Powered By Blogger

sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Teu Olhar"



O teu olhar meu bem!
É como um sonho para mim.
Como uma noite de luar.
Um luar sem fim.
Esse teu olhar ilumina-me.
O teu sorriso acende em mim.
Esta paixão, por tudo isso!
Quero navegar nos teus desejos.
E desenhar o teu rosto para sempre.
 Em meu coração.
Quero ser o culpado de realçar.
O brilho dos teus olhos.
E afastar de vez toda esta solidão.
Que tem tomado conta de nós.
Quero navegar no teu dia-a-dia.
Quero tudo isso e muito mais.
Deixa eu te fazer feliz.
E ser a tua riqueza, um amor sem fim.
Um amor terno, o teu amanhecer.
E tu serás o meu sol, a luz do meu querer.
O meu céu deixa-me navegar no teu mar.
E para todo sempre te amar?!
 
(14/06/2013)
Joaquim Rodrigues

quinta-feira, 13 de junho de 2013

"Há sempre um Amanhã" (HD) Joaquim Rodrigues


"Amanhã"

(Joaquim Rodrigues)
Eu hoje falo-te no dia de amanhã.
Para que nunca te aches mais que os outros.
Pois tudo o que é demais é sobra.
E tudo o que sobra vai para o lixo.
Qual é a tua dúvida sobre o dia de amanhã?
Eu não tenho duvidas para amanhã.
Eu amanhã vou querer beijar a tua boca.
Vou saciar todos os meus desejos.
E vou matar as saudades que sinto do teu corpo.
Eu sei como vai ser o amanhã.
O amanhã sempre nos reserva tantas coisas boas.
Coisas que a gente hoje não pode duvidar.
Se tu queres saber qual a visão secreta do amanhã.
Fecha agora os teus olhos.
E deseja um abraço meu, um abraço bem forte.
Hoje abre o teu coração.
Amanhã tu voltarás abrir, não te vai custar nada.
Tu sabes que o dia de amanhã, só pertence a Deus.
Lembra-te que não à bem que sempre dure.
Nem há mal que nunca acabe.
A única preparação do amanhã.
É usarmos corretamente o dia de hoje.
 (12/06/2013
Joaquim Rodrigues


domingo, 9 de junho de 2013

"Nossa História" (HD) Joaquim Rodrigues


" A História"


Há uns meses atrás, um certo dia, ela pediu-lhe que escrevesse uma história onde ela se podesse ver nela, a sua história. Ele no momento logo pensou que talvez ela o estivesse obrigar a escrever a história mais difícil que até ali conseguiu escrever, e se a vida dela, dava uma história de vida, ela não prometeu narrar a mesma, de maneira que o desafio é escrever uma história a partir do nada, de um ecrã de computador em branco, sem qualquer ideia senão as palavras dela a ressoarem no seu pensamento.
 - Escreve-me uma história.
Ele coça a cabeça, embaraçado. Está no emprego, a roubar tempo ao trabalho e a pensar.
  “Por que raio é que ela me pede que lhe escreva uma história se não sou escritor e não escrevo nada de jeito?”
Ele não quer dar-se como derrotado, mas, ao fim de uma hora sentado ao computador, começa a sentir-se desesperado, sem uma ideia decente. E, no entanto, mantém-se determinado em escrever algo que a faça feliz. Então, lembra-se que pode comprar-lhe um ramo de flores e escrever-lhe umas palavras bonitas num cartão. Não será a história que lhe pediu, mas espera compensar a sua incapacidade com as flores.
Olha para o relógio, o dia está a acabar e verifica que tem pouco tempo antes de a florista fechar. Agarra no casaco e vai-se embora, com pressa, antes da hora de saída. Quando chega, a porta já está fechada. Espreita pelo vidro, não vê a florista, mas há um rapaz a varrer a loja. Bate no vidro, o rapaz apoia-se indolentemente na vassoura, faz-lhe sinal de que já fecharam, recomeça a varrer.
 

Volta a bater, o rapaz olha para fora, aborrecido, lá se decide a arrastar os pés até à porta, abre. Pede-lhe para lhe vender um ramo de flores. Responde-lhe que só está ali para varrer e não sabe nada de flores. Pensa que também não percebe nada de histórias e tem uma para escrever.
 - Vamos improvisar, afirma, acenando-lhe com uma nota de vinte.
O rapaz rola os olhos, contrariado, guarda a nota no bolso, convida-o a entrar.
No autocarro, coloca o ramo de flores no lugar livre ao seu lado e concentra-se no cartão com uma caneta na mão. Um homem, de pé no corredor, desequilibra-se com uma guinada do condutor e aterra em cima do ramo de flores. O homem olha para ele com um sorriso culpado, antes de voltar a levantar-se.
Senta-se num banco público, na rua, desanimado. O ramo de flores arruinado está enfiado no caixote de lixo ali ao lado. Ela está à sua espera para jantar e não tem nada para lhe oferecer. Nem história nem flores. Subitamente, surge-lhe uma ideia e percebe que já tem a sua história!
Quando ela abre a porta oferece-lhe uma garrafa de náufrago com uma folha enrolada no interior. Ela retira a folha e lê a história que ele escreveu e que começa assim.
"As vicissitudes de um pobre apaixonado para agradar, à namorada."
Depois de ler, abraça-se a ele, emocionada.
- É uma história bonita, afirma, melhor do que ficção e melhor do que um ramo de flores.
Ele sorri, aliviado, até ela acrescentar.
- Querido estive a pensar numa coisa.

(09/06/2013)
Joaquim Rodrigues

sábado, 8 de junho de 2013

"Voar" (HD) Joaquim Rodrigues


"O que eu Quero"


Eu só quero.
Poder acordar todos os dias.
E saber que tu estás a meu lado.
Para me aquecer.
Enquanto lá fora o dia é gelado.
Só quero que me acordes aos beijos.
E me cubras de abraços e carinhos.
Eu só quero poder acordar.
E olhar o teu lindo rosto deitado.
Sob meu travesseiro.
E o observar todo dia.
Quero poder tomar o café-da-manhã.
Contigo deitado na cama.
Em dias chuvosos.
E cobertos pelo nosso édredon.
Vamos assistindo Televisão.
Eu só quero cometer loucuras contigo.
E adormecer cansado junto a ti.
Eu só quero sorrir.
Olhando para o teu sorriso.
E me encantar.
E me perder no brilho dos teus olhos.
Te beijar, te abraçar.
Eu só te quero comigo.
Eu quero-te abraçada a mim.
 “08/06/2013”
Joaquim Rodrigues

"O meu Filme" (HD) Joaquim Rodrigues


"Despedida"

(Joaquim Rodrigues)
Depois de o comboio partir, de ela ter ido, depois do derradeiro beijo com a máquina já em movimento, ele fica ali, na estação, ainda uma hora, a despedir-se dela, a pensar nela com a saudade deixada a pairar na memória do seu perfume, do último abraço. Fica ali, preso à nostalgia da partida, a tomar um café com o cais de embarque à vista, observando outros casais que se separam com os comboios que seguem viagem e outros que se reúnem com os comboios que chegam. Para trás ficam umas férias encantadas, só os dois, juntos, com aquela sensação feliz de perenidade que perdurou enquanto, nos braços um do outro, garantiam que era para sempre sem se quererem lembrar de que era só por uns dias.
Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados. Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer: “Telefona-me quando lá chegares.”

(08/06/2013)
Joaquim Rodrigues

sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Classico" (HD) Joaquim Rodrigues


"Lembranças"


Eu quando acordo de manha.
Tu és o meu primeiro pensamento do dia.
Vou logo a correr, te procurar.
Como não te vejo, quase morro de agonia.
Sou dependente do teu amor.
Porque o teu beijo me vicia.
Longe um do outro, sinto dor.
Quero-te a meu lado quero-te todo dia.
Se não gostas de te arrepender.
Escolhe viver a vida, a rir e a cantar.
Afinal como teria sido, como ia ser?
Não passes tua vida, a perguntar.
Tenho dias que penso com o coração.
Ele manda vai, corre atrás dela.
Mas logo minha cabeça entra em ação.
Vai acontecer a mesma esparrela!
 (07/06/2013)
Joaquim Rodrigues

terça-feira, 4 de junho de 2013

"Mais que Amiga"

(Joaquim Rodrigues)
Não podemos negar nossa linda amizade.
És minha amiga como eu sou teu amigo.
O que de melhor os dois fazemos é continuar assim.
Continuar amigos um do outro, tu comigo eu contigo.
 
Se achas que eu sou pessoa difícil, e sofres fala não mente.
Juro que nunca quis te magoar, nunca foi minha intenção.
Eu sou assim, tenho defeitos como toda gente.
Pensa nisso, é dificil eu mudar meu coração.
 
Meu modo de ser, nunca vai mudar não posso.
Mas por ti, pelo nosso amor, posso até dar um jeito.
Mas estou cheio de dúvidas, o mundo não é nosso.
Só sei que quero ficar contigo, ser teu amigo de peito.
 
Como eu queria continuar nossa relação linda e feliz.
E deixar o destino escolher, anda vamos conseguir.
Vamos continuar nosso caminho como combinamos, me diz.
Precisamos ficar aqui, trocar ideias falar, ser feliz, nos ouvir.
 
(04/06/2013)
Joaquim Rodrigues

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"Voar" (HD) Joaquim Rodrigues


"Amiga"

(Joaquim Rodrigues)

Minha amiga.
Tu que passaste pela minha vida.
Te riste de todas, as minhas brincadeiras.
E até choraste das minhas tristezas.
Sempre estiveste presente comigo.
Enquanto outros estavam longe.
Tu foste aquela a quem eu confessei.
Todos os meus segredos.
Que me fizeste vencer todos os meus medos.
Amiga, eu não te esqueço!
Foi muito tempo que me confortaste.
E até me ensinaste a seguir o meu caminho.
Mas um dia chegou a hora, da tua partida.
Eu não tive tempo para me despedir de ti.
Como eu mais queria.
Agora espiritualmente voltas-te.
E nem um beijo meu levou.
Hoje vivo recordando.
As tuas últimas palavras.
Que me deixaste a sorrir.
A falta da tua presença me faz sentir.
Que a vida não tem tanta cor.
Amiga a vida sem ti perdeu a cor.
Não é possível ignorar.
Todas estas saudades que sinto.
Saudades que ficou no teu lugar.
Minha amiga Querida!
Deus te deu asas de anjo para voar!
E tu voaste.
Mas tenho a certeza que um dia.
Nos vamos reencontrar no Céu.
Num qualquer cantinho do Céu!
(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues

domingo, 2 de junho de 2013

"Minha" (HD) Joaquim Rodrigues


"Encruzilhada"


- É como diz a canção, afirma ele com uma ponta de ironia, - não quero falar de como me partiste o coração.
Ela sorri com um ar culpado.
 - Isso foi no início do Verão, lembra-o, agora estamos quase no fim.
No início do Verão eles zangaram-se e ela deixou-o especado nesta mesma praia. Não voltaram a ver-se até ela lhe telefonar.
- E o teu marido? Pergunta-lhe, subitamente.
 - O que tem?
- Continuas casada com ele, certo?
- Certo, confirma ela, irritada com a pergunta.
- O teu marido, de quem tu não gostas, insiste, à laia de comentário.
Ela encolhe os ombros.
- Sempre foi cómodo para ti que eu fosse casada.
- No princípio, talvez, depois deixou de ter graça, replica. Quando tens de voltar para casa?
 - Amanhã, ele volta amanhã de Lisboa.
- Hum, Resmunga ele.
E, de repente, já caíram de novo no assunto que os separou. Ontem à noite, em casa, ela surpreendeu-se a observar o marido. Ele a ver televisão, despreocupado, ela a fingir que lê um livro, a espreitá-lo pelo canto do olho, com um turbilhão na cabeça. Acabou de confirmar que está grávida. E não ama o marido. Na realidade, não suporta a ideia de continuar a viver com ele. Mas são duas notícias demasiado fortes e custa-lhe ter essa conversa. Chega a abrir a boca, mas não lhe sai nada, não tem coragem. De modo que decide marcar o encontro na praia e deixar para depois a conversa com o marido.


Estão sentados na praia enquanto o Sol desaparece. O Outono está a chegar, ela afunda os pés descalços na areia para aproveitar o calor acumulado durante o dia. Puxa a saia com as duas mãos, esticando-a abaixo da curva dos joelhos para tapar as pernas dobradas, prende o cabelo atrás da orelha com um gesto nervoso. Quer contar-lhe, tem de lhe contar, foi para isso que veio.
 - Vais continuar com ele?
- Não, vou deixá-lo.
- Quando?
 - Digo-lhe quando chegar de Lisboa.
Ele remete-se ao silêncio e ela pensa que não é bom sinal.
- Estou grávida, ouve-se dizer.
Ele volta a cabeça, espantado.
  - Como?!
- Estou grávida, repete.
- E vais deixá-lo agora?!
Ela, aflita, com os olhos marejados, pensa que ele vai achar que fez de propósito, que é uma armadilha.
  - O filho não é dele, anuncia.
- Não é dele? Gagueja, então, quer dizer.
Ela faz que sim com a cabeça. Ele demorou o seu tempo a encaixar a notícia, mas, ao fim de uns minutos, passa-lhe o braço por cima dos ombros e pergunta-lhe com um sorriso.
 - Já pensaste num nome para ele?
E ela, tremendamente aliviada, fecha os olhos um segundo e, finalmente, volta a respirar.
- Quem te disse que é um rapaz?
- Porquê, tens mais alguma novidade de choque para me dar?
Ela ri-se.
- Não, diz, pode muito bem ser um rapaz.

(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues

sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Amo-te"



Amo-te.
Antes e depois de todos os acontecimentos.
Nesta profunda e imensidade do meu vazio.
E em cada lágrima dos meus pensamentos.

Amo-te.
Mesmo quando os ventos fortes assobiam.
Ou todas aquelas sombras que me fazem chorar.
Nesta extensão infinita dos tempos.
Até a região onde os silêncios moram.

Amo-te.
Em todas as transformações que a vida tem.
Em todos os longos caminhos do medo.
Nesta angústia, nesta vontade perdida.
E nesta dor que se mexe em segredo.

Amo-te.
Porque não paro de sentir.
Em tudo aquilo, que estás presente.
Neste olhar dos astros que te alcançam.
E em tudo que me faz sentir tua ausência.

Amo-te.
Desde o dia que os dois, criamos nossas águas.
As águas que nos apagava nosso fogo.
Desde antes do nosso primeiro sorriso.
E da nossa primeira mágoa.

Amo-te.
Perdidamente.
Mesmo antes desta grande neblina.
E até depois do universo cair em cima de mim.
Mas suavemente.

Amo-te.
Porque existe um corpo, olhos, boca, mãos.
Existe um toque, um beijo, uma sensação.
Um sabor, um cheiro, a realização.

Todos os nossos planos, o futuro.
O futuro ao alcance das nossas mãos.
A felicidade!

Amo-te
Meu anjo!
Um anjo, que me encantou.

(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Porque Choras?" (HD) Joaquim Rodrigues