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segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Eu não quero viver sem o teu amor" HD

                                                               Joaquim Rodrigues

"A vida é uma luta"

Se a luta que tu travas para ser feliz
Está a demorar muito tempo a chegar
O melhor que tens a fazer
É continuar a lutar sem nunca desanimar
Olha que ninguém consegues subir o Evereste
De uma só vez, Só com um passo atrás do outro.

(13/04/2015)

Joaquim Rodrigues

                                                                Joaquim Rodrigues

"Ventos Selvagens" HD

                                                              Joaquim Rodrigues

"Amo-te"

A vida é mesmo assim! 
Por vezes bate uma saudade 
que só nos dá vontade de gritar 
AMO-TE !!! 

(13/04/2015) 
Joaquim Rodrigues

Joaquim Rodrigues

"Subir ao amor" HD

Joaquim Rodrigues

domingo, 12 de abril de 2015

"HUMILDADE"


A noite depois de jantar com o marido e de arrumar a cozinha enquanto ele dormita já no sofá em frente à televisão. Ela sai de casa. Tem o álibi perfeito para se ausentar sem levantar suspeitas ao seu marido comatoso, esgotado de um dia de trabalho. Vai passear o cão. Embora se demore sempre uma hora e meia na rua, tempo mais do que suficiente para não dizer demasiado para o animal fazer as suas necessidades, ela não tem nada a recear. O marido baba-se a dormir no sofá e nem dá pelo passar do tempo, mas, mesmo que desse, era-lhe indiferente. Ele tem uma fraca auto-estima e, consequentemente, não a tem em grande conta. Pensa que se ela fosse mulher de muitos predicados não estaria com ele. Esta sua indigente consideração pelo dois dá-lhe segurança, nada teme, pois tem a certeza de que a mulher não o pode enganar porque ninguém a quer. Não podia estar mais enganado. Ela sai com o cão, percorre nem cinquenta metros, entra no terceiro prédio a contar do seu. O vizinho, que todas as manhãs cumprimenta gentilmente o marido dela na rua, espera-a ansiosamente. Faz agora seis meses, o vizinho surpreendeu a mulher com outro homem na sua própria cama. 

                                                                 Joaquim Rodrigues

Depararam-se, agora delicia-se com as carnes opulentas e moles da amante, e o que lhe dá mais gozo é ela trair o marido por sua causa. Ele está convencido de que as mulheres têm vantagem em relação aos homens porque, como eles vão com a primeira que conquistarem, elas podem escolher aquele que quiserem. A sua mulher escolheu-o, mas depois escolheu o colega de trabalho sem que, e tem a certeza disso, tivesse feito nada para o ter, foi a oportunidade, ele seduziu-a durante as horas que passavam na empresa. Ele ainda a deseja, mas odeia-a pela humilhação. De modo que o seu caso secreto com a vizinha representa, ao mesmo tempo, uma compensação pela perda sofrida e uma vingança, ainda que se desforre no vizinho inocente. A mulher que lhe bate à porta com um cãozinho odioso que fecham na cozinha antes de se enredarem nos lençóis desfeitos da cama dele, pensa que o amante é um milagre inesperado, um homem muito melhor do que o seu, e o caso com ele é algo que nunca imaginou que ainda fosse possível viver. Sente-se renascida e abençoada pela sorte. Quem diria que um tipo tão bem apessoado haveria de olhar para si? Ela sempre achou que não podia ambicionar melhor do que o marido, homem bom mas medíocre, por isso agarra-se a cada momento do seu adultério com felicidade e deleite, certa de que é só até ele se fartar. 

(10/04/2015) 
Joaquim Rodrigues

"Meu amigo está longe" HD

                                                               Joaquim Rodrigues

" Sou um palhaço"


De ar e figura patética, tu oh palhaço
Finges ter alegria de coração triste
Rosto pintado, e cabelo palha de, aço
Imitando um boneco desengonçado

Dele todos se riem às gargalhadas
É alegria de crianças e outros muitos
É sucesso absoluto de palhaçadas
Onde quem mais ri, são os adultos

Sempre perguntei quem é o palhaço?
Trago esta triste recordação de infância
Serei eu, será ele, quem eu sou palhaço
Arrasto comigo a ideia, nesta distância

Tenho saudades da infância e da pipoca
Do mundo em uma tenda onde ele mora
Hoje o circo é outro é viver todos na toca
Eu sou o palhaço que não ri, mas chora

Até amizade fugiu sem deixar abraços
O novo de ontem é o velho infindável
Tudo mudou, o mundo é diferente

O desafio é continuar como palhaços
Hoje nada é igual, tudo é descartável
Olha que o fim vem já ali, de repente

 (26/03/2015)
Joaquim Rodrigues

Joaquim Rodrigues

"Não me condenes por amor" HD

                                                               Joaquim Rodrigues

segunda-feira, 6 de abril de 2015

"DESESPERO"


Toda esta paz que eu sinto no meu peito / Toda esta acalmaria que teima não passar /
É como tempestade que me atira para o leito / Esse lugar onde um dia eu vou chegar /
O tempo e a vida nunca nos dão tréguas / Apenas nos deixa apenas descansar um pouco /
Invade-nos o peito de constantes mágoas / Longe da paz que hoje me vai pondo louco /
Invade a minha alma a minha intimidade pura / E leva-me ao lugar que tu dormias comigo /
Rouba-me pensamentos que em mim, ainda dura / Foram noites amor, que eu passei contigo /
Esta loucura quando chega nunca pede licença / Nunca se identifica nunca nos encoraja /
Nunca pede licença acomoda-se no nosso peito / Invade nosso sangue e em nassas veias viaja /

A calma de hoje não pode ser um adeus / É os melhores momentos, meus sonhos de amor /
Lembro aquele tempo, teu corpo nos braços meus / Apertando com carinho, e beijos, longe da dor/
Esperar o amanhã pode ser muito tarde eu sei / É muito tempo a carregar o peso que me dás /
Divido com todos, contigo e com quem eu amei / Podes escolher à vontade deixa-me só em paz/ Partiste procuras outro amor que te respeita / Dividiste sentimentos o teu amor que não era meu /
Hoje troquei a forte dor de peito por esta calma suspeita / Só tenho certeza que este foi um doce dia que me pertenceu.

 (06/04/2015)
Joaquim Rodrigues



Joaquim Rodrigues

sábado, 4 de abril de 2015

"OMEGA" SKYROVER = HD


O FANTASMA


Desculpa-me eu estar muito mais velho assim / 
E eu já não ter pensamentos como tem os novos /
Desculpa-me eu ter ficado assim um velho sem graça / 
Que faz lembrar as árvores sem folhas no inverno /
É que agora todos meus dias são cinzentos sabias? / 
E as sombras nos meus olhos são intermináveis /
Peço-te desculpa por tu veres tudo isso em mim / 
Por veres destroços, só destroços, imagens sem glória /
Desculpa-me, por esta pele seca, este rosto cheio de rugas / 
A culpa é do tempo, podes crer, foi ele que pintou este quadro /
Por favor, desculpa este velho de pálpebras descaídas / 
Desculpa-me por eu ser assim, ser um fantasma /

(03/04/2015)

Joaquim Rodrigues

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"EU"




Arde-me este ardor tamanho
Que me inflama tão profundo
Pois o amor que te tenho
É do tamanho do mundo.
(J.R)

"Evie"

                                                                  Joaquim Rodrigues

"Longe de ti"



 Ele partiu para longe em viagem de trabalho e deixou para trás uma dúvida entre eles. Telefona-lhe à noite de lá, do hotel.
- Como estás? – Pergunta-lhe.
- Estou bem, - Responde ela, estou em casa, e a viagem, está a correr b...em?
A sua voz simula uma alegria que não sente, pois, embora feliz por o ouvir, já tem saudades dele.
- Está tudo a correr bem, diz ele, mas tenho saudades tuas.
- Eu também, ouve-a dizer com palavras sumidas, abafadas pela voz embargada por uma inquietação.
Faz-se um silêncio, sentido na linha. Ele muda de mão o telemóvel, volta-se na cadeira. Está sentado no bar do hotel, que dá para o átrio. Os seus olhos registam de relance a confusão da entrada de um grupo de turistas barulhentos que vêm a arrastar as malas e se dirigem ao balcão da recepção. Volta-se de novo para a frente, onde uma televisão por cima do bar está a dar notícias de um acontecimento actual que prende a atenção do mundo.
 

                                                                 Joaquim Rodrigues
Depois ela começa a falar das suas preocupações pessoais, que gosta de desabafar com ele, de lhe pedir uma opinião, um conselho. Ele levanta-se e atravessa o átrio a ouvi-la, passa pela porta de entrada e sai para o exterior, onde nota a queda abrupta da temperatura. Lá fora faz frio negativo, a que ele se sacrifica para poder fumar um cigarro enquanto fala ao telefone.
Dali a pouco, ela esgota o assunto, cala-se. Quando ele estava por perto, ela andava perdida numa angústia, dividida entre o amor que lhe tinha e as dificuldades que enfrentavam. A vida corria mais depressa que eles, ultrapassara-os, impedindo-os de serem felizes sem obstáculos, mas, assim que ele lhe anuncia que partia, sentiu uma imensa falta dele.
- Tens mesmo de ir? – Perguntou-lhe.
- Tenho, confirmou, terminante.
- Quando eu regressar, diz-lhe ele agora ao telefone, vamos fazer tudo diferente.
- Vamos, concorda ela.
- Vamos fazer com que a nossa vida resulte.
- Sim, é isso que eu quero.
- Tens a certeza?
- Tenho, garante-lhe ela, agora tenho.
Ele diz que a ama, ela responde-lhe o mesmo, desligam. Antes, os problemas pareciam-lhes demasiado difíceis, mas hoje à noite, separados por milhares de quilómetros, percebem ambos que não podem viver afastados, que precisam um do outro e que não há problema, por maior que seja, que vá impedi-los de ficarem juntos.
 

(30/11/2014)
Joaquim Rodrigues

sábado, 22 de março de 2014

"Fala-me de amor"


                                                                       (Joaquim Rodrigues)

"O ladrão de Sonhos)

(Joaquim Rodrigues)
                                     

                                                             

“A quem telefonar?”


Estão agora os dois sentados frente a frente naquele salão de chá. Tomam chá num acolhedor café da rua de Santa Catarina, na cidade do Porto. Está uma tarde chuvosa e a água escorre pelos vidros das janelas, derramando neles a melancolia do inverno, ela declara com amargura.
 - Os homens são todos iguais, umas bestas! Não se pode confiar neles.
Ele pousa nela os seus olhos perplexos, e logo pensa que dizer mal dos homens no primeiro encontro não é a melhor estratégia romântica.
 - Meã culpa, defeito meu desculpa.
Conheceram-se no Facebook numa daquelas noites muito chuvosas e frias que nos deprime e nos faz ficar em casa. Passaram a trocar mensagens e acabaram por combinar este encontro. Desde o seu divórcio, já passaram alguns anos, ela não voltou a casar. Nesse período, teve dois namorados, nenhum por mais de seis meses. Diz que não acerta, que só lhe aparecem homens que não prestam. Ele tem um sorriso benévolo e pensa, mas não diz, que nunca casou, já teve muitas namoradas, nenhuma por mais de seis meses nos últimos anos, e está muito bem assim. Então porque se queixa ela? Queixa-se porque, apesar de ter tido um casamento miserável durante cinco anos, ambiciona casar-se novamente. A sua extrema sensibilidade em relação a esse fracasso não lhe destruiu só o casamento, mas também as três relações subsequentes. Com efeito, ela tem saltado de falhanço em falhanço porque saiu magoada e desconfiada do casamento e
(Joaquim Rodrigues)
estendeu os sentimentos negativos aos dois namorados seguintes. Mas não tem a lucidez suficiente para entender que, ao tratar os namorados como culpados e ao fazer-lhes exigências insensatas, o seu comportamento irascível provoca uma reação de desconforto e de rejeição.
Ela tem cinquenta e dois anos e um sentimento de urgência, quer, desesperadamente, corrigir o pesadelo desse casamento falhado e retomar o sonho de uma relação que lhe permita ser feliz o resto de sua vida e ter uma segurança no futuro que ainda resta. Mantem-se, portanto, num limbo, com a sensação de ter a vida suspensa já há anos. Só considera o futuro, falta-lhe a tranquilidade necessária para aproveitar o presente. Ele não sabe nada disto, evidentemente, mas, ao escutá-la no decorrer da tarde, vai começando a ter uma ideia dos motivos da sua amargura. Em redor, o sábado vai-se escoando num rumor de conversas serenas, de chávenas fumegantes, de chuva a bater nas janelas. Finalmente, pensa que poderia dizer-lhe que os homens não são todos iguais, que ela é que os faz todos iguais, porém, já a ouviu lamentar-se tanto que começa a sentir-se saturado. Paga a conta levanta-se olha para ela e pergunta.
 - Vamos?
Saem. Tinha pensado convidá-la para jantar, mas desistiu da ideia. Acompanha-a ao táxi e despede-se sem promessas. Depois, respira fundo o ar fresco da noite e pensa.
 “A quem hei-de telefonar agora, para compensar este fiasco?”

 (23/02/2014)
Joaquim Rodrigues

"O Vento"

                             
                                                             (Joaquim Rodrigues)

"Será sempre um olhar" (HD) Joaquim Rodrigues


                                                              (Joaquim Rodrigues)