O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 26 de junho de 2013
"Desejos"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Quando eu te mandei deitar, a meu lado.
Deitas-te nua e faminta, cheia de desejo.
Tinhas os teus olhos brilhantes, os teus lábios húmidos.
E eu senti o teu corpo, tua pele macia de cetim.
Um corpo molhado, que molhava o meu.
E enquanto uma boca se envolvia no meu sexo.
A outra se envolvia num mamilo.
E assim de repente, nos vimos os dois envolvidos.
Distantes do que nos rodeava.
Distantes do mundo real, do presente.
Só existiam nossas bocas, nossos olhos.
Teus seios, tuas mãos, minhas mãos.
O meu sexo, e o teu sexo.
Que nunca mais pararam de se moverem.
E assim ficamos, de corpos colados até extrair.
A primeira Lágrima, o primeiro sumo do nosso prazer.
Levantamo-nos tão alto, rodopiamo-nos tão rápido.
E nesta sequência de encantamentos, sentimos o amor.
Para depois deixarmos cair uma lágrima.
Quando nosso máximo desejo brilhou no escuro.
E onde os dois fomos incapazes de parar, por ser impossível.
(26/06/2013)
Joaquim Rodrigues
terça-feira, 25 de junho de 2013
"A Verdadeira Amizade"
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| (Joaquim Rodrigues) |
A verdadeira amizade.
É testemunha de todos os segredos.
De todas as alegrias, e angústias.
É testemunha das lágrimas dos sorrisos.
E das deceções.
A verdadeira amizade.
É andar com o carinho de mãos dadas.
É ter sempre quem nos defenda quando precisamos.
Sem gritos e murmúrios em nossos sonhos.
É ficar de coração alegre quando me lembro de ti.
A verdadeira amizade.
É fazer com prazer viagens ao infinito.
E voltar sempre acompanhado e feliz.
Mas a principal testemunha, da verdadeira amizade.
É e será sempre a verdade.
(24/06/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
"Uma vida inteira"
Ela observa o marido com irritação, vendo-o apático, sentado na velha poltrona de pele gasta. Uma chávena de chá intacta fumega em cima da mesinha de apoio, a seu lado.
- Bebe o chá, diz--lhe.
- Hã? Resmunga, olhando-a como se acordasse de um sonho distante.
- O chá, repete ela, está a ficar frio.
Ele volta-se para o lado e parece descobrir a chávena, não obstante ter sido o próprio a colocá-la ali há minutos, quando ela lha entregou. Sentada no sofá, ao lado da filha, abana a cabeça, descoroçoada, baixa os olhos, agarra as agulhas que tem no colo e recomeça a tricotar.
- Esquece-se de tudo, comenta, está a tomar umas cápsulas para a memória, mas esquece-se de as tomar. Se não for eu a lembrá-lo.
A filha solta uma gargalhada curta.
- Pois, é normal que se esqueça, diz.
Tem a impressão de que já o vê ali sentado naquela poltrona de orelhas há um século, e, enfim, não será tanto, mas não anda lá muito longe. O seu exaspero é mais inquietação do que irritação, porque o sente a definhar de dia para dia, e sabe que é um processo irremediável. Mas estão juntos há tanto tempo que não sabe como viveria sem ele.
- O pai está bem, diz a filha, para a sossegar.
- Sim, responde, pouco convencida, ciente de que podem falar dele à sua frente que nem se apercebe.
O marido dá um gole no chá e volta a pousar a chávena ao lado, cuidadosamente.
- É uma vida inteira, afirma ela, observando-o com afeição.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Antes de tu nasceres, interrompe-a, o teu pai atravessou meio mundo para casar comigo.
- Eu sei, diz a filha, foi atrás de ti quando a tua família emigrou para os Estados Unidos.
- Sim, mas o que tu não sabes é que o teu pai, praticamente, acampou à minha porta durante um mês para me convencer a casar com ele. Isto apesar de eu lhe ter dito que não o queria, antes de partir de Lisboa. Venceu-me pelo cansaço, afirma, e convenceu-me pela coragem. Não tinha dinheiro nem para uma semana e aguentou-se quatro, por mim. Ainda bem, nunca me arrependi.
- Um mês?! A filha arregala os olhos, espantada.
- Um mês, confirma a mãe. Tive de casar com ele, porque não me largaria a porta, diz, sorrindo, saudosa.
A filha abana a cabeça,
- Foi uma grande prova de amor, comenta.
- Foi, concorda, erguendo à sua frente o casaquinho quase pronto, que está a tricotar. Foi há muito tempo, diz, noutra vida. E agora vem aí uma nova geração. Está bonito?
- Muito, diz a filha, passando instintivamente a palma da mão pela barriga, com os olhos marejados de emoção.
(23/06/2013)
Joaquim Rodrigues
"Amor"
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| (Joaquim Rodrigues) |
AMOR
Sempre te vou amar nas sombras da minha dor.
Sempre te chamarei do fundo do meu poço.
Eu me sinto sufocado de memórias.
E não vou servir para nada, se tu esperares.
Amor
Eu te estou chamando como o destino.
Como o sonho chama a paz.
Chamando com minha voz com o meu corpo.
Com a minha vida, com tudo o que tenho.
Amor
Com desespero sedento, com lágrimas.
Só contigo tenho oxigénio, tenho ar puro.
Na tua luz eu morrerei feliz.
De dia ou de noite e nas horas de esquecimento.
Horas fechadas apenas em lágrimas, com dor.
Estarei sempre chamando por ti meu amor.
(23/06/2013)
Joaquim Rodrigues
"Um Poema de Amor"
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| (Joaquim Rodrigues) |
O poema nasceu antes do poeta.
Mas não havia amor, antes do primeiro verso.
O amor nasceu antes de tudo.
Antes de tudo ninguém amava.
Antes de tudo, antes do poeta.
Existem duas formas de vida.
Duas formas, que são, amor, e o poema.
Não se pode falar sobre o beijo.
Sem amor, sem poema.
Não se pode falar sobre abraços.
Sem amor, sem poema.
Não se pode falar de amor.
Sem o poeta.
Como vamos omitir, cores e luzes.
Ter olhares silenciosos, triste refletidos.
Sem um poema de amor!?
Com o poema de amor.
Não há necessidade.
De chamar as estrelas.
Nem precisamos de usar.
O arco-íris.
Nem requer corações pintados.
O poema é vida.
Nunca morre sem sol, sem lua.
O poeta quando escreve.
Um poema de amor.
É como vivesse na lua.
Sentado na lua.
Um poema de amor nasce.
Porque ele ama.
Porque ele fala, ele sente.
E a lua é o melhor lugar.
Para escrever.
Escrever, um poema de amor.
(21/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 21 de junho de 2013
"Como o Mundo se Partisse"
Ela vai a descer a rua com sacos na mão. Vem das compras, roupa para o Inverno, que está a chegar. Um sol inesperado rompe a manhã de chumbo e traz-lhe algum calor. Por debaixo das árvores, um tapete amarelo de folhas secas esvoaça a cada passo dela. Sente-se bem, tranquila, embora haja uma certa melancolia a pairar sobre a sua cabeça. Mas tem esperança no dia. Ao passar por um café, um homem encostado à porta com um cigarro na mão atira-lhe um elogio desajeitado, simpático mas brejeiro. Finge que não o ouve, sorri para dentro, desconcertada, segue o seu caminho. Vira a esquina, entra no seu bairro, decide parar na pastelaria e tomar um café.
Atrás do balcão, o empregado de sempre troca piadas com ela enquanto toma uma bica em pé. O telemóvel toca, leva a mão ao bolso do casaco, vê o nome dele no visor e atende, sem reparar que sorri.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Olá, que andas a fazer? Diz.
Ela responde.
- Olá, ando na minha vidinha, a fazer compras e assim.
- Onde estás? Pergunta ele.
- No café, ao pé de casa, e tu?
- Estou perto, diz ele, apeteceu-me ligar-te.
- Fizeste bem, queres passar por aqui? Convida-o, simplesmente, sem pensar em nada.
Em cinco minutos, ele chega, sai do carro. Ela sai do café, vai ao seu encontro. Sorriem um para o outro, não precisam de dizer as saudades que tiveram, o vazio que sentiram. Abraçam-se, beijam-se, e, nesse momento, é como se o mundo se pudesse partir ao meio que nem assim os separaria.
(21/06/2013)
Joaquim Rodrigues
"Minha Loucura"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Deixa-me hoje.
Tocar no teu corpo.
Quero acariciar-te.
Quero acariciar-te.
Beijar teus seios.
Colar minha boca na tua.
E saborear o gosto da tua saliva.
Deixa-me entrar no teu desejo.
Hoje eu quero fazer de ti.
E saborear o gosto da tua saliva.
Deixa-me entrar no teu desejo.
Hoje eu quero fazer de ti.
A minha fonte de prazer.
Deslizar pelo teu corpo lindo.
Quero sentir.
Deslizar pelo teu corpo lindo.
Quero sentir.
O calor das tuas coxas.
E acariciar as tuas nádegas macias.
Te tocar com minha língua.
Te tocar com minha língua.
Minha boca febril.
Deixa-me leva-te à loucura.
Deixa-me leva-te à loucura.
Em profundos gemidos.
Quero fazer do teu sexo.
Quero fazer do teu sexo.
O meu brinquedo ideal.
Te sentir cheia de orgasmos.
Te sentir cheia de orgasmos.
E de prazer.
Quero-te arrancar da tua vida.
Do teu ser.
Prometo, tu vais amar.
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 19 de junho de 2013
"Sentimentos"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Por cada lágrima.
Que teus olhos derramarem.
Vai ser uma forte emoção.
A emoção de sentires a distância.
Se puxares a minha mão.
Sem a deixar escapar.
Eu a secarei com a brisa.
E vou segurar os teus sonhos.
Com muito amor.
Eu serei a luz na neve.
Quando sentires.
O meu coração.
Ele está resfriado.
Em meus sentimentos.
Como o sol escondido.
No pico de uma montanha.
Eu vou estar na diluvia.
Seco de teus afetos.
E todas as manhãs.
Não vou sentir teu toque.
Aquela borboleta colorida.
De fácil gargalhada.
Eu fico demais sentido.
Porque tu és como.
A estrela esquecida.
O arco-íris iluminado.
Eu estou sempre contigo.
Na puta desta distância.
Que deverá ser eterna!?.
(18/06/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 16 de junho de 2013
"O Casamento"
Sobe os degraus da escadaria da igreja aos dois e dois e pára subitamente na entrada. Veio debaixo de um Sol escaldante e sente o misericordioso ar fresco do interior da igreja bater-lhe no rosto afogueado. Chegou há pouco de fora, regressado da cidade, e entrou no café logo que desceu da camioneta. Mas estranhou por estar tão vazio a um domingo de manhã. Disseram-lhe.
- Então não sabes quem se casa hoje?
Não sabia.
- Está toda a gente lá para a igreja, acrescentaram.
De modo que recebeu a notícia como um murro no estômago e saiu disparado do café. Veio sempre a correr, terrivelmente angustiado, mas agora que parou à porta da igreja não sabe o que fazer. Sai do Sol flamejante que se reflete nas paredes caiadas e imerge na penumbra da igreja. Demora uns segundos a habituar-se à luz mortiça.
Ao fundo, como que pressentindo a sua presença, ela vira-se. Está defronte do altar, ao lado do noivo. O padre suspende a palavra. O noivo volta-se também. Os convidados espreitam por cima do ombro. Ficam todos em suspenso.
Partiu há três meses depois de uma discussão. Foi à procura de trabalho na cidade, apesar de ela se opor. Não queria que ele partisse, pois tinha a certeza de que, se fosse, nunca mais voltaria. No entanto, ele voltou, já com o emprego assegurado, determinado a casar-se com ela e a levá-la consigo.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Vai-te embora.
Ele tenta forçar a passagem, sempre com os olhos postos na noiva. O noivo, desesperado, estica o braço para o esmurrar, mas falha o alvo. Os convidados precipitam-se para os separar. Ele grita por ela. A confusão generaliza-se e o padre procura furar por entre o tumulto com o intuito de recuperar a ordem, debalde. O noivo ameaça-o de morte, ele chama por ela.
Nisto, um grito agudo e prolongado paralisa a igreja. Voltam-se todos na direção da noiva e cai um silêncio. Ela retira-se para a sacristia tentando por ordem naquilo, e diz-lhe.
- Por favor entra aqui comigo.
Abrem-se alas e ele passa. Daí a pouco, sai e vai sentar-se, cabisbaixo, no banco da primeira fila. Ela chama o noivo e este entra na sacristia com ela também. Quando saem, a noiva conferencia com o padre e, de seguida, retoma o seu lugar no altar, anunciado aos convidados que o casamento vai prosseguir, só que, afirma, com outro noivo.
Ouve-se um bruaá de espanto. O noivo dispensado retira-se com a família e a cerimónia é retomada. À saída da igreja, os recém-casados descem sob uma chuva de arroz e palmas. E a festa continua pelo dia fora, pela noite dentro.
(15/06/2013)
Joaquim Rodrigues
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