O meu blog: “histórias do coração” ele mostra a beleza e todas as maravilhas que existem em nossas vidas em todos nossos sentimentos tudo em forma encantadora de palavras que nos saem do meu coração, um coração que acredita na vida na felicidade de tudo que a vida nos reserva. O meu coração é um livro sobre o amor que vivem na minha alma. (Aqui encontramos poemas, música, e histórias da vida real) (Joaquim Rodrigues)
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
"Mais que Amiga"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Não podemos negar nossa linda amizade.
És minha amiga como eu sou teu amigo.
O que de melhor os dois fazemos é continuar assim.
Continuar amigos um do outro, tu comigo eu contigo.
Se achas que eu sou pessoa difícil, e sofres fala não mente.
Juro que nunca quis te magoar, nunca foi minha intenção.
Eu sou assim, tenho defeitos como toda gente.
Pensa nisso, é dificil eu mudar meu coração.
Meu modo de ser, nunca vai mudar não posso.
Mas por ti, pelo nosso amor, posso até dar um jeito.
Mas estou cheio de dúvidas, o mundo não é nosso.
Só sei que quero ficar contigo, ser teu amigo de peito.
Como eu queria continuar nossa relação linda e feliz.
E deixar o destino escolher, anda vamos conseguir.
Vamos continuar nosso caminho como combinamos, me diz.
Precisamos ficar aqui, trocar ideias falar, ser feliz, nos ouvir.
(04/06/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 3 de junho de 2013
"Amiga"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Minha amiga.
Tu que passaste pela minha vida.
Te riste de todas, as minhas brincadeiras.
E até choraste das minhas tristezas.
Sempre estiveste presente comigo.
Enquanto outros estavam longe.
Tu foste aquela a quem eu confessei.
Todos os meus segredos.
Que me fizeste vencer todos os meus medos.
Amiga, eu não te esqueço!
Foi muito tempo que me confortaste.
E até me ensinaste a seguir o meu caminho.
Mas um dia chegou a hora, da tua partida.
Eu não tive tempo para me despedir de ti.
Como eu mais queria.
Agora espiritualmente voltas-te.
E nem um beijo meu levou.
Hoje vivo recordando.
As tuas últimas palavras.
Que me deixaste a sorrir.
A falta da tua presença me faz sentir.
Que a vida não tem tanta cor.
Amiga a vida sem ti perdeu a cor.
Não é possível ignorar.
Todas estas saudades que sinto.
Saudades que ficou no teu lugar.
Minha amiga Querida!
Deus te deu asas de anjo para voar!
E tu voaste.
Mas tenho a certeza que um dia.
Nos vamos reencontrar no Céu.
Num qualquer cantinho do Céu!
(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues
domingo, 2 de junho de 2013
"Encruzilhada"
- É como diz a canção, afirma ele com uma ponta de ironia, - não quero falar de como me partiste o coração.
Ela sorri com um ar culpado.
- Isso foi no início do Verão, lembra-o, agora estamos quase no fim.
No início do Verão eles zangaram-se e ela deixou-o especado nesta mesma praia. Não voltaram a ver-se até ela lhe telefonar.
- E o teu marido? Pergunta-lhe, subitamente.
- O que tem?
- Continuas casada com ele, certo?
- Certo, confirma ela, irritada com a pergunta.
- O teu marido, de quem tu não gostas, insiste, à laia de comentário.
Ela encolhe os ombros.
- Sempre foi cómodo para ti que eu fosse casada.
- No princípio, talvez, depois deixou de ter graça, replica. Quando tens de voltar para casa?
- Amanhã, ele volta amanhã de Lisboa.
- Hum, Resmunga ele.
E, de repente, já caíram de novo no assunto que os separou. Ontem à noite, em casa, ela surpreendeu-se a observar o marido. Ele a ver televisão, despreocupado, ela a fingir que lê um livro, a espreitá-lo pelo canto do olho, com um turbilhão na cabeça. Acabou de confirmar que está grávida. E não ama o marido. Na realidade, não suporta a ideia de continuar a viver com ele. Mas são duas notícias demasiado fortes e custa-lhe ter essa conversa. Chega a abrir a boca, mas não lhe sai nada, não tem coragem. De modo que decide marcar o encontro na praia e deixar para depois a conversa com o marido.
Estão sentados na praia enquanto o Sol desaparece. O Outono está a chegar, ela afunda os pés descalços na areia para aproveitar o calor acumulado durante o dia. Puxa a saia com as duas mãos, esticando-a abaixo da curva dos joelhos para tapar as pernas dobradas, prende o cabelo atrás da orelha com um gesto nervoso. Quer contar-lhe, tem de lhe contar, foi para isso que veio.
- Vais continuar com ele?
- Não, vou deixá-lo.
- Quando?
- Digo-lhe quando chegar de Lisboa.
Ele remete-se ao silêncio e ela pensa que não é bom sinal.
- Estou grávida, ouve-se dizer.
Ele volta a cabeça, espantado.
- Como?!
- Estou grávida, repete.
- E vais deixá-lo agora?!
Ela, aflita, com os olhos marejados, pensa que ele vai achar que fez de propósito, que é uma armadilha.
- O filho não é dele, anuncia.
- Não é dele? Gagueja, então, quer dizer.
Ela faz que sim com a cabeça. Ele demorou o seu tempo a encaixar a notícia, mas, ao fim de uns minutos, passa-lhe o braço por cima dos ombros e pergunta-lhe com um sorriso.
- Já pensaste num nome para ele?
E ela, tremendamente aliviada, fecha os olhos um segundo e, finalmente, volta a respirar.
- Quem te disse que é um rapaz?
- Porquê, tens mais alguma novidade de choque para me dar?
Ela ri-se.
- Não, diz, pode muito bem ser um rapaz.
(02/06/2013)
Joaquim Rodrigues
sábado, 1 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
"Amo-te"
Amo-te.
Antes e depois de todos os acontecimentos.
Nesta profunda e imensidade do meu vazio.
E em cada lágrima dos meus pensamentos.
Amo-te.
Mesmo quando os ventos fortes assobiam.
Ou todas aquelas sombras que me fazem chorar.
Nesta extensão infinita dos tempos.
Até a região onde os silêncios moram.
Amo-te.
Em todas as transformações que a vida tem.
Em todos os longos caminhos do medo.
Nesta angústia, nesta vontade perdida.
E nesta dor que se mexe em segredo.
Amo-te.
Porque não paro de sentir.
Em tudo aquilo, que estás presente.
Neste olhar dos astros que te alcançam.
E em tudo que me faz sentir tua ausência.
Amo-te.
Desde o dia que os dois, criamos nossas águas.
As águas que nos apagava nosso fogo.
Desde antes do nosso primeiro sorriso.
E da nossa primeira mágoa.
Amo-te.
Perdidamente.
Mesmo antes desta grande neblina.
E até depois do universo cair em cima de mim.
Mas suavemente.
Amo-te.
Porque existe um corpo, olhos, boca, mãos.
Existe um toque, um beijo, uma sensação.
Um sabor, um cheiro, a realização.
Todos os nossos planos, o futuro.
O futuro ao alcance das nossas mãos.
A felicidade!
Amo-te
Meu anjo!
Um anjo, que me encantou.
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues
"Não te Incomodes"
Já tantas mágoas esqueci.
Eu, que nunca a verdade, quis ver.
Para iludir-me até fingi.
A tua maldade não ver.
Acredita, te desejo felicidade.
Muito amor, e muita saúde.
Não me dou com a falsidade.
Que tu julgas, ser virtude.
Se és feliz dessa maneira.
Fica lá com a tua razão.
Assim Deus permita, Deus queira.
Que um dia, me peças perdão.
Podes ficar sossegada.
Não volto a falar contigo.
Não te quero incomodada.
Tudo de bom, meu desejo de amigo.
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues
quinta-feira, 30 de maio de 2013
"O Poema do meu Pai"
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| (Joaquim Rodrigues) |
“Pai, faz-me um poema para mim?
Queria oferecer, a uma amiguinha da minha turma.”
“Claro que sim, meu filho! Como te posso
dizer que não?!
Olha, eu vou escrevendo, e tu vais
dizendo se gostas.”
Um dia, lá para o Inverno,
Quando o céu cedo escurecer.
Vou trocar contigo,
Os meus lápis de côr.
“É esse o poema? Só assim?!
Que palermice, obrigado!
Não te incomodo mais.
Hoje estás sem inspiração, já vi!”
“Espera! Não me deixaste concluir.”
Se de ti receber nos meus olhos.
A cor linda dos teus,
Para contrariar a luz...
Que vai faltando à tarde!
“Ah, assim está muito melhor!
Obrigado, meu pai, até logo”
(30/05/2013)
Joaquim Rodrigues
"Um Inesquecivel Momento"
Está sentada no largo cadeirão de cabedal gasto, o seu favorito, na sala. Tem as pernas recolhidas sob si, puxa as calças do pijama para tapar os pés descalços, distraidamente, sem tirar os olhos da página que lê. Mas logo fecha o livro no colo, tendo um pensamento súbito, talvez sugerido pela leitura, levanta os olhos e observa-o a ler o dele, sentado no outro sofá.
- Nunca mais serei aquela que um dia fui, murmura.
Ele levanta os olhos do livro, surpreendido. Vê que o contempla com um olhar melancólico e Sorri-lhe, ela sorri-lhe de volta, acentuando a melancolia na sua doce expressão.
- Que disseste? Pergunta ele.
- Estava a pensar que, depois de ti, nunca mais serei aquela que um dia fui. Diz, como se fosse uma consciencialização de algo que sabia mas nunca ponderou, e que agora a atinge, reveladoramente. Ele sorri-lhe ainda, desconfiado do seu pensamento.
- Algum arrependimento de última hora? Pergunta ele.
Ela sorri-lhe ainda mais, com uma secreta euforia de felicidade, porque está com ele e é tudo o que deseja, apesar de ser ainda um pouco irreal. Abana a cabeça.
- Nenhum arrependimento, afirma, pelo contrário.
- Ah, bom, diz ele, agora assustaste-me.
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| (Joaquim Rodrigues) |
- Lê o teu livro, estava só a pensar alto, diz ela, voltando a abrir o seu no colo, esperançada que ele não se renda à leitura. Ele recomeça a ler, mas não consegue voltar a concentrar-se nas palavras. Desiste, pergunta-lhe.
- Mas porque pensaste isso? O que queres dizer?
- Não te preocupes, foi um pensamento bom, responde-lhe, satisfeita porque ele não aguentou nem um minuto em silêncio.
- Mas, pensaste alto, agora explica-me, insiste ele.
Ela vê-o um pouco preocupado e isso agrada-lhe, dá-lhe segurança, entende-o como um sinal de que gosta dela e não a quer perder. Mas quer sossegá-lo.
- Está bem, diz, eu explico, estava a pensar que só nos conhecemos há uns meses e já me mudaste para melhor. Estou feliz e nunca mais serei a mesma. Percebes agora?
- Sim, diz ele, mais descansado.
- Acho que é importante pensarmos nas coisas que nos fazem felizes, acrescenta ela, eu pensei nisto agora e tenho a certeza de que nunca mais me vou esquecer deste momento, aqui contigo.
- Como a chuva a cair-nos no rosto numa tarde quente, diz ele a brincar.
- Isso mesmo, concorda, séria. Ele levanta-se, aproxima-se, fá-la levantar-se, abraça-a, e diz-lhe.
- Tens razão, sabes? Também não me vou esquecer deste momento, nunca mais.
(28/05/2013)
Joaquim Rodrigues
quarta-feira, 29 de maio de 2013
"Só há uma Vida"
As palavras são como falsos.
Desde que as promessas os desonram!
Elas tornam-se de tal maneira impostoras.
Que me repugna servir-me delas.
Para provar que tenho a minha razão.
Afinal aprendemos.
Que é difícil traçar uma linha reta.
Ser amigo, e não ferir sentimentos.
Mas ao mesmo tempo.
Lutar pelos nossos ideais valores.
E pelas coisas em que acreditamos na vida.
Podemos facilmente perdoar.
Uma criança que tem medo do escuro.
A real tragedia da vida.
É quando um homem tem medo da Luz.
Há três coisas na vida.
Que nunca voltam atrás.
A flecha lançada.
A palavra pronunciada.
E a oportunidade perdida.
(29/05/2013)
Joaquim Rodrigues
segunda-feira, 27 de maio de 2013
"Existência"
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| (Joaquim Rodrigues) |
Sempre existe um motivo.
Nas nossas vidas.
Para acharmos.
Que não fomos bons.
O suficiente.
E que se torna por vezes.
Uma batalha perdida.
No final de cada episódio.
De nossas vidas.
Durante a nossa vida.
Conhecemos pessoas.
Que vêm, E que ficam.
Outras que vêm e passam.
Existem aquelas.
Que vêm e ficam.
E depois de algum tempo.
Se vão.
Mas existem aquelas.
Que vêm e se vão.
Mas com uma.
Enorme vontade de ficar!
(26/05/2013)
Joaquim Rodrigues
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