O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
terça-feira, 2 de julho de 2013
"Vem Comigo"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Vem comigo numa viagem sob a nossa pele.
Vem comigo numa viagem ao nosso interior.
Vamos olhar juntos.
Só paramos os dois.
Fecha os olhos vamos começar.
Respira lentamente.
Vamos começar juntos.
Vamos olhar só para nosso interior ok?.
Contigo eu sinto que o amor pode ser melhor.
Porque amo à minha maneira.
Á nossa maneira.
Ama-me com ternura.
É tudo o que temos de fazer.
E nos entregarmos um ao outro.
Tudo o que temos de fazer.
É rendermos.
Coloca o teu rosto aqui na janela.
Respira esta noite repleta de tesouros.
E sente como o vento é maravilhoso doce.
O vento selvagem com promessas de prazer.
Vê as estrelas, estão vivas.
Noites como estas.
Nasceram para serem santificadas por ti, e por mim.
Noites que nasceram para os amantes.
Para os ladrões.
Para os loucos e pretendentes.
Temos tudo isto para fazer os dois.
Tudo o que temos de fazer é nos entregarmos.
Anda, faz-me sentir emoção.
Tu dás-me esperança.
Obrigado pelos presentes vindos da alma.
Vem comigo nesta viagem ao nosso interior.
Hoje vamos juntos olhar só para dentro de nós.
Vem comigo, vem!
(28/06/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 1 de julho de 2013
"Histórias de Vida"
“O meu Pai tem uma amante. A minha Mãe tem outro.”
- Se tem outra mulher? O papá...
- Sim, eu percebi o que tu disseste. Mas onde é que foste buscar essa ideia? O que é que tu ouviste? Ouviste o teu pai a falar com alguém?
- Não, não ouvi.
- Então porque é que estás a perguntar isso? De onde é que isso vem agora?
- Não sei...
- Não sabes, não... Isso não é resposta... Conta lá à mãe. Anda cá, diz-me lá. Porque é que fizeste essa pergunta, diz lá à mamã.
- Os pais dos meus colegas na sala têm outras mulheres. O papá se calhar também tem.
- Ó filha, mas quem é que te contou isso? Foram os teus amigos? Foram? Se calhar não é bem assim... Olha, agora a mãe está com pressa e tu tens de ir para a escola, mas logo falamos disso. Está bem? Sabes que às vezes os crescidos deixam de namorar, e os pais e as mães resolvem separar-se, porque não estão felizes. Já falámos sobre isto, Joaninha. Não é nada do outro mundo.
- Sim, mãe, são os divorciados. Tenho amigos com pais divorciados. A mãe do Pedro é divorciada. E o pai dele também. E a mãe do João Maria. E a mãe. E o pai da Raquel...
- Então, sabes como é que isso funciona... Isso não quer dizer que deixem de gostar dos filhos... continuam a ser pais deles e a gostar muito deles...
- Ó mãe, estás a baralhar tudo. Esses são os divorciados. Eu estava a falar de amantes.
- Ó Joana? Mau! Mau Maria! Isso não é conversa para a tua idade.
- Eu já tenho 8 anos. Já sei falar de amantes.
- Mas eu não quero falar contigo sobre amantes. Tu sabes o que é uma amante, por acaso?
- Daaaahhh! Eu vejo televisão.
- Tu vês programas para a tua idade. Não vês programas com amantes.
- Mas tu não vês filmes. Nem sequer tens televisão no quarto.
- Isso é o que tu pensas.
- Tu tens uma televisão escondida no quarto, Joana?!
- Não. Eu vejo o que tu e o pai veem.
- Eu não vejo filmes com amantes.
- Eu já vi duas temporadas do Sexo e a Cidade...
- E por isso achas que o teu pai tem uma amante...
- Não. É porque o pai da Sara tem uma amante. E o da Filipa também.
- Mas quem é que te disse isso que o pai da Sara tem uma amante? E o da Filipa?
- Primeiro foi a Filipa. A Sara foi depois.
- Mas como é que elas sabem isso?
- A Filipa ouviu o pai a falar com a outra mulher. Chama-se Maria.
- E a Sara?
- A Sara ouviu a mãe a falar com a tia dela.
- E a mãe da Filipa sabe?
- Não sei. Mas eu sei. E o Pedro também. E a Raquel. E a professora Andreia também sabe.
- A professora Andreia?
- Sim, ela ouviu a Sara a contar.
- Vá, vamos embora. Mais logo falamos disto.
- Eu não me importo, se o pai tiver outra mulher.
- Joana, acabou a conversa. Ai... Ainda nos vamos chatear antes de tu ires para a escola
- Porquê? O que é que eu fiz?
- Porque eu sou tua mãe e estou-te a dizer para não dizeres disparates.
- Mas eu não estou a dizer nada de mal.
- Estás, estás. Estás a dizer asneiras. Era o que faltava, o teu pai ter uma amante.
- Se o pai tiver uma amante eu tenho mais presentes no Natal?
- Joana, não fales assim comigo.
- E tu, mãe? Tens algum amante?
domingo, 30 de junho de 2013
"O Vestido Mágico"
De cabelo liso, esvoaçante, o nariz arrebitado e as pernas bronzeadas abaixo da saia, que lhe dá um pouco acima dos joelhos, é a sua imagem, que vê de relance, refletida no vidro de uma montra, ao passar por uma loja. Nota, um pouco irritada, aquele pneuzinho na base da barriga, que tanto a aflige quando se vê ao espelho antes do banho e que parece ser uma guerra perdida. Suspira, o que ela daria para recuperar a barriga lisa dos seus vintes anos. Detém-se frente à montra seguinte, observando-se atentamente, mais curiosa do que vaidosa, e conclui que poderia estar melhor. Enfim, sempre são trinta e nove anos, não se fazem milagres, pensa, mas não está satisfeita com o que vê.
No entanto, pergunta-se, o que lhe interessa, se está sozinha há tanto tempo e já não acredita que volte a apaixonar-se um dia. Teve um casamento tardio e desastroso, do qual só se salvou o filho adorado. De resto, não lhe sobram recordações capazes de a resgatar da memória amarga dessa época.
Um aceno insistente no interior da loja obriga-a a desfocar os olhos do vidro para se concentrar no homem sorridente que lhe faz sinal. Espantada, aponta para si própria com uma expressão de dúvida, como que perguntando se é para ela. O desconhecido faz que sim com a cabeça e convida-a a entrar. Aproxima-se da porta e espreita para dentro, aflorando um sorriso tímido.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Mas olhe que eu não quero comprar nada, replica ela.
- Não faz mal, não precisa de pagar para ver.
Ela faz uma expressão engraçada, divertida com a audácia do homem, encolhe os ombros, entra. É uma loja de roupa de marca, um espaço encantador, repleto de peças bonitas. O homem revela-se um mestre de vendas, elogia-a educadamente, com tato. Ela dá consigo a pensar que já não compra nada bonito para si faz muito tempo.
Sai da loja com um saco na mão, sorridente, satisfeita. Comprou um vestido. O homem disse-lhe que era um vestido mágico, pois fazia maravilhas, e, de facto, sente-se bem mais animada e até decide ir ao cabeleireiro em vez de seguir diretamente para casa. À saída, pensa mais uma vez que não lhe apetece ir para casa, que é um desperdício, tendo em conta o corte de cabelo, as unhas arranjadas, o vestido novo.
Nem de propósito, toca o telemóvel, atende, é aquele amigo que já a fez sonhar, mas que nunca passou disso. Contudo, hoje não podia estar melhor preparada, e, quando ele a convida para jantar, ela aceita. E, então sim, põe-se a caminho de casa, para vestir o seu vestido mágico e, bem, depois se verá se realmente faz maravilhas.
(30/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sábado, 29 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
"Desejos"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Quando eu te mandei deitar, a meu lado.
Deitas-te nua e faminta, cheia de desejo.
Tinhas os teus olhos brilhantes, os teus lábios húmidos.
E eu senti o teu corpo, tua pele macia de cetim.
Um corpo molhado, que molhava o meu.
E enquanto uma boca se envolvia no meu sexo.
A outra se envolvia num mamilo.
E assim de repente, nos vimos os dois envolvidos.
Distantes do que nos rodeava.
Distantes do mundo real, do presente.
Só existiam nossas bocas, nossos olhos.
Teus seios, tuas mãos, minhas mãos.
O meu sexo, e o teu sexo.
Que nunca mais pararam de se moverem.
E assim ficamos, de corpos colados até extrair.
A primeira Lágrima, o primeiro sumo do nosso prazer.
Levantamo-nos tão alto, rodopiamo-nos tão rápido.
E nesta sequência de encantamentos, sentimos o amor.
Para depois deixarmos cair uma lágrima.
Quando nosso máximo desejo brilhou no escuro.
E onde os dois fomos incapazes de parar, por ser impossível.
(26/06/2013)
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 25 de junho de 2013
"A Verdadeira Amizade"
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| (Joaquim Rodrigues) |
A verdadeira amizade.
É testemunha de todos os segredos.
De todas as alegrias, e angústias.
É testemunha das lágrimas dos sorrisos.
E das deceções.
A verdadeira amizade.
É andar com o carinho de mãos dadas.
É ter sempre quem nos defenda quando precisamos.
Sem gritos e murmúrios em nossos sonhos.
É ficar de coração alegre quando me lembro de ti.
A verdadeira amizade.
É fazer com prazer viagens ao infinito.
E voltar sempre acompanhado e feliz.
Mas a principal testemunha, da verdadeira amizade.
É e será sempre a verdade.
(24/06/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
"Uma vida inteira"
Ela observa o marido com irritação, vendo-o apático, sentado na velha poltrona de pele gasta. Uma chávena de chá intacta fumega em cima da mesinha de apoio, a seu lado.
- Bebe o chá, diz--lhe.
- Hã? Resmunga, olhando-a como se acordasse de um sonho distante.
- O chá, repete ela, está a ficar frio.
Ele volta-se para o lado e parece descobrir a chávena, não obstante ter sido o próprio a colocá-la ali há minutos, quando ela lha entregou. Sentada no sofá, ao lado da filha, abana a cabeça, descoroçoada, baixa os olhos, agarra as agulhas que tem no colo e recomeça a tricotar.
- Esquece-se de tudo, comenta, está a tomar umas cápsulas para a memória, mas esquece-se de as tomar. Se não for eu a lembrá-lo.
A filha solta uma gargalhada curta.
- Pois, é normal que se esqueça, diz.
Tem a impressão de que já o vê ali sentado naquela poltrona de orelhas há um século, e, enfim, não será tanto, mas não anda lá muito longe. O seu exaspero é mais inquietação do que irritação, porque o sente a definhar de dia para dia, e sabe que é um processo irremediável. Mas estão juntos há tanto tempo que não sabe como viveria sem ele.
- O pai está bem, diz a filha, para a sossegar.
- Sim, responde, pouco convencida, ciente de que podem falar dele à sua frente que nem se apercebe.
O marido dá um gole no chá e volta a pousar a chávena ao lado, cuidadosamente.
- É uma vida inteira, afirma ela, observando-o com afeição.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Antes de tu nasceres, interrompe-a, o teu pai atravessou meio mundo para casar comigo.
- Eu sei, diz a filha, foi atrás de ti quando a tua família emigrou para os Estados Unidos.
- Sim, mas o que tu não sabes é que o teu pai, praticamente, acampou à minha porta durante um mês para me convencer a casar com ele. Isto apesar de eu lhe ter dito que não o queria, antes de partir de Lisboa. Venceu-me pelo cansaço, afirma, e convenceu-me pela coragem. Não tinha dinheiro nem para uma semana e aguentou-se quatro, por mim. Ainda bem, nunca me arrependi.
- Um mês?! A filha arregala os olhos, espantada.
- Um mês, confirma a mãe. Tive de casar com ele, porque não me largaria a porta, diz, sorrindo, saudosa.
A filha abana a cabeça,
- Foi uma grande prova de amor, comenta.
- Foi, concorda, erguendo à sua frente o casaquinho quase pronto, que está a tricotar. Foi há muito tempo, diz, noutra vida. E agora vem aí uma nova geração. Está bonito?
- Muito, diz a filha, passando instintivamente a palma da mão pela barriga, com os olhos marejados de emoção.
(23/06/2013)
Joaquim Rodrigues
"Amor"
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| (Joaquim Rodrigues) |
AMOR
Sempre te vou amar nas sombras da minha dor.
Sempre te chamarei do fundo do meu poço.
Eu me sinto sufocado de memórias.
E não vou servir para nada, se tu esperares.
Amor
Eu te estou chamando como o destino.
Como o sonho chama a paz.
Chamando com minha voz com o meu corpo.
Com a minha vida, com tudo o que tenho.
Amor
Com desespero sedento, com lágrimas.
Só contigo tenho oxigénio, tenho ar puro.
Na tua luz eu morrerei feliz.
De dia ou de noite e nas horas de esquecimento.
Horas fechadas apenas em lágrimas, com dor.
Estarei sempre chamando por ti meu amor.
(23/06/2013)
Joaquim Rodrigues
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