O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
sábado, 8 de junho de 2013
"O que eu Quero"
Eu só quero.
Poder acordar todos os dias.
E saber que tu estás a meu
lado.
Para me aquecer.
Enquanto lá fora o dia é
gelado.
Só quero que me acordes aos
beijos.
E me cubras de abraços e carinhos.
Eu só quero poder acordar.
E olhar o teu lindo rosto deitado.
Sob meu travesseiro.
E o observar todo dia.
Quero poder tomar o
café-da-manhã.
Contigo deitado na cama.
Em dias chuvosos.
E cobertos pelo nosso édredon.
Vamos assistindo Televisão.
Eu só quero cometer loucuras contigo.
E adormecer cansado junto a
ti.
Eu só quero sorrir.
Olhando para o teu sorriso.
E me encantar.
E me perder no brilho dos
teus olhos.
Te beijar, te abraçar.
Eu só te quero comigo.
Eu quero-te abraçada a mim.
Joaquim Rodrigues
"Despedida"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Depois de o comboio partir, de ela ter ido, depois do derradeiro beijo com a máquina já em movimento, ele fica ali, na estação, ainda uma hora, a despedir-se dela, a pensar nela com a saudade deixada a pairar na memória do seu perfume, do último abraço. Fica ali, preso à nostalgia da partida, a tomar um café com o cais de embarque à vista, observando outros casais que se separam com os comboios que seguem viagem e outros que se reúnem com os comboios que chegam.
Para trás ficam umas férias encantadas, só os dois, juntos, com aquela sensação feliz de perenidade que perdurou enquanto, nos braços um do outro, garantiam que era para sempre sem se quererem lembrar de que era só por uns dias.
Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados. Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer: “Telefona-me quando lá chegares.”
(08/06/2013)
Joaquim Rodrigues
Nesse tempo exíguo passearam por muitos lugares, mas faltar-lhes-ia ainda uma vida inteira para continuarem a passear, a visitar todos os recantos de todos os lugares que sonharam ver sem a ansiedade dos dias contados. Ali sentado na esplanada que dá para o cais da estação, ele dá consigo a recordar-se dos momentos bons que passou com ela, das conversas exclusivas, das mãos dadas ao final da tarde numa praia, de uma piada trocada entre os dois, de uma gargalhada. Lembra-se de cada pormenor do seu corpo, de passar as mãos pelo seu cabelo comprido acabado de lavar, do seu sorriso único, do seu sentido de humor. Revê-se a abrir os olhos e a descobri-la ao seu lado ao despertar da manhã numa cama demasiado pequena para tanto amor.
Um dia, há não muito tempo, ela disse-lhe que não poderiam ficar juntos, que não acabariam um com o outro, pois iam demasiado adiantados na vida e estavam ambos presos às escolhas do passado, mas depois o desejo foi mais forte do que a razão, depois ela não quis saber de nada e veio e, observando agora os namorados que se despedem à porta do comboio, ele pergunta-se quando a voltará a ver e decide que, não obstante as contrariedades que os separam, quer ir ao seu encontro e irá mesmo, inevitavelmente, reencontrá-la em breve.
Acaba o café sem pressa de deixar o lugar onde a viu pela última vez, levanta-se, encaminha-se para o átrio da estação, olha ainda para trás, espreitando por cima do ombro como se fosse possível ela não ter partido e estar ali, algures no cais, à procura dele. Depois vai-se embora, assegurando-se de que tem o telemóvel na mão e de que está ligado. Quando o comboio partiu ele tentou dizer-lhe uma última palavra, uma última recomendação, mas as portas já se tinham fechado e ele deu consigo a pensar o que não lhe conseguiu dizer: “Telefona-me quando lá chegares.”
(08/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sexta-feira, 7 de junho de 2013
"Lembranças"
Eu quando acordo de
manha.
Tu és o meu
primeiro pensamento do dia.
Vou logo a correr, te
procurar.
Como não te vejo, quase morro de agonia.
Sou dependente do
teu amor.
Porque o teu beijo
me vicia.
Longe um do outro,
sinto dor.
Quero-te a meu lado
quero-te todo dia.
Se não gostas de te
arrepender.
Escolhe viver a
vida, a rir e a cantar.
Afinal como teria
sido, como ia ser?
Não passes tua vida,
a perguntar.
Tenho dias que
penso com o coração.
Ele manda vai,
corre atrás dela.
Mas logo minha
cabeça entra em ação.
Vai acontecer a
mesma esparrela!
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
"Mais que Amiga"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Não podemos negar nossa linda amizade.
És minha amiga como eu sou teu amigo.
O que de melhor os dois fazemos é continuar assim.
Continuar amigos um do outro, tu comigo eu contigo.
Se achas que eu sou pessoa difícil, e sofres fala não mente.
Juro que nunca quis te magoar, nunca foi minha intenção.
Eu sou assim, tenho defeitos como toda gente.
Pensa nisso, é dificil eu mudar meu coração.
Meu modo de ser, nunca vai mudar não posso.
Mas por ti, pelo nosso amor, posso até dar um jeito.
Mas estou cheio de dúvidas, o mundo não é nosso.
Só sei que quero ficar contigo, ser teu amigo de peito.
Como eu queria continuar nossa relação linda e feliz.
E deixar o destino escolher, anda vamos conseguir.
Vamos continuar nosso caminho como combinamos, me diz.
Precisamos ficar aqui, trocar ideias falar, ser feliz, nos ouvir.
(04/06/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 3 de junho de 2013
"Amiga"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Minha amiga.
Tu que passaste pela minha vida.
Te riste de todas, as minhas brincadeiras.
E até choraste das minhas tristezas.
Sempre estiveste presente comigo.
Enquanto outros estavam longe.
Tu foste aquela a quem eu confessei.
Todos os meus segredos.
Que me fizeste vencer todos os meus medos.
Amiga, eu não te esqueço!
Foi muito tempo que me confortaste.
E até me ensinaste a seguir o meu caminho.
Mas um dia chegou a hora, da tua partida.
Eu não tive tempo para me despedir de ti.
Como eu mais queria.
Agora espiritualmente voltas-te.
E nem um beijo meu levou.
Hoje vivo recordando.
As tuas últimas palavras.
Que me deixaste a sorrir.
A falta da tua presença me faz sentir.
Que a vida não tem tanta cor.
Amiga a vida sem ti perdeu a cor.
Não é possível ignorar.
Todas estas saudades que sinto.
Saudades que ficou no teu lugar.
Minha amiga Querida!
Deus te deu asas de anjo para voar!
E tu voaste.
Mas tenho a certeza que um dia.
Nos vamos reencontrar no Céu.
Num qualquer cantinho do Céu!
(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 2 de junho de 2013
"Encruzilhada"
- É como diz a canção, afirma ele com uma ponta de ironia, - não quero falar de como me partiste o coração.
Ela sorri com um ar culpado.
- Isso foi no início do Verão, lembra-o, agora estamos quase no fim.
No início do Verão eles zangaram-se e ela deixou-o especado nesta mesma praia. Não voltaram a ver-se até ela lhe telefonar.
- E o teu marido? Pergunta-lhe, subitamente.
- O que tem?
- Continuas casada com ele, certo?
- Certo, confirma ela, irritada com a pergunta.
- O teu marido, de quem tu não gostas, insiste, à laia de comentário.
Ela encolhe os ombros.
- Sempre foi cómodo para ti que eu fosse casada.
- No princípio, talvez, depois deixou de ter graça, replica. Quando tens de voltar para casa?
- Amanhã, ele volta amanhã de Lisboa.
- Hum, Resmunga ele.
E, de repente, já caíram de novo no assunto que os separou. Ontem à noite, em casa, ela surpreendeu-se a observar o marido. Ele a ver televisão, despreocupado, ela a fingir que lê um livro, a espreitá-lo pelo canto do olho, com um turbilhão na cabeça. Acabou de confirmar que está grávida. E não ama o marido. Na realidade, não suporta a ideia de continuar a viver com ele. Mas são duas notícias demasiado fortes e custa-lhe ter essa conversa. Chega a abrir a boca, mas não lhe sai nada, não tem coragem. De modo que decide marcar o encontro na praia e deixar para depois a conversa com o marido.
Estão sentados na praia enquanto o Sol desaparece. O Outono está a chegar, ela afunda os pés descalços na areia para aproveitar o calor acumulado durante o dia. Puxa a saia com as duas mãos, esticando-a abaixo da curva dos joelhos para tapar as pernas dobradas, prende o cabelo atrás da orelha com um gesto nervoso. Quer contar-lhe, tem de lhe contar, foi para isso que veio.
- Vais continuar com ele?
- Não, vou deixá-lo.
- Quando?
- Digo-lhe quando chegar de Lisboa.
Ele remete-se ao silêncio e ela pensa que não é bom sinal.
- Estou grávida, ouve-se dizer.
Ele volta a cabeça, espantado.
- Como?!
- Estou grávida, repete.
- E vais deixá-lo agora?!
Ela, aflita, com os olhos marejados, pensa que ele vai achar que fez de propósito, que é uma armadilha.
- O filho não é dele, anuncia.
- Não é dele? Gagueja, então, quer dizer.
Ela faz que sim com a cabeça. Ele demorou o seu tempo a encaixar a notícia, mas, ao fim de uns minutos, passa-lhe o braço por cima dos ombros e pergunta-lhe com um sorriso.
- Já pensaste num nome para ele?
E ela, tremendamente aliviada, fecha os olhos um segundo e, finalmente, volta a respirar.
- Quem te disse que é um rapaz?
- Porquê, tens mais alguma novidade de choque para me dar?
Ela ri-se.
- Não, diz, pode muito bem ser um rapaz.
(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sábado, 1 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
"Amo-te"
Amo-te.
Antes e depois de todos os acontecimentos.
Nesta profunda e imensidade do meu vazio.
E em cada lágrima dos meus pensamentos.
Amo-te.
Mesmo quando os ventos fortes assobiam.
Ou todas aquelas sombras que me fazem chorar.
Nesta extensão infinita dos tempos.
Até a região onde os silêncios moram.
Amo-te.
Em todas as transformações que a vida tem.
Em todos os longos caminhos do medo.
Nesta angústia, nesta vontade perdida.
E nesta dor que se mexe em segredo.
Amo-te.
Porque não paro de sentir.
Em tudo aquilo, que estás presente.
Neste olhar dos astros que te alcançam.
E em tudo que me faz sentir tua ausência.
Amo-te.
Desde o dia que os dois, criamos nossas águas.
As águas que nos apagava nosso fogo.
Desde antes do nosso primeiro sorriso.
E da nossa primeira mágoa.
Amo-te.
Perdidamente.
Mesmo antes desta grande neblina.
E até depois do universo cair em cima de mim.
Mas suavemente.
Amo-te.
Porque existe um corpo, olhos, boca, mãos.
Existe um toque, um beijo, uma sensação.
Um sabor, um cheiro, a realização.
Todos os nossos planos, o futuro.
O futuro ao alcance das nossas mãos.
A felicidade!
Amo-te
Meu anjo!
Um anjo, que me encantou.
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues
"Não te Incomodes"
Já tantas mágoas esqueci.
Eu, que nunca a verdade, quis ver.
Para iludir-me até fingi.
A tua maldade não ver.
Acredita, te desejo felicidade.
Muito amor, e muita saúde.
Não me dou com a falsidade.
Que tu julgas, ser virtude.
Se és feliz dessa maneira.
Fica lá com a tua razão.
Assim Deus permita, Deus queira.
Que um dia, me peças perdão.
Podes ficar sossegada.
Não volto a falar contigo.
Não te quero incomodada.
Tudo de bom, meu desejo de amigo.
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 30 de maio de 2013
"O Poema do meu Pai"
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| (Joaquim Rodrigues) |
“Pai, faz-me um poema para mim?
Queria oferecer, a uma amiguinha da minha turma.”
“Claro que sim, meu filho! Como te posso
dizer que não?!
Olha, eu vou escrevendo, e tu vais
dizendo se gostas.”
Um dia, lá para o Inverno,
Quando o céu cedo escurecer.
Vou trocar contigo,
Os meus lápis de côr.
“É esse o poema? Só assim?!
Que palermice, obrigado!
Não te incomodo mais.
Hoje estás sem inspiração, já vi!”
“Espera! Não me deixaste concluir.”
Se de ti receber nos meus olhos.
A cor linda dos teus,
Para contrariar a luz...
Que vai faltando à tarde!
“Ah, assim está muito melhor!
Obrigado, meu pai, até logo”
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues
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