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sexta-feira, 10 de maio de 2013

"Preciso de Ti" (HD) Joaquim Rodrigues


"A Luz dos meus Olhos"


Senta-te aqui a meu lado, amor!
Gostas que te conte segredos?
 
Sempre que eu penso em ti.
Tenho a sensação, de ver teus olhos.
 
Eles olham para mim, e têm um sorriso lindo.
Me faz lembrar sempre, esta paisagem.
 
E me dá paz, só de lembrar esse teu olhar.
A luz que vejo é do pôr-do-sol, no horizonte.

E no seu interior um mundo cheio de amor.
Um sorriso belo! Deslumbrante, que me seduz.
 
Que revela uma alegria provocante.
É a primeira coisa que vejo todos os dias.
 
Tu és tão linda, e me faz sorrir meu coração.
Que tenho pensado, que só pode ser amor!
 
(10/05/2013)
Joaquim Rodrigues

" Perfeito Coração" (HD) Joaquim Rodrigues


"Falar de Amor"


Numa manhã cinzenta desta semana, vi um velhote com um ramo de cinco túlipas vermelhas na mão, e me fez ficar curioso! Quando o vi, eu tinha acabado de abrir minha janela pela manhã.
O velhote ia com o ramo empinado na mão, reparei que nem a sua posição, nem o seu rosto denotavam qualquer informação que pudesse dar a entender a curiosidade que existe em mim. Fiquei curioso, porque ainda meio adormecido, eu queria era saber para quem ele levava o ramo das tulipas vermelhas. Naquele momento não deixei de pensar!
   “Um dia, quando eu tiver a idade dele, e já estiver demasiado antiquado. Se esta cena se passar comigo nessa altura, prometo Joaquim, tu vais-te sentir muito feliz! Porque um velhinho na rua com flores na mão, e depois de sair do seu carro, tem sempre história garantida, e tem história daquelas que deveriam estar nos nossos murais todos os dias, e não estão! Por falta de tempo, por inércia, porque deixamos de nos importar com as coisas pequenas da vida. Fossem as túlipas para uma amante tardia, ou para uma mulher precocemente falecida, ali havia uma história com toda certeza!"
 
(Joaquim Rodrigues)
E eu sabia que ali havia mais do que uma simples história. Havia uma história à qual eu poderia acrescentar algum mural nela, espécie de fábula que nos ajudam a explicar o mundo real com base em moralidades e supostos, que todos nós conhecemos.
 Aquele homem ia levar flores a alguém, sem que isso tivesse sido obrigado pelo calendário que é o dia dos namorados. Antecipou-se, até! A sua agenda era diferente da economia e do comércio mundial. A sua idade, a sua experiencia, o facto de ser do tempo em que não havia dia de S. Valentim a leste do seu mundo cultural! Tudo isso, e muito mais poderia estar na origem da sua decisão de comprar flores num dia qualquer.
E isso para mim, dava um bom final para a minha história de amor! Como me dá um bom argumento para este meu texto em que me obrigou a falar do meu futuro. E a sonhar que ainda aí serei muito feliz, caminhando na rua com um ramo de túlipas vermelhas na mão.
O romantismo de que estamos todos necessitados, não pode vir só em dias como aquele que está marcado no calendário para se namorar, como aquele velhinho o fez! Afinal, nunca foi proibido, falar de amor, todos os dias!

(09/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Queres Falar" (HD) Joaquim Rodrigues


quinta-feira, 9 de maio de 2013

"Até Já"


Sinto os meus pés cansados.
Minha mente leva-me ao alto.
Ao pico da montanha.
Esse sim é o meu objetivo.
 
É onde eu quero chegar.
Onde eu preciso chegar.
Quero me sentir e me esquecer.
De todo o fardo, que tem a cara do mundo.
 
Meu corpo se curva a cada passo meu.
E ficam pelo caminho, as sementes.
Do que não quero.
Eu seleciono tudo.
 
E a espaços sinto sede de ti.
Mas tu ficaste pelo caminho.
Agora há um lugar vazio.
Para quem chegar.

Mas neste momento.
Chegar ao alto da montanha.
É o meu objetivo, só pergunto.
Como serei eu, lá no alto?
 
Eh! Ainda não sei.
Talvez na descida, eu veja.
Que tudo afinal está melhor.
Agora o objetivo, é lá chegar ao cimo.
 
Então! Até já?
 
(09/05/2013)
Joaquim Rodrigues.

"Bebé Azul" (HD) Joaquim Rodrigues


"Obrigado"


A todos os invejosos, o meu muito obrigado!
A todos eles, fico agradecido por terem cuidado
Da minha vida.
E por me ajudarem a ver, o valor da sua amizade.

 Reparei que cuidaram, muito bem!
Enquanto eles perdiam o seu tempo.
Eu resolvia os meus problemas.
E ia, me sentindo, muito feliz.

 Àqueles que tentaram derrubar-me.
Só me resta agradecer, obrigado!
Porque perderam tempo e paciência.
E me deixarem muito mais forte.

 Aos que traíram minha amizade.
Também lhes agradeço!
Obrigado, por me ensinarem.
A ignorar quem não presta!

 (08/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"És meu Vicio" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Último Romãntico"

Ana tem 55 anos e o Carlos 57! Eles namoraram, na adolescência, e depois terminaram tudo. Casaram com outras pessoas, fizeram as suas vidas, tiveram filhos. Mas, por força do destino, por coincidência ou simplesmente porque sim!
«Eu prefiro a versão do destino», um dia voltaram a encontrar-se. Eles mal se viram! Logo se aproximaram um do outro, e deram um abraço demorado e tudo deixou de se mover naquele momento, e só passado alguns segundos, notaram que daquele abraço eles os dois já estavam a precisar desde à trinta e muitos anos. Como se o mundo tivesse ficado, assim, congelado, trinta anos à espera deste reencontro. Ana ainda trazia ao pescoço uma medalha que Carlos lhe tinha destinado, há trinta anos, para o Dia de São Valentim.
Começaram a viver juntos no final do ano passado, e um dia destes casam. Aquele sonho com que faz o Carlos ser um homem romântico está quase acontecer! Esperou três décadas, mas brevemente vai concretizar-se. O de Ana já passou à prática. Foi lindo os ver recordar, o tempo da adolescência! A Ana contou.
 - Sabes, ainda uso esta medalha que trago ao pescoço em forma de colar, sempre a estimei durante estas décadas, senti sempre que esta medalha me fazia recordar o primeiro beijo, a primeira discussão como só os adultos o faziam. nesta medalha está cá tudo.
Ele sorrindo feliz por Ana ainda ter a medalha que ele se lembra muito bem lhe ter oferecido, diz.
 - Lembro-me quando tu te metes-te comigo, lembra ele.


Ana abana a cabeça.
- «Não, não, não, nada disso, tu sim!
- Uma vez eu estava a jogar flippers e tu começaste a dar-me empurrões, uns toques, uns pontapés, responde ele.
Ana arqueia o sobrolho, e nega tal coisa, respondendo.
 - Tu é que não paravas de me fazer olhinhos, e atiravas larachas para me provocar.
Não importa. O que interessa para o caso é que, quando ela tinha 14 anos e ele 16, em Agosto de 70, começaram um namorico, muito amaldiçoado por uma fação da família dela, que não queria ver a filha namorar um rapaz lá da terra.
- Os meus pais achavam que eu era muito nova, mas sobretudo odiavam o falatório. E além disso creio que o meu pai sentia que uma relação com um rapaz da terra era um recuar nos planos que ele tinha para mim. Ele queria mais para a filha como todos os pais. Mas lembro-me muito bem que apesar da idade, tu fos-te para mim o homem mais romântico que eu um dia namorei, e ao longo do tempo quando eu ouvia falar de romantismo logo me lembrava de ti, diz ela no seu jeito. Mas quando eu tive que ter a difícil tarefa de te informar que meus pais não concordavam com nada daquilo? Nem emaginas, sempre me escapou uma lágrima por me lembrar tudo isso! Então uso esta medalha que tu um dia me deste, porque sempre a amei muito.
Ele abraçou-a e lhe deu um beijo carinhoso na testa, e tapando-lhe com mão a boca, respondeu.
 - Pronto amor, não digas mais nada, isso foi à trinta anos.

(08/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Romantico" (HD) Joaquim Rodrigues


"O Poema"



O poema é como um corpo, de mulher.
Tem de ser suave, leve, e belo.
 
Tem de possuir, pontos sensíveis.
Que com um simples toque o faça vibrar.
 
Tem de ser forte, delicado flexível.
Mas inquebrável.
 
Para alguns é impenetrável.
Mas para alguém é especial.
É aberto transparente claro.
 
  (14/03/2013)
Joaquim Rodrigues

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Outros Tempos" (HD) Joaquim Rodrigues


""Se me Amas Da-me a tua Password"


As relações humanas são terreno fértil para os maiores sinais de que os homens, e mulheres pode ser uma criatura fantástica ou, uma verdadeira besta-quadrada descompensada. Ou, pronto, um indivíduo que às vezes precisa de um recado e que lhe digam.
  «Vou esquecer que disseste essa asneira, porque toda a gente tem direito a gastar créditos no banco de idiotices.»
No campo do amor e dos afectos, esta escala de comportamentos é ainda mais flagrante. Eu tento sempre não fazer grandes juízos de valor sobre a vida dos outros. O que é certo ou faz sentido para mim pode ser errado ou absurdo para muita gente. Mas há coisas mais difíceis de entender do que outras. Quando chegarem ao fim destas linhas, podem sempre dizer que a besta-quadrada sou eu, e que gastei uma data de créditos de uma vez. Vem isto a propósito de uma tendência de que uma amiga psicóloga me deu conta há dias. Cada vez lhe chegam mais pacientes ao consultório a dizer que o marido, namorado, mulher ou namorada lhes pedem a palavra-chave do e-mail ou da conta de Facebook para poderem consultar a bel-prazer. Assim como o telemóvel, para verem as mensagens e as chamadas feitas e recebidas. Alguns acham isso normal, outros ficam espantados com a recusa do parceiro. E desde quando é que um disparate de meia dúzia de controladores se torna uma tendência preocupante? Perguntam vocês. Bom, desde que falei com outros psicólogos, que confirmam que se deparam com situações semelhantes. Sobretudo, com pacientes com menos de 25 anos, mas em alguns casos com pessoas mais velhas. O absurdo não é apenas geracional, portanto. Vejam a coisa desta maneira.
 

Da próxima vez que tiverem dúvidas sobre o vosso casamento e colocarem em causa o bom senso da outra pessoa, da próxima vez que acharem que têm um azar do caraças ao amor, e que a vossa vida sentimental dava um filme, pensem que, afinal, até estão muito bem. Não é que isto seja o derradeiro nível da descompensação de uma relação, até porque há muitas maneiras de infernizar a vida ao outro. Mas no que toca a comportamentos difíceis de perceber, até pedirem a password do e-mail do vosso marido ou da vossa mulher e acharem que isso é a coisa mais normal do mundo, há ainda um longo caminho de disparates pegados para fazer e asneiras para soltar da boca para fora. Falando diretamente para vocês, os que acham isto natural. Onde é que estavam com a cabeça quando acharam que isto é boa ideia? E vocês aí. Os outros. Onde é que vocês estavam com a cabeça quando acharam que abdicar da vossa privacidade não tem nada de mal? Esperem, não respondam. Eu sei!    «Se me amas, dás-me a password do teu e-mail . Se não dás, é porque tens segredos para mim. E não me amas.»
  É isto? Vocês acham que é uma grande prova de amor dar a entender à outra pessoa que não têm segredos para ela, certo? Errado! Todos temos segredos. É normal ter segredos! Os segredos fazem parte das nossas características, daquilo que nos torna diferentes. Além disso, é uma coisa privada, caramba! E toda a gente tem direito à privacidade. Até a pessoa que está ao vosso lado, controle freaks . Essa insegurança ou a mania de controlarem tudo e mais alguma coisa na vossa vida e na dos outros depois descamba nisto. São capazes de não entrar na casa de banho quando a outra pessoa está lá dentro, porque é preciso manter um certo glamour na relação e há coisas que se devem manter na esfera íntima. Mas ir ao e-mail ou Facebook do outro, ou pegar no telemóvel e espiolhar a caixa de mensagens, mesmo com autorização do próprio, isso já está bem. A sério: mais preocupante do que esta perversão é o facto assustador de não acharem que isto é perverso.

(08/05/2013)
Joaquim Rodrigues

terça-feira, 7 de maio de 2013

"Faça Isso, por Mim" (HD) Joaquim Rodrigues


"Despedida"

(Joaquim Rodrigues)
Me cansei dos meus versos.
Porque nunca os quiseste ler.
Agora vou juntar todos.
Esse versos que escrevi.
Numa bandeja de prata.
Que pertenceu a meu avô.
E Chorarei minhas lembranças
Em forma de poemas.
E regados com restos de uísque.
Que deixei em garrafas inacabadas.
Nesta dolorosa embriaguez
Beijarei tua fotografia.
Mas juro-te, será a última vez.
Porque tua foto reacenderá o fogo.
Embriagado assistirei à cremação.
E tudo o que me faz lembrar de ti.
Da mulher feita fogo da distância.
Que sempre eu quis tanto.
Mas que nunca se pode amar.
O que já não está entre nós.
 (07/05/2013)
Joaquim Rodrigues

"Espero" (HD) Joaquim Rodrigues


"Amizade"

 
O meu maior erro!
Foi querer fazer.
O teu rosto alegre.
 Quando tu tinhas.
Teu coração, muito triste.
E à noite querer que a lua.
Recebesse a claridade do sol.
Eu sinto em teu rosto.
Quando tudo é escuro.
Um dia eu terei, muita honra.
Em te dar meu coração.
E receber de ti um abraço.
E tu não tens.
Que me agradecer.
Só recebes!
Eu te darei, com muita paixão.
Com muito amor, e carinho.
 (07/05/2013)
Joaquim Rodrigues


domingo, 5 de maio de 2013

"Eu te Amo" (HD) Joaquim Rodrigues


"Uma Queda no Meio da Rua"



Antes de atravessar a rua, ao início da noite, ele suspira com um belo sentimento de liberdade na alma. É sexta-feira e tem um jantar com amigos. Nada de trabalho, só o fim-de-semana.
Ela sai da loja meio atrapalhada com três sacos nas mãos. Nisto, o salto fino do sapato fica preso numa reentrância da calçada e, num momento, vai a andar normalmente e, no outro, está estendida no chão com os sacos espalhados à sua volta. Uma mão solícita segura-lhe o braço, ajuda-a a levantar-se. Ela agradece, ele recolhe os sacos.
- Você está bem? Pergunta-lhe.
 Responde-lhe que sim, mais embaraçada do que magoada.
- Tem as mãos feridas, nota ele.
- Não é nada, diz ela.
No entanto, convence-a a entrar num café e fica à espera que vá lavar as mãos. À saída, vão na mesma direção e ele acompanha-a. Começa a estar atrasado, mas acha-a bonita e acaba por convidá-la para jantar. Só que não consegue mais do que uma amável recusa.
Passa uma semana. Ao sair de casa de manhã, ela enfia distraidamente a mão no bolso do casaco e descobre um cartão-de-visita. Não reconhece o nome que tem inscrito nem se recorda de o ter guardado. Vai trabalhar intrigada com aquele cartão. Finalmente, derrotada, liga para o número e uma voz pergunta-lhe.
- Como estão suas mãos?
Ela cerra os olhos, já arrependida de ter ligado.
- Como é que o seu cartão estava no meu casaco?
 - Fui eu, confesso, meti-o sem você reparar, tinha esperança que me ligasse.
- Só liguei porque não sabia de quem era, replica ela, um pouco brusca.
Despede-se de forma atabalhoada, desliga. Ainda assim, ele não desanima e envia-lhe uma mensagem a convidá-la novamente para jantar. Ela responde.
- Não posso!
- Então amanhã, ou depois, ou depois, ou depois.
Normalmente ela diria que não, mas ele insiste tanto que pensa.
 “- Porque não?
E, depois de uma longa negociação por mensagem, concorda em almoçar.
- É sempre assim tão persistente? Pergunta-lhe.
Ele espreita por cima do menu, sorri, faz que sim com a cabeça.
- E agora, qual é a sua ideia?
A pergunta surpreende-o, mas encolhe os ombros.
- Agora, diz, almoçamos, depois logo vemos onde isto nos leva.
- Isto? Repete ela, hum, e baixa os olhos para o seu menu a pensar que ele é um convencido. No entanto, sente-se desafiada, e uma voz no canto do seu cérebro segreda-lhe
" - Pois, vamos ver onde isto nos leva!
Passou um ano. Ele costuma dizer a brincar que ela tem uma certa queda por si, ao que ela responde.
- Tenho outras formas de chamar a atenção e não costumo atirar-me assim de cabeça, mas, sim, que ele é irresistível.
Ainda se riem da forma como se conheceram. Um dia, dizem.
"- haverão de contar esta história aos seus filhos.

(05/05/2013)
Joaquim Rodrgues