, me deu gosto.
Quem me dera! Ó, quem me dera.
Outra vez poder sentir, esse meu desejo.
Que me dava a tua imagem, de ternura.
Que me dava o teu sorriso nossa aventura.
Que me deixa-se! Esta minha louca miragem!
Agora ando, bem perto de enlouquecer.
Muito triste, por não ter, o teu amor.
Porem tudo isso, é este meu viver desde que te vi.
Agora arrasto os passos, com desespero com dor.
Agora nada resta, estou sozinho, estou sem ti.
Podes falar! Ó desventura, podes bem dizer.
Morri!
(28/03/2013)
Joaquim Rodrigues
"Desafio de Amor"
Ela abriu a torneira e deixou a água quente jorrar para dentro da banheira, de seguida olhou para o relógio.
"O Tony deve estar mesmo a chegar, pensou."
Por isso despiu-se e mergulhou naquele mar de espuma que lhe cobria as formas do seu corpo. Fechou os olhos e ouviu a porta a abrir-se. Fora boa ideia ter-lhe dado a chave de casa. Nunca o fizera antes isso. Devia estar mesmo apaixonada. Se calhar pela primeira vez na sua vida. Aos 53 anos! Escutou a voz dele a ecoar pelo corredor. Chamava o seu nome. Não lhe respondeu. Queria que ele a encontrasse ali. Mal formulara esse desejo no seu cérebro, o rosto atraente de Tony espreitou pela casa. Os olhos brilharam. Gostava do que via, isso era inquestionável.
- Volto já, disse ele voltando para trás.
Ela sabia que ele tinha ido ao quarto pousar a mala e despir o fato (terno). Voltou nu, para junto dela e beijou-lhe os lábios com volúpia. O mero contato daqueles lábios com os seus despertara-lhe o desejo, que se apoderava de si como suaves ondas de calor. Ele entrou então dentro da banheira, cuja água transbordou com o peso dos dois corpos, que ficaram juntos, colados. Beijaram-se com paixão, as línguas enroladas como se fossem amantes. Em poucos segundos, Marta, sentiu o pénis de Tony a ficar ereto no contato com o seu ventre liso. Por isso, abriu as pernas para que ele a penetrasse de imediato. Quando ele entrou dentro dela, estremeceu e gemeu com intensidade, fincando-lhe as unhas nas costas. Ele começou a mexer-se ao mesmo tempo que, com as mãos, lhe tocava nos seios, brincando com os mamilos rosados, apertando-os com sensualidade entre as pontas dos dedos. Não demorou muito até Marta, chegar o Clímax e todos os seus sentidos se renderem àquelas ondas mágicas que percorriam. Foi então a vez de Tony experimentar um orgasmo, que lhe roubou o folego. Ficaram mais tempo deitados, a acariciarem-se dentro de água.
- Ficas cá esta noite? Pergunta Marta.
Mas de imediato, sentiu que tinha pisado um território perigoso que se comprometera a evitar. Mas era porém, mais forte do que ela. Estava apaixonada. Era impossível dividi-lo muito mais tempo com outra mulher. Tony saíra da banheira.
- Sabes que é complicado, disse ele.
Nenhuma surpresa. Desde que ele lhe contara, da primeira vez que a levara a jantar, que era casado, que lidava diariamente com uma situação dúbia, incongruente com os seus princípios. De início, negara o óbvio, que se pudesse envolver com um homem casado. Esquecia-se de que estava já apaixonada por ele, por isso, numa noite em que Tony irrompera pelo seu apartamento, Marta fora incapaz de lhe fechar a porta. Como poderia faze-lo, quando todo o seu corpo chamava por ele? Desde então, vivia daqueles breves encontros.
- É só enquanto não resolvo uns sérios problemas pessoais podes acreditar, relembrou-lhe Tony, nessa noite quando estavam já na sala. Seria verdade? Era altura de saber.
- Tony, estive a pensar, e cheguei a uma conclusão. Não nos vamos ver durante 30 dias a contar de hoje. Espero por ti daqui a um mês no hotel do costume, às nove horas da noite. Se não vieres, saberei qual foi a tua escolha.
Tony negou inicialmente, dizendo que essa sua conclusão era uma loucura.
- Não compreendes que não posso viver sem ti? Marta, tu és a única coisa autêntica que tenho na minha vida.
Marta sofria com estas palavras, mas tinha pensado no assunto. Nunca seria feliz assim. Por isso, disse-lhe que era uma decisão irredutível. Por fim, Tony acedeu.
- Daqui a um mês, estarei lá, disse.
Beijou-a então com paixão desesperada, que era já saudade e tristeza. Fizeram amor mais uma vez e Marta, não conseguiu deixar de pensar que podia ser muito bem a última vez que estavam juntos. Por isso, amaram-se com uma ternura infinita, devagar, deixando tempo para saborearem o corpo um do outro, a expressão dos seus rostos e prazer. Foi por isso um momento ainda mais intenso do que algum outro, até então.
Trinta dias passaram, devagar, riscados um a um no calendário de Marta. Por fim, chegou o momento tão esperado. Vestiu o vestido lilás, que sabia ser o preferido de Tony. Com medo, no fundo, não acreditava que ele pudesse aparecer, pediu na recepção do hotel a chave do quarto e meteu-se no elevador. Abriu-a devagar, e a surpresa aquase a fez desmaiar, pois sentiu suas pernas desfalecer de emoção. Sentado na cama, estava Tony, sorrindo-lhe.
(28/03/2012)
Rodrigues Joaquim:
"O Palhaço"
Por eu gostar de levar a vida
na brincadeira.
Tu um dia
me chamas-te de cobarde
e palhaço.
Lembras-te?
Mas na verdade se tu tivesses
acreditado.
Nas minhas brincadeiras
de dizer verdades.
Terias ouvido
muitas verdades.
Que insisto
em dizer a brincar.
Falei de facto muitos vezes
como um palhaço.
Mas nunca como um covarde.
Porque sempre acreditei.
Na seriedade da plateia.
Que sempre sorria !!!
(28/03/2013)
Joaquim Rodrigus
quarta-feira, 27 de março de 2013
"Meu Amor"
Meu amor.
Eu preciso de ti, para ser feliz.
Preciso do som da tua voz.
Para me segurar meu espírito.
E a minha alegria.
A tua presença.
Deixa meus sentidos acordados.
E meu coração bate muito mais rápido.
Sem a tua presença.
Parece não querer bater mais.
Meu amor.
Quero sentir todos os aromas de tua pele.
Quero-me sentir feliz contigo.
Porque só penso em ti.
E tu estás comigo sempre.
Em pensamento todos os dias.
Quero-te cheirar, te acariciar.
Vem para perto de mim.
Quero deixar de sentir a sensação que sinto.
Que longe de ti, a minha vida é triste.
Sinto o meu tempo passar.
Meu amor.
Mas hoje, eu sinto o meu corpo animado e quente.
Como se tu estivesses aqui.
Como se tu sussurrasses no meu ouvido, muito suave.
Sinto o teu perfume os poros de tua pele.
A minha loucura!
Porque tens as mais sedutoras.
E doces fluidos corporais, e que eu tanto amo, tu sabes.
Hoje sinto-me amarrado em teu corpo.
Um corpo de mulher além do meu.
O teu corpo.
Que é belo, que eu desejo, que eu amo.
Meu amor.
(27/03/2013)
Joaquim Rodrigues
"O Amor mora ali ao Lado"
É sábado, estão sentados numa esplanada do jardim, ambos sozinhos, em mesas próximas, frente a frente. Ela pede um café, deita o açúcar, mexe-o demoradamente com a colher, distraída a observá-lo a ler o jornal. Fantasia que ele vai erguer os olhos a qualquer instante e surpreendê-la a olhar, que lhe sorri e se levanta para ir à sua mesa apresentar-se. Sorri com a ideia no momento em que ele levanta os olhos do jornal, mas apressa-se a desviar os seus, a virar a cara, com vontade de rir. Ele repara que ela desvia o olhar, volta a página do jornal, baixa os olhos por um segundo e torna a olhar. Ela não se atreve a fitá-lo, concentra-se na chávena de café à sua frente. Ele imagina a ir ter com ela para meter conversa. Por um instante, sente-se tentado, pergunta-se se teria coragem. Porque não?, pensa. Mas então ela chama o empregado para lhe pedir a conta e o momento passa. Ele deixa-se estar sentado e ela vai-se embora.
No domingo cruzam-se no átrio de um cinema. Estão ambos acompanhados, vão a salas diferentes. Sustêm a respiração a escassos metros um do outro, os seus olhos fixam-se num espanto recíproco, num relâmpago eterno, e, pela primeira vez, assumem um reconhecimento mútuo, pois ele sorri-lhe e ela faz-lhe uma vénia ligeira com a cabeça, de um modo divertido. A meio da semana ele vai almoçar com um cliente importante a um restaurante requintado da moda e lá está ela para o receber, sorridente, desinibida, dona de um caderno onde escreve à mão e opõe vistos nos nomes das pessoas que chegam com mesa marcada. É relações públicas e veste-se de forma discretamente elegante, uma camisa preta, uma saia arroxeada de seda.
- Parece que nos encontramos em todo o lado, comenta ele, encantado por a ver.
Ela ri-se.
- É o destino, graceja.
Dois dias mais tarde, ele chega ao jardim, solta a trela do cão e este corre para junto do dela. Ele aproxima-se dela, sentada num banco, aponta para o lugar ao seu lado, ela faz-lhe sinal com a mão para que se sente.
- Agora que já sabe o meu nome, diz ele, gostava de saber o seu.
Ela ri-se, diz como se chama e depois começam a falar com naturalidade, como se conhecessem desde sempre.
(17/03/2013)
Rodrigues Joaquim:
"Amor e Carinho"
Sabemos que o poeta, é um ressuscitador.
Ressuscita a saudade,
ressuscita o amor.
ressuscita o amor.
Ressuscita a paixão,
ressuscita até a dor.
ressuscita até a dor.
É no silencio da calma, no conflito da razão.
Que escreve versos e trovas,
falando de paixão.
falando de paixão.
Corre nas veias o sangue,
da saudade e do amor.
da saudade e do amor.
O poeta sim senhor! É um grande sonhador.
Qual poeta que não fala,
de amor no seu versado?
de amor no seu versado?
Os poemas sem amor,
não têm significado.
não têm significado.
Despromovido de ternura, nem sentimento igual.
Falta-lhe a imaginação,
falta-lhe amor no coração.
falta-lhe amor no coração.
Eternos são os poetas, criadores e criativos.
Criam amor criam ilusão,
mantêm a paixão acesa.
mantêm a paixão acesa.
Nos seus versos ele mostra, no amor toda beleza.
(27/03/2013)
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 26 de março de 2013
"Parabéns"
O jantar decorre sem constrangimentos, a conversa flui facilmente e eles, surpreendidos, conseguem relaxar, aproveitam a companhia um do outro, divertem-se. Ele sente-se aliviado por ela falar tanto e não o obrigar a inventar assunto. Ela, no início, estava tão nervosa que desatou a falar, horrorizada com a perspetiva de caírem num silêncio constrangedor. Mas depois embalou na conversa e ultrapassou a timidez ao ver que ele se ria, divertidíssimo com as suas histórias. No entanto, agora estão no carro e ela pensa que ele deve achá-la uma chata, porque caíram finalmente em silêncio e, provavelmente, ele não diz nada porque está mortinho por se ver livre dela. Ele está a pensar que correu tudo mal porque não conseguiu dizer-lhe que gosta dela. Paralisado, vê-a abrir a porta, despedir--se, partir. Um desastre, pensa. Mas ela tem uma inspiração, volta atrás, abre a porta, entra de joelhos no banco e lembra que é meia-noite!
- Já me ia embora sem te dar os parabéns, diz.
E, na hesitação de um abraço desajeitado, os seus lábios encontram-se e beijam-se finalmente como desejaram e imaginaram durante a noite inteira.
(28/10/2012)
Rodrigues Joaquim:
Assinar:
Postagens (Atom)










