Joaquim Rodrigues
O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
"O Amar"
Joaquim Rodrigues
O amor tem os seus valores
o amor é amar, e ser amado
é receber sem esperar um elogio
é sentir desejo e ser desejado
amar é olhar o horizonte e sentir só amor
é sempre dar, sem pedir atenção
é se declarar, e nunca se cansar de o fazer
amar é deixar falar sozinho o coração
amar é ter sempre
atitudes bonitas
sempre com um sorriso no rosto
abraçar o sorriso, sorrindo também.
amar é sempre surpreender com gosto
Amar é estar ao lado de quem desejamos
dar abraços, não exigir nada, e nada cobrar
é segurar forte tudo, sem nunca sentir o peso
amar é muito fácil, quando se quer amar.
“03/09/2016”
(Joaquim Rodrigues)"Dispostas ou Disponiveis"
Existe uma grande diferença entre pessoas dispostas e
pessoas disponíveis. Olhando rápido você pode até achar que elas são parecidas,
mas não se engane. Eu explico:
A diferença entre elas é grande e a diferença que elas
fazem na sua vida também é. Uma pessoa disposta pode significar tudo. Uma
pessoa disponível sempre significa nada. Pessoas disponíveis se baseiam na
conveniência. Só vão se for fácil chegar. Só pagam se for barato pagar. Só
aceitam se não tem nada melhor. Só se lembram quando você faz lembrar. São
pessoas que são levadas pelo mais fácil, pelo atalho, por onde não há risco. E
nem recompensa.
Elas estão sempre sondando por aí atrás de um plano A, B,
C e D. E não se comprometem com nenhum deles porque sempre tem a chance de
aparecer um novo plano A. Tudo depende do factor conveniência. Porque são
pessoas disponíveis, sim, mas quando isso favorece a elas. E curiosamente
esperam que você sempre esteja disponível, faz parte do joguinho. Ninguém fica
onde não existe reciprocidade.
Eu sinto desprezo por esses joguinhos onde ganha quem
demonstra querer menos. É uma covardia com as pessoas. Mas mais ainda, é uma
covardia consigo mesmo. Covardia de assumir sentimentos, assumir compromissos,
assumir o que quer. Falta maturidade emocional nessa gente. Sinceramente?
Eu gosto mesmo de quem não tem medo de sentir e não tem
medo de dizer o que sente. Eu gosto de quem liga, quem manda mensagem do nada.
Quem diz que tá com saudade, quem fala que quer ver, quem vem ver. Quem não
fica de “vamos marcar” e já chega com “tô indo te encontrar”. Gosto de quem
fica feliz só por estar junto, só pela companhia. Gosto de quem se entrega e se
joga. Amor é Timing.
Pessoa disposta é aquela que não te deixa na insegurança.
Te deixar na insegurança e na dúvida é o trunfo de quem não quer nada. Não é o
“sim” e nem o “não”, você é cozinhado num “talvez” constante. E se não for pra
ser um “SIM!” em caixa alta e exclamação, seja um “adeus” pra essa pessoa…vai e
não voltes mais.
Não fique pechinchando um “sim” que deveria vir naturalmente.
Não aceite migalhas. Se você quer algo sério, queira alguém disposto. Perder
tempo com gente apenas disponível é desperdício. Você não vai mudar as pessoas,
sério. Não vá na esperança de “mas ele ou ela vai mudar!” porque não vai.
Alguém só muda por si mesmo, por mais ninguém, não o
queira levar onde você quer, sem primeiro perguntar se é isso mesmo o que ele
quer, o que o faz feliz, de todo não tente mudar nada. Queira alguém que mereça
receber o seu melhor. Queira alguém tão disposto quanto você.
Sem jogos, sem desculpas, sem amarras. Eu nunca quis um
amor-perfeito. Porque, afinal
Quem quer dá um jeito, quem não quer dá um desculpa. O
amor vem para os dispostos, não para os disponíveis.
(Autor: Hudson Baroni)
Vs: (Joaquim Rodrigues)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
"Verdade"
Joaquim Rodrigues
Felicidade não tem código de barras,
Nem os sonhos têm preço,
nem desejo tem amarras.
Os poetas não se vendem em plástico,
Nem um mundo sem prazer será fantástico.
Os deuses não se fazem de esmola,
Liberdade não se aprende só na escola,
Uma alma sem sexo não existe
Como um louco sem loucura não resiste,
Futuro não é chá de caridade,
Só o teu amor, por ser amor, é de verdade.
Um muro por mais alto não separa
Os que têm fome dos que têm a seara.
A cidade virou hipermercado,
Se é da favela, não é gente, é malcriado.
O dono do mundo sentiu-se mal,
Não o deixam destruir a selva tropical.
Vendem-se meninos nas escadas do metrô,
Fome é prisão, humilhação de quem roubou,
O dinheiro transformou-se na vontade,
Só o teu amor, por ser amor, é de verdade.
O crucifixo é da cor do cinescópio,
Heroína, cocaína, odor de ópio.
A vizinha estreou-se na TV,
Matou o marido sem saber porquê.
A dor já se vende em videocassete,
Beatas masturbam-se por Internet,
Sexo compra-se pelos jornais,
Videntes criam novos pecados mortais,
Quarenta índios morreram hoje ao fim da tarde,
Só o teu amor, por ser amor, é de verdade.
Pedro Abrunhosa
”
In:
Joaquim Rodrigues:
sábado, 20 de agosto de 2016
"SAUDADE"
Joaquim Rodrigues
Saudade minha se cansou, de muito tempo esperar, de ti saudades eu estou, vem saudade podes voltar, a saudade disse-me adeus, até a vida já me voa, nos lugares que foram meus
de saudade passeio à toa, or onde passo cheiro o aroma, da
saudade que que trago no peito
esta saudade que em mim soma, muito tempo saudade sem jeito,
já não consigo encontrar saída, os meus dias são um embaraço, troca-me as
voltas a Vida, e eu à vida vou trocando o passo, mas tu saudade se voltares, e
me aceitar como eu sou, o meu coração vai ter um lugar
Para a saudade que o abandonou.
(14/07/2016)
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
"Procura-me"
Joaquim Rodrigues
Hoje eu pergunto-me, aonde está você?
porque hoje já me certifiquei de que você
não está mais aqui comigo.
desculpa-me por ter dito um dia,
que já não me importava mais com você
porque não quero que você sinta culpa de nada
O meu amor é grande de mais para te deixar partir.
eu quero e peço que me procures
e segures forte
com teus braços
enquanto eu tento fugir, eu sempre quero fugir
daquilo que cresce tanto e fica enorme em mim.
juntos rimos sem parar porque tudo nos fica bem.
não fujas então sem mim, eu preciso de teu sorriso!
“12/07/2016”
(Joaquim Rodrigues)
sábado, 6 de agosto de 2016
"Como se Ama"
Joaquim Rodrigues
Todos nós sonhamos ser feliz um dia, e ter alguém que nos ame. Mas
para ter essa felicidade temos que saber um segredo. É dentro de nós que mora o ADN que nos pode levar há felicidade, o amor. Só devemos amar então quem nos ama, quem nos assume com o seu amor, quem sempre está presente, quem nos compreenda, mesmo que os momentos sejam naqueles de nossa maior loucura.
Amar e ser feliz é ter alguém que seja capaz de nos ajudar, de nos guiar. Alguém que nos apoie, que torne o nosso sonho num sonho verdadeiro. amar é ser capaz de nos dizer " eu amo-te muito meu amor" com atitude, e não só com palavras.
(03/08/2016)
Joaquim Rodrigues
domingo, 24 de julho de 2016
"O Amor não tem Idade"
Joaquim Rodrigues
Quando se conheceram foi uma surpresa, tiveram um breve romance apaixonado, andavam na rua de mãos dadas como dois adolescentes, falavam ao telefone amiúde, combinavam encontros imprevistos a meio do dia e ela pensava.
- “A felicidade é isto!”
Levava um sorriso inconsciente no rosto se alguém lhe perguntava qual era o segredo da sua alegria. Não era mistério nenhum, era só o entusiasmo do amor que a fazia reviver como já não lhe acontecia há muito tempo, como pensara que não lhe voltaria acontecer. O sonho dela foi assim, sempre sonhou ser assim, como estava acontecer.
Foram três meses intensos. Ora ficavam e dormiam em casa dela, ora então faziam uma mala ligeira e partiam de carro para um fim-de-semana sem destino prévio, (o sonho tinha tudo do mais belo, e ela nunca desejou acordar deste sonho) dormindo numa terra qualquer onde o acaso os levasse. Depois, subitamente, ele desinteressou-se sem nenhum motivo aparente, deixou de telefonar, inventou desculpas para as ausências, saiu da vida dela tão depressa como surgiu, como um furacão que deixa para trás uma devastação de sentimentos.
E ela sentiu-se enganada, entristeceu, ficou doente de amor, pensando nele obsessivamente, sempre procurando explicações razoáveis para o seu comportamento insensato. Perguntava-se.
- “Porque ele me disse que me amava, se não era verdade?”
E assim a paixão de há pouco tornou-se rapidamente em frustração, raiva, e rancor. Com o passar do tempo a tempestade acalma e a revolta passa a indiferença. Ela retrai os sentimentos, contém as emoções, determinada a não ser novamente apanhada desprevenida por um amor que a magoe.
Tem os dois filhos de um casamento falhado, anda ocupada com o trabalho e decide que está bem assim.
- “Não quero mais ninguém, nunca mais! Os homens são todos iguais, e na minha idade, foi um erro pensar que podia voltar a amar”. Pensou, como se o amor tivesse idade, ou prazo de validade.
Três anos passados depois de estar sozinha a festejar o seu aniversário num restaurante, é surpreendida no intervalo de um concerto de música clássica, que estava assistir, por um desconhecido sentado a seu lado, que lhe pergunta.
- Desculpe-me a menina costuma assistir sozinha aos espectáculos?
Encolhe os ombros com graça, e responde.
- Sim!
Ele percebe na sua resposta a fatalidade da solidão e declara que é viúvo, reformado e doido por música. Tomam um café juntos depois do concerto. Ela acha-o encantadora-mente trapalhão e aceita o seu convite para irem juntos ao próximo concerto. Vão a muitos mais e, embora não sinta a paixão avassaladora da última vez, também não se sente ameaçada pelo receio de ser magoada. Têm uma relação feliz e serena, confia nele e admite que, afinal, o seu erro foi pensar que os homens são todos iguais.
"10/07/2016"
(Joaquim Rodrigues)
"Tormento de Amor"
Joaquim Rodrigues
Nada, me importa agora
tudo morreu para mim
não tenho dia nem hora
só uma tristeza sem-fim
Meu amor por ti morreu
só agora é que vejo
como te amava Deus meu
era amor era desejo
Não me quiseste lamento
tinha tanto para te dar
e só recordo um tormento
tormento que já passou
mas que ainda me faz chorar
porque em mim nada ficou
"18/10/2012"
(Joaquim Rodrigues)
sexta-feira, 22 de julho de 2016
"Conversa de amigas"
Joaquim Rodrigues
Olá, minha querida, faz tempo que não te via.
é verdade querida Eli.., mas tenho passado muito mal
então porquê Lu...? O que te aconteceu agora
meu amor saiu de casa, e não voltou mais
A ultima vez que o vi, ele vestia jeans azul, e blusa preta
levava com ele só o que eu deixei levar, mais nada
uma mala já muito velha, com roupas já muito usadas
entre isso, um blusão cinzento já muito, mas muito coçado
Que eu saiba não me parece ter levado nada meu
embora ele tenha-me confessado guardar no peito o meu amor
amiga, assim tipo militar, como fosse possível levar o que é meu
que eu saiba, só levou umas botas cinzentas, que lhe ofereci
Quanto a recordação, deixou-me pouca coisa, muito pouca mesmo
uma manta azul, um radio que nem noticias dele me dá
o cheiro dele na cama, que quanto mais tempo passa o sinto menos
e uma nostálgica recordação de uma aliança que a devolvi a tempo
Uma triste história minha amiga, como todas aquelas que você conhece
estivesse eu quietinha, e não te fazia perder tempo agora a ouvir isto
mas minha amiga, deixa eu te confessar, por favor, gostava de ter noticias
porque espero o pior, o pior ainda é que eu, amo-o muito ! Muito mesmo.
“22/07/2016”
(Joaquim Rodrigues)
"O Amor e o Tempo"
Joaquim Rodrigues
Pela montanha alcantilada
todos quatro em alegre companhia
o Amor, O Tempo, a minha Amada
e eu subia-mos um dia…
Da minha amada no gentil semblante
já se viam indícios de cansaço
o amor passava-nos adiante
e o tempo acelerava-nos o passo
- Amor, amor! Mais devagar!
não corras tanto assim, que tão ligeira
não pode com certeza caminhar
a minha, doce companheira!
De súbito o amor e o tempo, combinados
abrem as asas trémulas ao vento
por que voais assim tão apressados?
onde vos dirigis? Nesse momento?
Volta-se o amor e diz com azedume
tende paciência, amigos, meus!
eu sempre tive este costume
de fugir com o tempo
Adeus, adeus!
"01/01/2012"
(Joaquim Rodrigues)
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