O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 19 de junho de 2013
"Sentimentos"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Por cada lágrima.
Que teus olhos derramarem.
Vai ser uma forte emoção.
A emoção de sentires a distância.
Se puxares a minha mão.
Sem a deixar escapar.
Eu a secarei com a brisa.
E vou segurar os teus sonhos.
Com muito amor.
Eu serei a luz na neve.
Quando sentires.
O meu coração.
Ele está resfriado.
Em meus sentimentos.
Como o sol escondido.
No pico de uma montanha.
Eu vou estar na diluvia.
Seco de teus afetos.
E todas as manhãs.
Não vou sentir teu toque.
Aquela borboleta colorida.
De fácil gargalhada.
Eu fico demais sentido.
Porque tu és como.
A estrela esquecida.
O arco-íris iluminado.
Eu estou sempre contigo.
Na puta desta distância.
Que deverá ser eterna!?.
(18/06/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 16 de junho de 2013
"O Casamento"
Sobe os degraus da escadaria da igreja aos dois e dois e pára subitamente na entrada. Veio debaixo de um Sol escaldante e sente o misericordioso ar fresco do interior da igreja bater-lhe no rosto afogueado. Chegou há pouco de fora, regressado da cidade, e entrou no café logo que desceu da camioneta. Mas estranhou por estar tão vazio a um domingo de manhã. Disseram-lhe.
- Então não sabes quem se casa hoje?
Não sabia.
- Está toda a gente lá para a igreja, acrescentaram.
De modo que recebeu a notícia como um murro no estômago e saiu disparado do café. Veio sempre a correr, terrivelmente angustiado, mas agora que parou à porta da igreja não sabe o que fazer. Sai do Sol flamejante que se reflete nas paredes caiadas e imerge na penumbra da igreja. Demora uns segundos a habituar-se à luz mortiça.
Ao fundo, como que pressentindo a sua presença, ela vira-se. Está defronte do altar, ao lado do noivo. O padre suspende a palavra. O noivo volta-se também. Os convidados espreitam por cima do ombro. Ficam todos em suspenso.
Partiu há três meses depois de uma discussão. Foi à procura de trabalho na cidade, apesar de ela se opor. Não queria que ele partisse, pois tinha a certeza de que, se fosse, nunca mais voltaria. No entanto, ele voltou, já com o emprego assegurado, determinado a casar-se com ela e a levá-la consigo.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Vai-te embora.
Ele tenta forçar a passagem, sempre com os olhos postos na noiva. O noivo, desesperado, estica o braço para o esmurrar, mas falha o alvo. Os convidados precipitam-se para os separar. Ele grita por ela. A confusão generaliza-se e o padre procura furar por entre o tumulto com o intuito de recuperar a ordem, debalde. O noivo ameaça-o de morte, ele chama por ela.
Nisto, um grito agudo e prolongado paralisa a igreja. Voltam-se todos na direção da noiva e cai um silêncio. Ela retira-se para a sacristia tentando por ordem naquilo, e diz-lhe.
- Por favor entra aqui comigo.
Abrem-se alas e ele passa. Daí a pouco, sai e vai sentar-se, cabisbaixo, no banco da primeira fila. Ela chama o noivo e este entra na sacristia com ela também. Quando saem, a noiva conferencia com o padre e, de seguida, retoma o seu lugar no altar, anunciado aos convidados que o casamento vai prosseguir, só que, afirma, com outro noivo.
Ouve-se um bruaá de espanto. O noivo dispensado retira-se com a família e a cerimónia é retomada. À saída da igreja, os recém-casados descem sob uma chuva de arroz e palmas. E a festa continua pelo dia fora, pela noite dentro.
(15/06/2013)
Joaquim Rodrigues
"Falando da Amizade"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Amizade é sentir.
Um enorme carinho.
Por alguém que gosta de nós.
É nosso amigo.
É saber escutar esse amigo.
Porque ele nos escuta também.
Amizade é sabermos nos calar.
No momento certo.
Quando é preciso.
É juntar todas as nossas alegrias.
E corrermos de mãos dadas juntas.
E em qualquer direção.
É ajudarmos a deitar fora.
Todas as nossas tristezas.
É sabermos respeitar.
O espaço um do outro.
Quando isso é necessário.
Amizade é guardar.
Todos os segredos que nos contam.
Porque nossas histórias de vida.
Nos são como algo sagrado.
E sentir confiança nessa amizade.
Para falar há vontade.
Amizade é sentir.
Que a mão que nos é estendida.
É sincera, é uma cumplicidade.
Que não dá para explicar.
É algo que nos faz viver feliz.
Muito feliz!
Amizade é uma coisa muito séria.
Que eu adoro, que eu amo.
Hoje deu-me uma enorme vontade.
De falar sobre Amizade.
(16/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 14 de junho de 2013
"Teu Olhar"
O teu olhar meu bem!
É como um sonho para mim.
Como uma noite de luar.
Um luar sem fim.
Esse teu olhar ilumina-me.
O teu sorriso acende em mim.
Esta paixão, por tudo isso!
Quero navegar nos teus desejos.
E desenhar o teu rosto para sempre.
Em meu coração.
Quero ser o culpado de realçar.
O brilho dos teus olhos.
E afastar de vez toda esta solidão.
Que tem tomado conta de nós.
Quero navegar no teu dia-a-dia.
Quero tudo isso e muito mais.
Deixa eu te fazer feliz.
E ser a tua riqueza, um amor sem fim.
Um amor terno, o teu amanhecer.
E tu serás o meu sol, a luz do meu querer.
O meu céu deixa-me navegar no teu mar.
E para todo sempre te amar?!
(14/06/2013)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 13 de junho de 2013
"Amanhã"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Eu hoje falo-te no dia de
amanhã.
Para que nunca te aches mais
que os outros.
Pois tudo o que é demais é
sobra.
E tudo o que sobra vai para
o lixo.
Qual é a
tua dúvida sobre o dia de amanhã?
Eu não
tenho duvidas para amanhã.
Eu amanhã vou querer beijar a
tua boca.
Vou saciar todos os meus
desejos.
E vou matar as saudades que
sinto do teu corpo.
Eu
sei como vai ser o amanhã.
O amanhã sempre nos reserva
tantas coisas boas.
Coisas que a gente hoje não
pode duvidar.
Se tu queres saber
qual a visão secreta do amanhã.
Fecha agora os teus olhos.
E deseja um abraço meu, um
abraço bem forte.
Hoje abre o teu coração.
Amanhã tu voltarás abrir,
não te vai custar nada.
Tu sabes que o dia de amanhã,
só pertence a Deus.
Lembra-te que não à bem que
sempre dure.
Nem há mal que nunca acabe.
A única preparação
do amanhã.
É usarmos corretamente o dia
de hoje.
Joaquim Rodrigues
domingo, 9 de junho de 2013
" A História"
Há uns meses atrás, um certo dia, ela pediu-lhe que escrevesse uma história onde ela se podesse ver nela, a sua história. Ele no momento logo pensou que talvez ela o estivesse obrigar a escrever a história mais difícil que até ali conseguiu escrever, e se a vida dela, dava uma história de vida, ela não prometeu narrar a mesma, de maneira que o desafio é escrever uma história a partir do nada, de um ecrã de computador em branco, sem qualquer ideia senão as palavras dela a ressoarem no seu pensamento.
- Escreve-me uma história.
Ele coça a cabeça, embaraçado. Está no emprego, a roubar tempo ao trabalho e a pensar.
“Por que raio é que ela me pede que lhe escreva uma história se não sou escritor e não escrevo nada de jeito?”
Ele não quer dar-se como derrotado, mas, ao fim de uma hora sentado ao computador, começa a sentir-se desesperado, sem uma ideia decente. E, no entanto, mantém-se determinado em escrever algo que a faça feliz. Então, lembra-se que pode comprar-lhe um ramo de flores e escrever-lhe umas palavras bonitas num cartão. Não será a história que lhe pediu, mas espera compensar a sua incapacidade com as flores.
Olha para o relógio, o dia está a acabar e verifica que tem pouco tempo antes de a florista fechar. Agarra no casaco e vai-se embora, com pressa, antes da hora de saída. Quando chega, a porta já está fechada. Espreita pelo vidro, não vê a florista, mas há um rapaz a varrer a loja. Bate no vidro, o rapaz apoia-se indolentemente na vassoura, faz-lhe sinal de que já fecharam, recomeça a varrer.
Volta a bater, o rapaz olha para fora, aborrecido, lá se decide a arrastar os pés até à porta, abre. Pede-lhe para lhe vender um ramo de flores. Responde-lhe que só está ali para varrer e não sabe nada de flores. Pensa que também não percebe nada de histórias e tem uma para escrever.
- Vamos improvisar, afirma, acenando-lhe com uma nota de vinte.
O rapaz rola os olhos, contrariado, guarda a nota no bolso, convida-o a entrar.
No autocarro, coloca o ramo de flores no lugar livre ao seu lado e concentra-se no cartão com uma caneta na mão. Um homem, de pé no corredor, desequilibra-se com uma guinada do condutor e aterra em cima do ramo de flores. O homem olha para ele com um sorriso culpado, antes de voltar a levantar-se.
Senta-se num banco público, na rua, desanimado. O ramo de flores arruinado está enfiado no caixote de lixo ali ao lado. Ela está à sua espera para jantar e não tem nada para lhe oferecer. Nem história nem flores. Subitamente, surge-lhe uma ideia e percebe que já tem a sua história!
Quando ela abre a porta oferece-lhe uma garrafa de náufrago com uma folha enrolada no interior. Ela retira a folha e lê a história que ele escreveu e que começa assim.
"As vicissitudes de um pobre apaixonado para agradar, à namorada."
Depois de ler, abraça-se a ele, emocionada.
- É uma história bonita, afirma, melhor do que ficção e melhor do que um ramo de flores.
Ele sorri, aliviado, até ela acrescentar.
- Querido estive a pensar numa coisa.
(09/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sábado, 8 de junho de 2013
"O que eu Quero"
Eu só quero.
Poder acordar todos os dias.
E saber que tu estás a meu
lado.
Para me aquecer.
Enquanto lá fora o dia é
gelado.
Só quero que me acordes aos
beijos.
E me cubras de abraços e carinhos.
Eu só quero poder acordar.
E olhar o teu lindo rosto deitado.
Sob meu travesseiro.
E o observar todo dia.
Quero poder tomar o
café-da-manhã.
Contigo deitado na cama.
Em dias chuvosos.
E cobertos pelo nosso édredon.
Vamos assistindo Televisão.
Eu só quero cometer loucuras contigo.
E adormecer cansado junto a
ti.
Eu só quero sorrir.
Olhando para o teu sorriso.
E me encantar.
E me perder no brilho dos
teus olhos.
Te beijar, te abraçar.
Eu só te quero comigo.
Eu quero-te abraçada a mim.
Joaquim Rodrigues
"Despedida"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Depois de o comboio partir, de ela ter ido, depois do derradeiro beijo com a máquina já em movimento, ele fica ali, na estação, ainda uma hora, a despedir-se dela, a pensar nela com a saudade deixada a pairar na memória do seu perfume, do último abraço. Fica ali, preso à nostalgia da partida, a tomar um café com o cais de embarque à vista, observando outros casais que se separam com os comboios que seguem viagem e outros que se reúnem com os comboios que chegam.
Para trás ficam umas férias encantadas, só os dois, juntos, com aquela sensação feliz de perenidade que perdurou enquanto, nos braços um do outro, garantiam que era para sempre sem se quererem lembrar de que era só por uns dias.
Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados. Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer: “Telefona-me quando lá chegares.”
(08/06/2013)
Joaquim Rodrigues
Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados. Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer: “Telefona-me quando lá chegares.”
(08/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 7 de junho de 2013
"Lembranças"
Eu quando acordo de
manha.
Tu és o meu
primeiro pensamento do dia.
Vou logo a correr, te
procurar.
Como não te vejo, quase morro de agonia.
Sou dependente do
teu amor.
Porque o teu beijo
me vicia.
Longe um do outro,
sinto dor.
Quero-te a meu lado
quero-te todo dia.
Se não gostas de te
arrepender.
Escolhe viver a
vida, a rir e a cantar.
Afinal como teria
sido, como ia ser?
Não passes tua vida,
a perguntar.
Tenho dias que
penso com o coração.
Ele manda vai,
corre atrás dela.
Mas logo minha
cabeça entra em ação.
Vai acontecer a
mesma esparrela!
Joaquim Rodrigues
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